26 de jul de 2008

O GALINHO TEIMOSO


O galinheiro era muito grande, com uma árvore de goiabas no meio. No fundo tinha como um barracão onde as galinhas botavam seus ovos. Do outro lado ficavam os porquinhos, pois faziam muita sujeira e barulho também. Todas as galinhas tinham suas ninhadas, dava gosto de ver os pintinhos andando pelo galinheiro tentando ciscar imitando suas mamães. Eram de todas as cores, desde amarelo, brancos, pretinhos e até rajadinhos e uns quase ruivos. Da ninhada da carijó nasceu um galinho muito espertinho.
Desde pequeno andava sempre de crista empinada mexendo sempre onde não devia. Sua mãe, a galinha carijó, muito bonita por sinal, procurava ensinar a todos da mesma forma. Não adiantava, pois o galinho era danado mesmo. As goiabas caiam do pé e eles aproveitavam para comer suas sementinhas e até a polpa da fruta. Não sobrava nada.
Recebiam todo dia a ração e a água era muito limpinha. Certo dia o galinho percebeu que havia outros vizinhos do outro lado. Eram os porquinhos. Percebeu, também, as cestas onde as galinhas botavam os ovos. Mas, que novidade! Ficou todo alegrinho. Andava e andava, pensando num jeitinho de passar para o outro lado. Na primeira tentativa sua mãe viu e correu para ele:
- Não faça isso galinho! Você vai arrumar encrenca. O que você quer do outro lado?
- Nada mamãe, só ver como é.
Na realidade o que ele queria mesmo era provar a comida dos porquinhos, pois de longe parecia muito apetitosa. Um outro dia lá foi o galinho, teimoso que era. Tentou, tentou e ficou enroscado na cerca.
- E agora, o que faço?
Quanto mais se esforçava mais preso ficava. Gritou, esperneou e nada. Com muito esforço conseguiu sair. É claro que todo machucado.
- Ah minha asinha, como ficou!
Todos riram dele no galinheiro, pois sua teimosia lhe custou caro. Veio a dona do galinheiro e o levou para passar remédio nos ferimentos. Quando o trouxe novamente, jogou-o e disse:
- Da próxima vez irá para a panela seu galinho teimoso.
É. Nem sempre prestamos atenção em nossas teimosias, elas podem ser muito más para nós. As conseqüências, às vezes, nos machucam e muito.
Não seja um galinho teimoso, preste atenção nas suas curiosidades, às vezes não precisamos nos machucar para sabermos das coisas.
Fique no seu lugar. Pergunte e logo saberá o que pode e o que não deve fazer. Ser audacioso às vezes é perigoso!


Autora: Marlene B. Cerviglieri

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