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7 de mar. de 2016

Sobre o coelhinho da Páscoa


Irmãos, vejo que muitos católicos "entram na onda" dos nossos irmãos separados e desdenham da figura do Coelho da Páscoa. No entanto, a Igreja Católica não destrói e nem desfaz da figura do coelho, pois ele simboliza FERTILIDADE  e VIDA!

O Coelho da Páscoa representa a figura da própria Igreja, que pelo poder de Cristo, é fecunda em sua missão de propagar a Palavra de Deus a todos os povos.


Foi escolhido como símbolo da RESSURREIÇÃO no comecinho do cristianismo, por santo Ambrósio. Tanto o coelho quanto a lebre tem muitos filhotes, assim como somos muitos os filhos adotivos de Deus Pai a partir da ressurreição de Jesus. A lebre muda de cor de acordo com a temporada, santo Ambrósio comparou com a tristeza da morte (cinza) que muda para a vida (colorida). Viram que coisa linda!


Precisamos CONHECER para AMAR o que a Igreja ensina!

Que tal a gente fazer pegadinhas de coelho, explicar seu significado e fazer com que as crianças sigam essas pegadas, mas ao invés de encontrarem um ovo de chocolate escondido, encontrarão uma imagem de Jesus ressuscitado? E aí cantamos a música da tia Zalita que postei ontem ou essa do CD Tempo de Cantar da Canção Nova - Páscoa de Jesus (https://www.youtube.com/watch?v=RaS6Hlz21L8&feature=share)
Vai ser maravilhoso!


PÁSCOA DE JESUS

A Páscoa de Jesus vamos cantar!
Com muita alegria celebrar!
Venceu a morte e a dor
Ressuscitou! Glória e louvor
Ao Rei dos rei, Jesus nosso Senhor!

A Páscoa é muito mais que ovo,
Chocolate e coelhinho
Ela é a vitória de Jesus
Que nunca nos deixou sozinhos!


31 de dez. de 2012

Internet como ambiente de missão

As tecnologias de informação e comunicação têm transformado nossa forma de viver. Celular, internet, redes sociais. Nosso cotidiano possui elementos que, há poucos anos atrás, eram inimagináveis. As distâncias são vencidas, a velocidade é cada vez maior, o tempo é agora.

O mundo virtual faz parte da nossa sociedade e da vida da maioria das pessoas. Diante desse novo ambiente, como podemos cumprir nossa missão de difundir a Cultura de Pentecostes? Com o objetivo de auxiliar os carismáticos a utilizarem sua vida virtual em prol da evangelização, organizamos esse material. Aqui você encontrará dicas simples, mas que são fundamentais para que a nossa presença na internet possa ser testemunho de quem é movido pelo Espírito Santo.

Dicas para semear a Cultura de Pentecostes no mundo virtual

A internet também possui algumas regras de convivência, as chamadas netiquetas. Entretanto, para semear a Cultura de Pentecostes é preciso mais que boa educação, Leia abaixo algumas dicas importantes para representarmos bem a nossa fé.

- Não replique todas as informações que você recebe
Além de encher a caixa de e-mail dos seus contatos, acaba diminuindo a possibilidade das pessoas lerem suas mensagens. Às vezes, uma informação relevante pode parar no lixo eletrônico simplesmente pelo fato de ter sido enviada juntamente com outras mensagens do mesmo destinatário.

- Cuidado com as citações e referências
Antes de afirmar, certifique-se sempre sobre o autor das frases e textos que você vai divulgar. Há muitas citações erradas circulando pela internet.  E ao divulgar um texto, sempre coloque a referência sobre o autor do material e/ou fonte em que ele foi encontrado. Não use a criação dos outros como se fosse sua.

- Sobre assuntos de doutrina e fé, certifique-se da fonte
Ao ler ou repassar mensagem com conteúdo sobre fé e doutrina, sempre certifique-se que são provenientes de fontes confiáveis. Com freqüência, circulam na rede mensagens sobre descobertas científicas, evidências históricas e fatos extraordinários que supostamente comprovariam nossa crença. É preciso cautela com esse tipo de informação, pois muitas vezes elas não passam de fatos forjados.

- Não brigue
Não é com ofensas e radicalismo que defendemos a nossa fé. Em fatos polêmicos envolvendo religião, ter uma postura firme não significa ofender quem pensa diferente. Procure se expressar de forma clara, contida e bem fundamentada.

- Embase suas idéias
Ao tratar de religião na internet, procure embasar as suas idéias. Seus argumentos terão muito mais força se forem fundamentados na Palavra ou nos documentos da Igreja.

- Cuidado ao repassar mensagens religiosas
Tenha um olhar crítico antes de repassar alguma mensagem religiosa aos seus contatos desses textos trazem elementos que não condizem com a fé católica. Nossa doutrina não prega um Deus que faz promessas de prosperidade/sucesso fáceis, que negocia graça com seus filhos ou que é capaz de amaldiçoar alguém que quebrou uma corrente de oração.

- Em nome de quem você está falando?
Se você for responsável por sites/blogs de Grupos de Oração, dioceses ou paróquias fique sempre atento ao que for escrever. Cuidado para não expressar pensamentos e preferências próprias como se fossem posicionamentos oficiais da RCC ou da Igreja. Para evitar confusões, o indicado é que textos opinativos sempre sejam assinados.

- Saiba empregar a linguagem carismática
Muitas expressões que são comuns no meio carismático podem ser mal interpretadas quando usadas indiscriminadamente. Afirmar que “o fogo desceu” ou que “os irmãos estavam incendiados”, não é de fácil compreensão para a maioria das pessoas e pode até causar espanto.

- Não minta
Assuma sempre quem você é. Mentirinhas aparentemente inocentes como alterar a verdadeira idade e aparência física não deixam de ser mentiras. Fique atento também para não passar uma imagem fictícia de você mesmo em redes sociais e em chats. Deus nos ama exatamente como somos e do jeito que estamos, não precisamos nos esconder.

- Não navegue na internet durante o expediente de trabalho
Nossa conduta profissional precisa dar testemunho da nossa fé. Por mais louvável que seja a sua motivação, não utilize a internet do seu trabalho para fins não profissionais.

- Zele pela privacidade de seus contatos
Ao encaminhar mensagens use o recurso de cópia oculta (CCO) para que o endereço de e-mail dos seus contatos não fique circulando na rede. Quando você usa o CC todos tem acesso a esses e-mails. Não temos o direito de repassar esses contatos.

- Seja ético com seu banco de dados
Se você tem acesso ao banco de dados do seu Grupo de Oração, ministério ou diocese, não utilize esses contatos para enviar outros tipos de mensagens que não digam respeito à vida da RCC e da Igreja.


Dicas de leitura:
Documento Igreja e Internet, João Paulo II, 2002
Documento Ética na Internet, João Paulo II, 2002

FONTE: Folder da RCC Brasil



2 de jul. de 2011

Parada Gay: respeitar e ser respeitado


por D. Odilo Scherer

Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.

Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo 

14 de dez. de 2010

Brasileiros promovem abaixo-assinado contra distribuição do Kit Gay a crianças do primário


.- Em uma recente petição pública que vem sendo promovida por grupos pró-vida e pró-vida no Brasil, os brasileiros querem mostra que são “contra o maior escândalo deste País: o Kit Gay”. 
A petição está dirigida ao Presidente da República Federativa do Brasil, o Congresso Nacional do Brasil,  o Supremo Tribunal Federal e as Assembléias Legislativas.

“Somos contra o maior escândalo deste País, o Kit Gay”, afirma o texto da petição.   
“Não aceitamos que nossas crianças de 7,8,9 e 10 anos recebam esse tal de KIT GAY. Neste Kit Gay há 2 vídeos com o Titulo Contra homofobia, mas na verdade nesses vídeos contém mensagens subliminares para as nossas crianças, induzindo-as a homossexualidade” afirmam os redatores do abaixo assinado e esclarecem que “uma coisa é preconceito...Outra coisa é fazer apologia ao homossexualismo”.

Os promotores da iniciativa querem conscientizar os cidadãos brasileiros que o Kit Gay, na verdade, “é um estímulo ao homossexualismo e incentivo a promiscuidade e a confusão de discernimento da criança sobre o conceito defamília”.

O mal chamado kit contra a homofobia traz duas histórias que colocam como exemplo para as crianças da faixa etária de 7 a 10 anos o comportamento homossexual

Na primeira das histórias homossexuais do Kit Gay, segundo o Jornal da Câmara dos Deputados, mostra-se um garoto chamado Ricardo, de 14 anos que, certa hora, vai ao banheiro urinar e encontra um colega seu. Enquanto ele urina, Ricardo dá uma olhada para o lado e se apaixona pelo garoto. Ao retornar para a sala de aula, a professora da classe chama o menino pelo seu nome (Ricardo), onde o mesmo cerra seus lábios, pois não quer ser chamado de Ricardo, e diz que quer ser chamado de "Bianca".

Na outra história do Kit Gay, assinalam os o comportamento de duas meninas lésbicas de aproximadamente 13 anos de idade é posto como exemplar para as outras. A comissão discutiu ainda a profundidade que a língua de uma menina deve entrar na boca da outra ao realizar o beijo lésbico para os vídeos, que já estão em fase de licitação para começarem a serem distribuídos em escolas estaduais e municipais do país. 

“Façam valer imediatamente nossos valores contra essa imposição que querem colocar para as nossas crianças. Essa comissão de Direitos Humanos e Minorias que nós colocar o escárnio da sociedade. Eles querem aliciar nossas crianças com esse Kit Gay”, afirmam os promotores do pedido público.

Para assinar a petição contra o kit gay, visite:

10 de dez. de 2010

O ato de protestar

Mas o que é protestar?


Segundo o dicionário Michaelis: (lat protestari) vtd 1 Afirmar solene e categoricamente; prometer solenemente: Protestou jamais entrar naquela casa. vtd 2 Afirmar o intento de; obrigar-se a; prometer: Protestou iniciar logo a construção. Protestou a todos que se vingaria denunciando-os. vtd 3 Jurar, professar, testemunhar: Protestar amizade. Todos lhe protestam amizade e respeito. vti e vint 4 Reclamar, insurgir-se, levantar-se contra alguma coisa: Não adianta protestar contra o aumento dos impostos. "O moderno assim o exige, embora proteste a ´voz da cabra', sempre a berrar" (Silveira Bueno). vti 5 Fazer valer quando ofendido; pugnar por: Protestar pela dignidade, pelos direitos. vtd 6 Fazer o protesto de (título comercial) por falta de aceite ou de pagamento: Protestar uma letra de câmbio, uma nota promissória, uma duplicata.>>


O homem e a empresa

Certa vez, numa empresa conceituada dentro do mercado, um homem resolveu contestar, em uma das reuniões semanais, o sistema de entregas. Segundo ele, era necessário passar por uma reforma. Com diálogo entre este funcionário, o chefe executivo da empresa (o dono era extremamente ocupado e, extraordinariamente, não compareceu) e todos os outros administradores da empresa. Resolveu-se que algumas coisas dentro do sistema deveriam ser mantidas, mas que algumas sugestões do tal funcionário deveriam ser acatadas. Como o homem que contestou não aceitou a decisão, acabou saindo da empresa, visto que o próprio não suportou que somente algumas mudanças que ele quis colocar fossem aceitas.



Por questões lógicas, o homem que saiu da empresa não poderá mais contestar nada, não poderá mais protestar dentro daquele estabelecimento conhecido.



Percebe-se nesta pequena estória o ato real de protestar. Uma pessoa que não faz parte, seja lá do que for, não poderá fazer mudança nenhuma. Ela pode querer viver essa mudança em si mesmo, ou em algumas pessoas que tenham tristemente acreditado nela. Mas a verdade é que se este homem abrir uma nova empresa, ela não será tão conceituada e pior: se ele não mudar, fazendo diferente do que se fez na empresa anterior, sendo humilde na hora de aceitar as ideias das pessoas; a empresa estará sempre falida, no buraco.


O mais conhecido protestante

Se compararmos a história do homem e a empresa com a de Lutero, percebemos que foi a mesma coisa que aconteceu. Lutero protestou e, como suas contestações não foram aceitas, ele simplesmente desistiu, criando outra denominação.



Nesse momento, Lutero faz o mesmo que o empregado que contesta: ele faz uma ruptura para com a igreja e inventa a sua. Percebe-se claramente que Lutero perde o seu ato de protestar, pois ele saiu da unica igreja que existia naquela época (comparativo aqui com a empresa conceituada) e criou a sua, limitando-se a uma contestação extraigreja (fora da igreja).


O ato de protestar

O verdadeiro ato de protestar consiste em dialogar com as pessoas que fazem parte da empresa, movimento, estabelecimento, seja lá o que for. A Igreja conheceu muitos que protestaram na igreja, mas nem por isso deixaram de ser fieis. São Pedro Julião Eymard é um exemplo de contestação e fidelidade à Igreja (Por várias vezes foi negado a criação da congregação dos sacramentinos). O ato de protestar deixa de existir quando não há fidelidade entre o protestante e o protestado.



Protestar é um ato contínuo de replicar, que deixa de existir quando há separação (pode até existir protesto, mas deixa de ser contínuo e unitivo).



Muitas vezes acontece de, no diálogo, nós descobrirmos que estamos errados e que possa existir um pensamento melhor para ser aproveitado. Protesto de verdade começa dentro de nós mesmos, na hora de recusar a nós mesmos para aceitar o outro, dentro daquilo que é correto na lei natural.


Concluindo

Bom, é isso daí galera!
Caso tenha mais alguma ideia sobre este assunto, ou vocês derem alguma sugestão útil, com certeza editarei o texto e terei o prazer de adicionar.
A sim, caso alguém tenha dúvida: sobre os nossos irmãos separados, muitos não falam na hora de se dirigir a eles como "protestantes", falam sim "evangélicos". Mas se vermos, evangélico é quem vive e professa o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. Então não faz sentido chamar somente nossos irmãos separados de evangélicos, pois todo católico fiel é um evangélico. Por isso prefiro chamar de denominações. "É um irmãos de outra denominação que não a Igreja Católica Apostólica Romana", assim eu digo.


Fonte 

2 de dez. de 2010

Decoração de Natal - Respondendo a pergunta da Ju Fidelis

Toda decoração de Natal que vemos por aí tem uma simbologia, o problema é que nós não conhecemos esses símbolos e tudo se torna vazio.

Por exemplo: a árvore de natal simboliza esperança na vida eterna que Cristo nos trouxe, vida nova em Jesus Cristo que nasce no Natal, mas a gente vê por aí árvores de natal feita de galhos secos e de tantos outros materiais que não nos lembram vida (e agora também tem até árvores de outras cores, né?).

Conhecendo o significado de cada símbolo temos consciência do que estamos fazendo ao colocar bolas coloridas na árvore, usar as cores vermelha, verde e dourada, os sinos, as luzes, etc... Daí tudo passa a ter sentido.

Eu particularmente não gosto de Papai Noel em minha decoração, pois acho que é puro consumismo (tenho um pequenininho, de resina, que ganhei, então coloco ele na estante), mas uso a árvore verde, com bolas coloridas, laços, uma guirlanda na porta, luzes e o principal: o presépio!


Aqui o Pe. Reginaldo explica sobre alguns símbolos:

E aqui no blog também já postei sobre isso:

28 de out. de 2010

Bento XVI e o Silêncio dos Bispos

Amados Irmãos no Episcopado,
«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Fonte: Vaticano


2 de out. de 2010

Fanatismos e suas conseqüências – Por Dom Anuar Battisti


Fanatismos e suas conseqüências – Por Dom Anuar Battisti
Diante da realidade, vejo que não existe só fanático religioso ou de futebol. São muitos e mais graves os fanatismos que nos rodeiam, fazendo de nós objetos de joguetes nas mãos de alheios, escravos das máquinas. O nosso ser gente, pessoa, com coração e sentimentos humanos para humanizar as relações, é substituído pela frieza da técnica cada vez mais ágil e cheia de surpresas. 

A civilização da máquina, dos computadores traz um ingrediente tremendamente perigoso, chamado fanatismo. Os relacionamentos entre pessoas acabam acontecendo online. O Orkut, MSN, Twitter, blogs etc. vem substituindo o contato humano de coração a coração. 

O fanatismo tecnológico acaba com a vida de pessoas que necessitam de afeto, carinho, calor humano. Caminhamos para uma desumanização cada vez maior. O ser humano cercado de botões e automatismos perde o sentido profundo de ser gente; isso tem sabor de morte.

Outro fanatismo, não menos pior, é o fanatismo político. As comunidades marcadamente cristãs são levadas a viver, não só durante o pleito eleitoral, mas depois e por muito tempo, as chagas da divisão, do ódio, da inimizade. 

A luta por partidos, a defesa ferrenha de candidatos, por puro fanatismo, como se fosse a única verdade, o único candidato verdadeiro e justo na face da terra, cria e continua criando verdadeiro clima de guerra.

Pessoas amigas, parentes e vizinhos já não se conhecem mais depois das eleições. Essa é a consequência mais forte e lamentável que fica na sociedade e na Igreja. Por mais cristão que seja, por mais abertura que se tenha, por mais liberdade que se promova, sempre fica a marca diabólica do fanatismo político sem razão e muito menos coração.

Não de hoje e nem de amanhã, assistimos verdadeiras guerras promovidas pelo fanatismo religioso. Como entender que pelo fato de eu crer de modo diferente, de cultivar um sentido religioso que foge às convicções de outros, ou até do que é mais sagrado para mim, eu tenha que ser exorcizado da face da terra?

Como entender hoje que, em nome de Deus, se deve matar ou morrer? No meu pobre entender, não tem outra explicação do que o fanatismo criado pela visão obtusa da verdade para mim. Com que direito, em base a que verdade se justifica a exclusão, o preconceito, o julgamento de quem se salva ou não, e até o direito de matar ou morrer só porque me fechei em uma única e pura verdade para mim?

Certamente não existem parâmetros para justificar na nossa cultura, que alguém seja tomado pelo poder do fanatismo religioso, e comece a estabelecer aqui na terra o julgamento dos homens e do mundo. Só tem um único e eterno Juiz. Aliás, Ele é a Justiça.

Diante deste quadro que poderia continuar a ladainha dos fanatismos, quero aqui recordar que fomos criados homens e mulheres à imagem e semelhança de Deus, para sermos livres, a fim de viver a vida na sua dimensão mais humana possível. 

Podemos estabelecer critérios, normas, estilos de vida, jeitos de viver sem ignorar tudo o que existe de mais moderno e técnico.

Porém, o resgate cada vez mais urgente do valor da pessoa, do humanismo cristão, que tem sua raiz no amor humano, no afeto, no carinho, no sentir o outro como gente, fará com que, na força do amor gratuito e generoso, que vem daquele que é o Amor, se viva a verdadeira vida.

Assim teremos um mundo onde a cultura da vida triunfará sobre a cultura da morte. Sem fanatismos, com a mente e o coração abertos, podemos começar a amar de verdade.



Dom Anuar Battisti é arcebispo de Maringá

22 de set. de 2010

Brincando com a verdade - Dilma diz: nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória.



Após a inauguração de um comité em Minas, Dilma é entrevistada por um jornalista local...

Como a senhora vê o crescimento da sua candidatura nas pesquisas?

Dilma: O povo brasileiro sabe escolher, é a continuidade do governo Lula, e após as eleições nós vamos dessarmar o palanque e estender os braços aos nossos adversários, o candidato Serra está convidado a participar do meu governo, porque nesta eleição nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória, as pesquisas comprovam o que eu estou dizendo, vou ganhar no primeiro turno.
  

“Não se iludam, pois com Deus não se brinca: cada um colherá aquilo que tiver semeado”. 
Gálatas 6, 7

Que Deus tenha misericórdia dessa senhora!

10 de set. de 2010

Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras


Belém do Pará, 27 de agosto de 2010,
Festa de Santa Mônica.
 
Caríssimo amigo (a) e irmão (ã)
Recebi hoje o texto do Regional Sul I sobre a defesa da vida e tomei a decisão de divulgá-lo, sugerindo que muitas outras pessoas o façam.
Obrigado.
 
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
 
 
Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras 
Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010, considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o abortoconsiderando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulherconsiderando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime, considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto, considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa, considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto, considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de "aborto - problema de saúde pública", estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacionalconsiderando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,
considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,
considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto, RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.
Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento "Votar Bem" aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto "A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil" [http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf], elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
COMISSÃO em DEFESA da VIDA
do REGIONAL SUL 1 da CNBB

6 de set. de 2010

O Papa e a cruz invertida

ALESSANDRO LIMA
Recentemente recebi um email de um irmão em Cristo que confessa a fé protestante, que acusava o Papa de ser o Anti-Cristo, por usar uma cruz invertida em sua cadeira. O email trazia o link de um site, que possui várias imagens do Papa em Israel, sentado sobre esta cadeira. Segundo ele, o uso da cruz invertida era prova de confissão de fé Satânica.

Agora me vem uma pergunta: de onde se tirou a informação que cruz invertida é símbolo do demônio? Será que os seguidores da "Sola Scriptura" agora estão adotando livros de magia e satanismo como regras de fé, além da Bíblia? Podem me responder onde está escrito na Bíblia que a cruz invertida não pode ser usada como símbolo cristão?
Fui conferir o link e infelizmente comprovo que muitíssimas pessoas estão longe da Igreja de Cristo, por causa de uma caricatura que fizeram dela.
Um princípio cristão é o de julgar sempre com benevolência as ações do próximo, enquanto um sinal evidente de maldade não o se verifique. Além do mais, julgar temerariamente é um pecado que pode ser gravíssimo. Não se perde a alma só por causa delitos contra o sexto mandamento.
Na enciclopédia Larrousse tem uma relação de tipos de cruzes e seus nomes. A cruz invertida é chamada Cruz de Pedro. (Ex.: Cruz Tau ou de Santo Antonio - T adotada por São Francisco; Cruz Grega - dividida bem ao meio ; Cruz Latina - haste inferior prolongada ,tradicional; Cruz de Santo André - X ; Cruz Egipicia, Ortodoxa, Cruz de Malta , Cruz de Pedro (invertida)).
Na basílica de São Pedro, vc encontrará no sepulcro do Príncipe dos Apóstolos (São Pedro) a mesma Cruz,símbolo do seu martírio.
Orígenes (256 d.C.) foi o primeiro a relatar que São Pedro "foi crucificado de cabeça para baixo, porque ele pediu que pudesse ser martirizado desta forma" (Eusebio, História Eclesiástica, III, 1).
Eusébio de Cesaréia (nascido em 260 d.C. morto 341) escreveu a História da Igreja. Nela, ele escreve: "Pedro parece ter pregado em Pontus, Galácia, Bitínia, Capadócia e Asia para os Judeus da dispersão. E por fim, tendo chegado a Roma, ele foi crucificado de cabeça para baixo, como ele havia pedido para sofrer desta maneira. Estes fatos foram relatados por Orígenes no terceiro volume do seu Comentários sobre o Genesis".
O artigo da Enciclopédia Católica: "São Pedro, Príncipe dos Apóstolos"; confirma a crença tradicional de que São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo numa cruz invertida: "Em relação à como Pedro morreu, nós temos uma tradição atestada por Tertuliano no final do segundo século e por Orígines de que ele foi crucificado. Orígenes disse: foi crucificado de cabeça para baixo, porque ele pediu que pudesse ser martirizado desta forma". Como local de execução podemos aceitar como grande probabilidade os Jardins de Nero (Neronian Gardens) no Vaticano, uma vez que lá, de acordo com Tacitus, era utilizado como palco de cenas cruéis da perseguição promovida por Nero; e neste distrito, nas vizinhanças da Via Cornélia e no sopé das Colinas do Vaticano, que o príncipe dos Apóstolos encontrou seu sepulcro".
A cruz invertida utilizada pelos primeiros cristãos refere-se a crença tradicional de qual maneira São Pedro teve o seu martírio - e não um símbolo satânico - para nos lembrarmos da humildade deste servo de Deus, que não se considerava digno de morrer como seu Senhor.


Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/artigospapaprimado/572-o-papa-e-a-cruz-invertida