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1 de dez. de 2010

Nossa Senhora das Graças (Teatro)


NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA

NARRADOR: A paz de Jesus!

NARRADOR: No ano de 1830, em Paris, Catarina Labouré tinha entrado há alguns poucos meses na Congregação das Filhas da Caridade e se entregando inteiramente a Deus, ela cuidava das pessoas carentes e dos doentes como se cuidasse do próprio Jesus.

NARRADOR: Na noite do dia 27 de Novembro Irmã Catarina adormeceu com um grande desejo:

IRMÃ CATARINA: - Há tanto tempo sinto vontade de ver a Santíssima Virgem; talvez possa vê-la esta noite!

NARRADOR: Ela sempre teve um grande amor à Nossa Senhora desde sua infância, perdeu sua mãe aos 9 anos e no mesmo dia correu e pegou uma imagem de Maria e chorando falou: “ Agora a Mãe Santíssima é a minha mãe!
E no seu quarto ela adormeceu em um sono profundo, e de repente escutou alguém a chamar:
AÇÃO: (Irmã no fundo com um colchão e travesseiro. Luz da frente da capela apagada, luz apenas nos fundos.)

ANJO:  - Irmã, Irmã!
AÇÃO: E despertando surpresa, ele continuou:

ANJO:  - Se vista depressa e vamos à capela. A Virgem Santíssima a espera.

IRMÃ CATARINA: - Mas vão me escutar!

ANJO:  - Fique tranqüila já são onze horas e todos estão dormindo.

NARRADOR: Irmã Catarina acompanhou o anjo, vestido com uma roupa branca que parecia carregar um raio de luz, de tão resplandecente, por onde passava iluminava.
AÇÃO: (Eles vão próximo ao altar e a luz se acende. Uma bonita cadeira, no altar)

NARRADOR: Ao chegar à capela fica surpresa: todas a luzes estão acesas e já é quase meia noite.
AÇÃO: (A criança conduz a irmã até o altar e ali se encontra uma cadeira. E ela se ajoelha, e a criança fica de pé ao lado. E enquanto está ajoelhada apaga-se a luz do altar. Nossa Senhora aparece em cima do altar e irmã levanta lentamente a cabeça. Nossa Senhora sorri com os olhos e senta-se na cadeira)

ANJO:  - Irmã, eis a Santíssima Virgem”.

IRMÃ CATARINA: - É mesmo a Santíssima Virgem quem acaba de senta-se na cadeira?

ANJO:  - Eis a Santíssima Virgem!

NARRADOR: A irmã não duvida mais.
(Ela apóia as mãos sobre os joelhos da Santíssima Virgem)

NOSSA SENHORA: - Minha filha, Deus quer te dar uma missão.  E contar sobre minhas aparições as pessoas.

NOSSA SENHORA: - Os tempos são maus, coisas ruins acontecerão na França, o rei perderá seu trono. Mas vinde ao pé do altar e as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que pedirem com confiança e fervor.
(Nossa senhora tem olhar triste e preocupado. Santíssima tem lágrimas nos olhos)

NOSSA SENHORA: - São dias tristes, haverá morte. O Arcebispo de Paris será atacado, e a Cruz de Jesus será desprezada.

NOSSA SENHORA: - O mundo inteiro ficará triste, minha filha. Mas eu estarei com vocês.

NARRADOR: E assim a Santíssima Virgem desaparece e a irmã volta ao seu dormitório, pensando em tudo que aconteceu.
(Irmã volta para o colchão)

NARRADOR: No dia seguinte Irmã Catarina relatou tudo ao seu confessor Pe. Aladel, mas ele não acreditou. Passando-se alguns dias, explodiu uma revolução horrível, que espalhou terror em Paris. Tratava-se do que a Virgem Santíssima tinha falado. Igrejas foram danificadas, crucifixos jogados por terra, sacerdotes perseguidos e maltratados, o Arcebispo de Paris foi forçado a esconder-se. O rei foi destronado e fugiu para o exílio. O Pe. Aladel estava impressionado. E no seu íntimo começou a crer, que a Irmã Catarina falava a verdade, mas manteve cautela.
(Irmã Catarina, vai para frente do altar,  ajoelha-se e reza)
Passaram-se 4 meses e a Santíssima Virgem apareceu novamente à irmã Catarina. No dia 27 de novembro, no fim da tarde, irmã Catarina rezava na capela e a Virgem Santíssima lhe aparece mais uma vez. Bela na sua maior formosura.
(Irmã Catarina rezando e Nossa Senhora aparece em pé no altar em cima de um globo, pisando em uma serpente. Ao lado um quadro de São José.)

NARRADOR: A Santíssima estava tão linda que sua beleza era impossível descrever. Em suas mãos tinha anéis com pedras preciosas, destas pedras saíam raios de luz, que cintilavam de todos os lados.
(Levar anéis para Nossa Senhora)

NOSSA SENHORA: - Este globo que vê representa o mundo inteiro, a França e cada pessoa. Os raios, tão belos são as graças que derramo sobre as pessoas que me pedem. Essas pedras dos meus anéis representam as graças que se esquecem de pedir.

NARRADOR: Irmã Catarina ali sabia como era agradável rezar à Santíssima Virgem, como Ela era generosa, quantas graças concede às pessoas que pedem e quanto alegrava-lhe conceder essas graças.
E em torno da Virgem formou-se um arco, onde estava escrito: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.”

NOSSA SENHORA: _Catarina quero que cunhe uma medalha conforme esse modelo, (todas as crianças levantam as placas - medalhas) todas as pessoas que a usarem no pescoço receberão grandes graças.

NARRADOR: E assim, fizeram as medalhas de forma ovalada, do outro lado um M de Maria, em cima de uma Cruz e abaixo deles dois corações de Jesus e de Maria, o primeiro rodeado de espinhos e o segundo atravessado por uma espada.
(E a Virgem vai desaparecendo deixando o coração de Catarina cheio de bons sentimentos, alegria e amor).
Após um mês Nossa Senhora apareceu, dessa vez com o globo na mão e atrás do altar (Nossa Senhora em cima do altar com um globo na mão) Nossa Senhora apareceu irradiante, de seus anéis saiam raios de luz.

NOSSA SENHORA: - Catarina você não me verá mais, apenas ouvira minha voz durante suas orações.

NARRADOR: E Catarina permaneceu no convento durante alguns meses, depois foi enviada para cuidar dos humildes e idosos em um asilo.  E Nossa senhora cumpriu as suas promessas e sempre falava com ela  no  fundo do seu coração, mesmo não aparecendo mais. E insistia para que se mandasse fazer e divulgar as medalhas.
E assim começam a distribuição das medalhas em Paris. Logo após aparece uma epidemia de cólera, causando morte em muitas pessoas, pois não existia cura e assim surgiram os primeiros milagres da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
(Crianças levantam as medalhas)
Uma pequena criança de 8 anos, não tinha recebido a medalha, contagio-se e adoeceu seriamente, uma irmã deu-lhe a medalha e ela melhorou... assim a medalha foi chamada de “Milagrosa”. E assim aconteceram mais curas e conversões através da NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA.
(Irmã, com uma bengala, curvada...ajoelha-se em frente Jesus)

NARRADOR: Irmã Catarina, com 70 anos, sabendo que estava perto de encontrar com Deus, falava sempre:

IRMÃ CATARIRA: - Não basta levar a medalha sem ter oração e sacrifícios. É preciso ter confiança. Deus tudo pode. 


Contribuição da Giseli, de Cássia/MG. Obrigada, Gi! Que Deus lhe abençoe!

14 de set. de 2010

FICA COMIGO

(escrita pelo Padre Pio, depois da Comunhão)

Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar.

Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.


Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.


Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.


Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade.


Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga.


Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.


Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel.


Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.


Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho.


Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.

Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti.

Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.


Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.


Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!

Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais.

Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.

30 de abr. de 2010

São José Operário.. Padroeiro dos trabalhadores...





http://blog.cancaonova.com/cantinho/files/2010/04/net.jpg

Iaeee Galerinha...

Sábado, é Feriado, é dia do Trabalhador, é dia de São José Operário...

Neste dia, celebramos São José, o Pai de Jesus, que muito trabalhou como carpinteiro para sustentar a sua família, para sustentar e educar Maria e Jesus. José, era carpinteiro, fazia mesas, cadeiras, camas, oratórios e muitas outras coisas.. e ainda mais... ensianava a Jesus fazer tudo issoo...
Esses dias passeando pelos blogs na internet...
Achei no cantinho da Criança da Canção Nova (blog.cancaonova.com/cantinho) alguns desenhos e atividades sobre São José, o Pai Adotivo de Jesus, Patrono da Igreja de todo o Mundo e Padroeiro dos Trabalhadores...

Olha aiii..

6 de jul. de 2009

Santa Maria Goretti

Maria Teresa Goretti, ou simplesmente Marieta, como seus familiares a chamavam, nasceu em Corinaldo, Ancona no ano 1890, sua família obrigada pela necessidade havia emigrado para o inóspito Agro Pontino na localidade Ferrieri di Conca, a dez quilômetros de Netuno, pelos fins do século XIX. Eram camponeses, acostumados aos duros trabalhos dos campos, trabalhando na lavoura, enquanto Maria Goretti cuidava dos quatro irmãozinhos mais novos que ela. Seu pai morreu quando ela tinha apenas dez anos e sua mãe Dona Assunta, para ganhar o sustento da família, ficava o dia inteiro no trabalho do campo e Maria Goretti não podia estudar, apenas quando podia, corria até à longínqua igreja para aprender o catecismo, e desta forma conseguiu fazer primeira comunhão aos 12 anos.
Numa manhã, quando sua mãe Assunta partiu para o trabalho, deixando Maria Goretti com a irmã menor (que mais tarde entrou para a vida religiosa entre as franciscanas missionárias da Imaculada) o jovem Alexandre Serenelli que já havia sido rejeitado por parte da menina, assassinou-a com vários golpes de punhal, que morreu pronunciando perdão para o assassino, no dia 06 de Julho de 1902. Condenado aos trabalhos forçados, Alexandre Serenelli passou 27 anos na prisão. No ano de 1910 ele disse ter tido uma visão da pequena mártir e desde aquele momento sua vida mudou e dizia que Maria Goretti era seu anjo protetor.
A jovem que não se deixou contaminar pela doença do pecado, foi solenemente canonizada pelo Papa Pio XII, tendo sido assistida por sua mãe Dona Assunta e os irmãos.
Santa Maria Goretti, valei-nos com vossa misericórdia. Perdoai nosso pecado e recriai em nós um espírito novo. Amém.

10 de jun. de 2009

Milagre Eucarístico de Lanciano



"A minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue,

verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" Jo 6,55-56


Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo. Esta presença real da carne de Cristo (uma carne viva, unida à alma e à divindade do Verbo, pois Jesus está hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura há mais de 12 séculos e que a ciência examinou, e diante dos fatos, teve que se inclinar.


Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. E Deus permitiu para todos os que ainda duvidam da presença Eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência.


"Isto É meu corpo! Isto É meu sangue!", disse Cristo (cf. Mt 26,26-28).


Este prodigioso milagre deu-se por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, na igreja do mosteiro de São Legoziano, onde viviam os monges da Ordem Basiliana (de São Basílio).

Entre os monges, havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho Seu verdadeiro Sangue. Mas a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.


Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:


"Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"


A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o monge num novo Tomé.

A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornado-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha uma aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de formas e tamanhos diferentes.


Serenada a emoção de que todo o povo foi tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim, construído a mando das pessoas mais credenciadas do lugarejo.


A partir de 1713, até hoje, a Carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o Sangue, num cálice de cristal.


Os Frades Menores Conventuais guardam o Milagre desde 1252, por vontade de Landulfo, bispo da vila de Chieti. Os monges da Ordem de São Basílio guardaram o Milagre até 1176 e os Beneditinos até 1252.


Em 1258 os Franciscanos construíram o santuário atual, que foi transformado em 1700 de romântico-gótico em barroco. Desde 1902 as relíquias estão custodiadas no segundo tabernáculo do altar monumental, erigido pelo povo de Lanciano no centro do presbitério.

O Milagre e a Ciência


Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.


Foi em 18 de novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo Prof. Ruggero Bertelli, Prof. emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.


Após alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:


  • A Carne é verdadeira carne.


  • O Sangue é verdadeiro sangue.


  • A Carne é do tecido muscular do coração (contém, em seção, o miocárdio, endocárdio, o nervo vago e, no considerável espessor do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo).


  • A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana.
    No Sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes minerais: cloreto, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio. As proteínas observadas no Sangue encontram-se normalmente fracionadas em percentagem a respeito da situação seroproteínica do sangue vivo normal. Ou, seja, é sangue de uma pessoa VIVA.


  • A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por doze séculos e expostos à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos constitui um fenômeno extraordinário.

E antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas, realizadas em Arezzo, os doutores Linoli e Bertelli enviaram aos Frades um telegrama nos seguintes termos:


"E o Verbo se fez Carne!"


E o impressionante é que é a Carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e portanto a vida – ao corpo inteiro; do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós.


A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. "Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens", disse um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Sagrado Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduziu à cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares, em nossos sacrários e até em nossos corações.


Em todo o caso, guardemos isto: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro. É verdadeiramente que se dá e que eu como.


Tanto na hóstia como no vinho, está Jesus Cristo vivo e inteiro (corpo, sangue, alma e divindade).


A comunhão eucarística existe nas duas espécies, na espécie do pão e na espécie do vinho, só que o vinho não é somente o sangue de Jesus, mas sim o próprio Jesus. E da mesma forma a hóstia não é somente carne, mas sim o próprio Jesus. O que aconteceu em Lanciano, acontece em todas as igrejas do mundo e em qualquer missa, a única diferença é que lá em Lanciano além de transubstanciar a substância (pão e vinho), transubstanciou-se também a aparência.



"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,54).

5 de jun. de 2009

Corpus Christi

VAMOS ANIMAR NOSSO GRUPINHO DE ORAÇÃO?
Se você quiser também pode usar na catequese. O importante é que nossas crianças aprendam sobre o Corpo e Sangue de Cristo. Abaixo segue sugestões de pregação para as crianças:

Prepare uma mesa que simbolize a Santa Ceia de Cristo. Enfeite-a com uvas, pães, suco de uva, e explique o que simboliza cada um. Explique também o que é o corpo e o sangue de cristo. O pão e vinho que ofertamos se transformarão em alimento para nossa alma, dando-nos força para nossa caminhada rumo ao céu. Explique o que simboliza a eucaristia na Santa Missa e faça uma hóstia de E.V.A com um desenho de Jesus ressuscitado atrás. Assim que você mostrá-la às crianças diga a elas que é isso que nós vemos quando a recebemos. Jesus estampado nela, prontinho para nos encher de muita graça e amor. Para aqueles que ainda não fizeram a 1ª comunhão, basta apenas desejar e rezar na hora da comunhão que Jesus também visitará cada criança de muita fé e amor no coração.

Explique para as crianças que ao longo da nossa vida, recebemos os devidos Sacramentos. Mas o que é sacramento? É um sinal visível e eficaz da graça, instituído por Jesus Cristo, para nossa santificação. O quadro abaixo pode servir para explicação ou você pode transformá-lo em uma espécie de jogo, onde as crianças devem preencher os espaços que não estiverem ocupados.

Ordem natural                        Ordem sobrenatural
Nascer                                              Batismo
Crescer                                          Confirmação
Alimento                                         Eucaristia
Remédio                                         Penitência
Comunidade                            Ordem / Matrimônio
Morte                                       Unção dos enfermos

Se você quiser contar uma historinha, uma boa sugestão é o livro: Deus me ama como sou. Lá conta a historinha das cores. A Cor branca se sentia muito feia, sem graça e sozinha. Um dia ela resolveu fugir e se distanciar das outras cores. Ela percorreu lugares lindos que nunca imaginava existir, um dia ela muito cansada resolveu descansar numa igreja no alto de uma serra, chegando lá ela se deparou com Jesus sacramentado, e ele era tão branquinha como ela. Assim, ela descobriu que sua cor é muito bonita, pois ela tinha uma importância muito grande de representar Jesus, uma coisa tão linda e sagrada, assim a cor branquinha, descobriu que ela estava em todos os lugares, até no sorriso de um Cristão.

No final, monte um cálice com recortes de revistas ou papel cartão para que cada criança leve o retrato de Jesus eucarístico para casa. Pode-se pedir que eles desenhem o rosto de Jesus no meio da folha branca que representa a hóstia.

Fonte: http://rcccriancauberlandia.blogspot.com/

Música para o Menino Jesus de Praga


Menino Jesus de Praga

E B7
Menino Jesus de Praga tem o mundo em suas mãos (2X)

A E
Ele é Deus junto com o Pai
A E
E Deus com Espírito Santo
A E
Ele é Deus junto com o Pai
A B7 E
E Deus com Espírito Santo


A E
Acolhe neste mundo, todas as Crianças
A E
Jovens e adultos, nunca falte a Esperança
A E
Acolhe neste mundo, todas as Crianças
A B7 E
Jovens e adultos, nunca falte a Esperança

Composição: Raymon, Bruna e Hyde


O 1º domingo do mês de junho é dedicado
ao Menino Jesus de Praga


Quer saber mais sobre essa devoção??? Clique aqui:

31 de mai. de 2009



A nós descei, Divina luz! A nós descei, Divina luz!

Em nossa almas acendei o amor, o amor de Jesus!

Vinde, Santo Espírito, e do Céu mandai luminoso raio!

Vinde, Pai dos pobres, doador dos dons, luz dos corações!

Grande defensor, em nós habitai e nos confortai!

Na fadiga, pouso. No ardor, brandura e na dor, ternura!

Ó luz venturosa, divinais clarões encham os corações!

Sem um tal poder, em qualquer vivente, nada há de inocente!

Lavai o impuro e regai o seco, sarai o enfermo!

Dobrai a dureza, aquecei o frio, livrai do desvio!

Aos fiéis que oram com vibrantes sons, dai os sete dons!

Dai virtude e prêmio e, no fim dos dias, eterna alegria!

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

Se você foi à Missa hoje deve lembrar que fez essa maravilhosa oração!

Santa Semana, cheia do Espírito Santo a todos!


Espírito Santo, concedei-me o dom da SABEDORIA, a fim de que cada vez mais aprecie as coisas divinas e, abrasado pelo fogo do vosso amor, prefira com alegria as coisas do céu a tudo o que é mundano e me una para sempre a Cristo, sofrendo neste mundo por Seu amor.

Espírito Santo, concedei-me o dom da INTELIGÊNCIA, para que, iluminado pela luz celeste da vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina da santa religião.

Espírito Santo, concedei-me o dom da FORTALEZA, para que despreze todo respeito humano, fuja do pecado, pratique a virtude com santo fervor e afronte com paciência, e mesmo com alegria do espírito, o desprezo, o prejuízo, as perseguições e a própria morte, antes de renegar por palavras e obras a Cristo.

Espírito Santo, concedei-me o dom do SANTO TEMOR DE DEUS, para que eu me lembre sempre, com suma reverência e profundo respeito, da vossa divina presença, trema como os anjos diante da vossa divina majestade e nada receie tanto como desagradar vossos santos olhos!

Espírito Santo, concedei-me o dom do CONSELHO, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais vos seja do agrado, siga em tudo vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.

Espírito Santo, concedei-me o dom da PIEDADE, que me tornará delicioso o trato e colóquio Convosco na oração e me fará amar a Deus com íntimo amor como a meu Pai, Maria Santíssima e a todos os homens como a meus irmãos em Jesus Cristo.

Espírito Santo, concedei-me o dom da CIÊNCIA, para que conheça cada vez mais minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude e o valor inestimável da alma e para que sempre veja claramente as ciladas do demônio, da carne, do mundo, a fim de as evitar.
Vinde, Espírito Santo, ficai comigo e derramai sobre mim vossas divinas bênçãos.
Em nome de Jesus.
Amém.

26 de mai. de 2009

Medalha e Oração de São Bento



A medalha de São Bento não é um "amuleto da sorte". Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé. O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc. Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica. Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos. O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte. Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos:
Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus. Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.


Na frente da medalha são apresentados uma cruz e entre seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti - "Cruz do Santo Pai Bento".
Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux - "A cruz sagrada seja minha luz".
Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux - "Não seja o dragão meu guia".
No alto da cruz está gravada a palavra PAX ("Paz"), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.
À partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana - "Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!" e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas - "É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!".
Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS - IN - OBITU - NRO - PRAESENTIA - MUNIAMUR - "Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte". É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.

Oração para alcançar alguma graça:
Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça ... que vos suplicamos, finalmente, vos pedimos que ao térnimo de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosto no Paraíso. Amém.

19 de out. de 2008

Santa Inês


Para a Igreja, Santa Inês é o próprio símbolo da inocência e da castidade, que ela defendeu com a própria vida. Viveu entre os séculos três e quatro, sendo martirizada durante a perseguição ordenada contra os cristãos, imposta pelo terrível imperador Diocleciano, em 304.
Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação religiosa que a fez tomar a decisão precoce de se tornar "esposa de Cristo". Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã.
Dotada de uma beleza incomum, recebeu inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do prefeito de Roma. Conta a história que o rapaz, apesar das negativas da jovem, tentava corteja-la. Seu pai indignado com as constantes recusas que deixavam seu filho inconsolável, tentou forçar que Inês aceitasse seu filho como esposo, mas tudo em vão. Numa certa tarde de tempestade, o rapaz tentou toma-la nos braços, mas foi atingido por um raio e caiu morto aos seus pés. Quando o prefeito soube, procurou Inês com humildade e lhe implorou que pedisse a seu Deus pela vida de seu filho. Ela erguendo as mãos e voltando os olhos para o céu orou para que Nosso Senhor trouxesse o rapaz de volta à vida terrena, mostrando toda Sua misericórdia. O rapaz voltou e percebendo a santidade de Inês se converteu cristão.
Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo, saindo de lá na mesma condição de castidade que chegou.
Inês foi levada ao Circo e condenada à fogueira, mas o fogo prodigiosamente se abriu e não a queimou. Assim, o prefeito decretou que fosse morta por decapitação a fio de espada, naquele exato momento. Foi dessa maneira que a jovem Inês testemunhou sua fé em Cristo.
Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência.

Resumindo:

Era uma menina muito bonita, rica e tinha os cabelos longos e ruivos.
Ela sempre foi muito pura e por isso foi perseguida pelos rapazes romanos.
Foi martirizada aos 13 anos.
A festa de Santa Inês é comemorada no dia 21 de janeiro.
Santa Inês é padroeira da pureza e da castidade.
É conhecida também como santa dos adolescentes.

16 de out. de 2008


“Para mim, a oração é um impulso do coração,

é um simples olhar que se lança ao céu;

é um grito de gratidão e de amor,

tanto no meio da provação, como no meio da alegria;

enfim, é algo de grande, de sobrenatural,

que dilata a alma e me une a Jesus”.

Sta. Terezinha do Menino Jesus

12 de out. de 2008

Nossa Senhora Aparecida


12 de outubro - Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Celebramos hoje em todo o país o dia de Nossa Senhora Aparecida, nossa querida Padroeira. A história da Virgem de Aparecida, bastante difundida entre nós, permanece viva no coração de cada brasileiro.
A pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada em 1717 por pescadores, no rio Paraíba. Primeiro encontraram o corpo sem cabeça e logo após, a cabeça. O pescador Filipe Pedroso guardou a imagem em sua casa, onde passou a ser venerada pela família e por demais pessoas. Com o tempo, foram sendo atribuídos à imagem, diversos milagres.

A devoção foi crescendo e com o passar do tempo a imagem foi sendo chamada pelo povo de Senhora da Conceição Aparecida. Seu escultor foi, com grande probabilidade, Frei Agostinho de Jesus OSB por volta de 1650, em Sant’Ana do Parnaíba. Supõe-se que alguém, por estar a imagem quebrada, lançou-a às águas do rio.

Em 1741 iniciou-se a construção de uma igreja nova para veneração e culto à imagem. Em 1888 foi terminada pelo Frei Monte Carmelo OSB a chamada Basílica Velha e inaugurada solenemente pelo então bispo de São Paulo, D. Lino Deodato.

A importância da figura de Maria na Igreja, prende-se à importância do papel que ela teve na história da salvação, particularmente importante no mistério da encarnação junto ao Messias: mãe. Discreta durante o nascimento do Redentor, foi também uma presença discretíssima durante a vida pública de Jesus. Quantos fatos ela apenas “guardava em seu coração”!

E finalmente nos é dada como mãe, pelas palavras do próprio Salvador. Maria, repleta dos dons do Espírito Santo, mãe da Igreja, prolonga sua preciosa presença até o fim dos tempos, derramando sobre os membros de Cristo as graças que possui em plenitude.

A presença de Maria é um fio de ouro encontrado no tecido da história da salvação. Daí os cristãos, desde o início da Igreja reconhecerem a grandiosidade desta figura e prestarem culto a Deus através dos mais importantes momentos da vida de Maria e suplicarem sem cessar sua intercessão.

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:
A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés, e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava enxergando, perfeitamente curada.

5 de out. de 2008

São Benedito, o Negro

Hoje é um dia muito especial para o povo brasileiro. Comemora-se o dia de são Benedito, um dos santos mais queridos e cuja devoção é muito popular no Brasil. Cultuado inicialmente pelos escravos negros, por causa da cor de sua pele e de sua origem - era africano e negro -, passou a ser amado por toda a população como exemplo da humildade e da pobreza. Esse fato também lhe valeu o apelido que tinha em vida, "o Mouro". Tal adjetivo, em italiano, é usado para todas as pessoas de pele escura e não apenas para os procedentes do Oriente. Já entre nós ele é chamado de são Benedito, o Negro, ou apenas "o santo Negro".
Há tanta identificação com a cristandade brasileira que até sua comemoração tem uma data só nossa. Embora em todo o mundo sua festa seja celebrada em 4 de abril, data de sua morte, no Brasil ela é celebrada, desde 1983, em 5 de outubro, por uma especial deferência canônica concedida à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.

Benedito Manasseri nasceu em 1526, na pequena aldeia de São Fratelo, em Messina, na ilha da Sicília, Itália. Era filho de africanos escravos vendidos na ilha. O seu pai, Cristóforo, herdou o nome do seu patrão, e tinha se casado com sua mãe, Diana Lancari. O casamento foi um sacramento cristão, pois eram católicos fervorosos. Considerados pela família à qual pertenciam, quando o primogênito Benedito nasceu foram alforriados junto com a criança, que recebeu o sobrenome dos Manasseri, seus padrinhos de batismo.

Cresceu pastoreando rebanhos nas montanhas da ilha e, desde pequeno, demonstrava tanto apego a Deus e à religião que os amigos, brincando, profetizavam: "Nosso santo mouro". Aos vinte e um anos de idade, ingressou entre os eremitas da Irmandade de São Francisco de Assis, fundada por Jerônimo Lanza sob a Regra franciscana, em Palermo, capital da Sicília. E tornou-se um religioso exemplar, primando pelo espírito de oração, pela humildade, pela obediência e pela alegria numa vida de extrema penitência.

Na Irmandade, exercia a função de simples cozinheiro, era apenas um irmão leigo e analfabeto, mas a sabedoria e o discernimento que demonstrava fizeram com que os superiores o nomeassem mestre de noviços e, mais tarde, foi eleito o superior daquele convento. Mas quando o fundador faleceu, em 1562, o papa Paulo IV extinguiu a Irmandade, ordenando que todos os integrantes se juntassem à verdadeira Ordem de São Francisco de Assis, pois não queria os eremitas pulverizados em irmandades sob o mesmo nome.

Todos obedeceram, até Benedito, que sem pestanejar escolheu o Convento de Santa Maria de Jesus, também em Palermo, onde viveu o restante de sua vida. Ali exerceu, igualmente, as funções mais humildes, como faxineiro e depois cozinheiro, ganhando fama de santidade pelos milagres que se sucediam por intercessão de suas orações.

Eram muitos príncipes, nobres, sacerdotes, teólogos e leigos, enfim, ricos e pobres, todos se dirigiam a ele em busca de conselhos e de orientação espiritual segura. Também foi eleito superior e, quando seu período na direção da comunidade terminou, voltou a reassumir, com alegria, a sua simples função de cozinheiro. E foi na cozinha do convento que ele morreu, no dia 4 de abril de 1589, como um simples frade franciscano, em total desapego às coisas terrenas e à sua própria pessoa, apenas um irmão leigo gozando de grande fama de santidade, que o envolve até os nossos dias.

Foi canonizado em 1807, pelo papa Pio VII. Seu culto se espalhou pelos quatro cantos do planeta. Em 1652, já era o santo padroeiro de Palermo, mais tarde foi aclamado santo padroeiro de toda a população afro-americana, mas especialmente dos cozinheiros e profissionais da nutrição. E mais: na igreja do Convento de Santa Maria de Jesus, na capital siciliana, venera-se uma relíquia de valor incalculável: o corpo do "santo Mouro", profetizado na infância e ainda milagrosamente intacto. Assim foi toda a vida terrena de são Benedito, repleta de virtudes e especiais dons celestiais provindos do Espírito Santo.





Fonte: Paulinas

Oração de São Bento


Oração de Exorcismo

"A Cruz Sagrada seja a minha luz

Não seja o dragão meu guia

Retira-te Satanás!

Nunca me aconselhes coisas vãs

É mal o que tu me ofereces

Bebe tu mesmo o teu veneno."