23 de fev. de 2008

A Páscoa e seus Símbolos

A Páscoa é uma festa de forte apelo comercial. Muitos se dão conta de sua proximidade ao se depararem com as belas cestas de Páscoa nas vitrines das lojas, os inúmeros coelhinhos de pelúcia e os ovos de chocolate... O que tem o coelho a ver com a Páscoa, se nem ovo a fêmea bota, e por que o ovo de chocolate?




O COELHO


É um dos primeiros animais que saem das tocas ao chegar a primavera, após um longo inverno de recolhimento. Ora, no hemisfério norte, a Páscoa ocorre nos primeiros dias da primavera (para nós que habitamos no hemisfério sul, a Páscoa e no outono) e os coelhos logo se põem a correr pelos campos verdes, repletos de flores, dando, portanto, a idéia de renovação da vida, que parecia estar morta durante o inverno. O que mais interessa religiosamente, é que os coelhos são animais que reproduzem com extrema facilidade e em grande quantidade. Vem daí a identificação com uma vida abundante, um processo de restauração, um ciclo que se renova todos os anos. E é isto exatamente que se relembra na Páscoa: a Ressurreição de Jesus, que traz consigo um novo tempo de paz e de esperança a toda a humanidade.

OVOS DE PÁSCOA

O costume de presentear as pessoas na época da Páscoa com ovos ornamentados e coloridos começou na antigüidade. Eram verdadeiras obras de arte! Os ovos de Páscoa hoje são famosos no mundo inteiro. Os mais comuns são os ovos de chocolate, recheados com balas, confeitos e bombons. O ovo é um símbolo de começo, de vida que está para nascer, apesar de aparentemente morto, contém uma vida que surge repentinamente, destruindo as suas paredes. Daí sua associação à Páscoa: lembra o Cristo que sai vivo após os três dias no sepulcro. A Ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida, a redenção da própria humanidade e a promessa de um futuro cheio de alegria e felicidade para os que têm fé e esperança. Dentro do ovo gera uma vida, a vida é o Dom mais precioso de Deus. Ressuscitando para uma vida nova, Jesus revela a preciosidade que é a. vida.


Vejamos agora os símbolos religiosos da Páscoa:
CÍRIO PASCAL

Simboliza o Cristo Ressuscitado. As letras Alfa e Omega nele gravadas significam que Jesus é o principio e o fim, e os cinco grãos de incenso nele colocados representam as cinco chagas de Cristo. A sua chama, a luz de Cristo. "Eu sou a luz do mundo, quem me segue do andará nas trevas, mas terá a luz da vida."Na grande vela há ainda a indicação dos quatro algarismos do ano que está em curso, simbolizando a presença viva de Jesus junto a todos os povos do mundo, com união de fé e de esperança.

CRUZ
A cruz, instrumento de suplício no qual Jesus morreu, passou a ser um símbolo do cristianismo e também símbolo da Páscoa. Morrer na cruz era algo humilhante para os condenados, pois, além de ficarem com os corpos expostos publicamente, apenas os mais hediondos crimes eram punidos com tal pena. Jesus; ao morrer na cruz, deu à humanidade mais Uma lição de humildade: sendo Filho de Deus, que tudo pode, morreu da forma mais vergonhosa que havia em seu tempo. A Cruz, antes era símbolo de condenação, depois com Cristo, tornou-se símbolo de salvação. Na. Páscoa, relembra-se que Jesus venceu a morte e, glorioso, passou a viver seu Reino de justiça e de paz.



CORDEIRO

Representa mansidão. No Antigo Testamento o cordeiro era objeto de sacrifício a Deus e no Novo Testamento Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, porque se sacrificou por amor a todos nós.


SINOS
Representam o anúncio da ressurreição de Jesus. O seu repicar festivo convida todos para que nos alegremos e louvemos o Cristo ressuscitado. Ele ressuscitou, Aleluia!

GIRASSOL

Para a festa da Páscoa escolhemos de preferência as flores amarelas e brancas, que significam a realeza e a paz de Cristo. Entre elas o girassol tem um significado todo especial: assim como para sobreviver a planta precisa ter sua corola voltada para o sol, do nascente ao poente, também os cristãos precisam estar voltados para o Sol-Cristo. Cristo é a luz, a força, a energia. O cristão sem uma ligação com Jesus não encontra significado para sua vida.
PEIXE

É um dos mais antigos símbolos do cristianismo. Os primeiros cristãos que eram obrigados a esconder sua fé devido às perseguições, reconheciam-se pelo sinal do peixe. Corno o peixe vive na água que continuamente se renova. Assim na Páscoa nós renovamos nossa fé o nosso batismo. Valorizando toda simbologia comercial e religiosa, vamos nos preparar bem, para com muita alegria festejar a grande festa do Deus da vida!


Fonte: http://www.padrereginaldomanzotti.org.br/

22 de fev. de 2008

SEMANA SANTA


Dentro da Igreja Católica, as datas religiosas são sempre muito comemoradas pelos fiéis como uma maneira de recordar, resgatar e atualizar fatos num clima de ação de graças e de louvor. O ano litúrgico é o apêndice de todas as comemorações. Ele surgiu e se desenvolveu a partir da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A sociedade de consumo tem dado, ao longo dos anos, um caráter especial para a festa de Natal, porém, o principal evento do calendário litúrgico, é o Mistério Pascal. O Mistério Pascal, que é a mais importante celebração cristã, constitui a Semana Santa. A Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor constituem essa semana sagrada para a Igreja e, cada um desses fatos, reúne características importantes dentro da história da Igreja.




A SEMANA SANTA



A origem da festa está nos costumes judaicos. Inicialmente era a festa da passagem das pastagens. O rebanho era levado de um pasto fraco para um pasto de capim viçoso. Chamava-se "Dia da Páscoa". Esta festa existe antes de Moisés. Ela se combinou com a festa dos ázimos expressando o momento em que o povo de Israel passou para a agricultura, e então celebrava esta festa no princípio da colheita. O texto fundamental da narrativa da páscoa judaica está no livro do Êxodo (12, 1-13) e descreve a luta de Javé pela libertação de seu povo da escravidão do Egito, para levá-lo sobre suas asas ao encontro do Sinai e da Aliança. É uma festa de família, celebrada na noite de lua cheia no início da primavera, no 14º dia do mês das espigas, que depois do exílio, passou a se chamar Nisan. As comunidades neotestamentárias celebravam o Mistério Pascal juntamente com a festa da Páscoa judaica. Os cristãos da Síria e Ásia Menor celebravam o mistério no dia 14 do mês Nisan, independentemente de um dia certo da semana e, em Roma, na maior parte das igrejas, o mistério era comemorado no domingo seguinte ao 14 de Nisan. Essa controvérsia quanto à data correta de comemoração do Mistério Pascal dificultava a unificação da Igreja. A fim de diminuir as disputas sobre essa data, em 325, o Concílio Ecumênico de Nicéia prescreveu que a Páscoa deveria ser celebrada no domingo depois da primeira lua cheia da primavera daquele hemisfério, evitando assim, que ela fosse comemorada no mesmo dia da Páscoa judaica. Mais tarde, surgiu a necessidade de estabelecer uma data para essa comemoração, em função do estreitamento dos povos das mais diversas regiões. Por causa disso, o Concílio Vaticano II estabeleceu um código que tinha como objetivo dar à festa da Páscoa um Domingo determinado e estabelecer um calendário fixo. Com o tempo, a palavra Tríduo Sacro (Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor) foi adotada, constituindo assim, o núcleo da celebração do Mistério Pascal que, juntamente com o Domingo de Ramos e os três dias que o seguem constituem a Semana Santa. É nela que ocorre a preparação espiritual mais próxima da grande festa da Ressurreição. A Semana Santa, que inclui o Tríduo pascal, visa recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém. Os ritos especiais da Semana Santa, isto é, a bênção e procissão de ramos, a transladação do Santíssimo Sacramento depois da Missa da Ceia do Senhor, a ação litúrgica da Sexta-feira da Paixão do Senhor e a Vigília pascal, podem celebrar-se em todas as igrejas e oratórios. Mas convém que, nas igrejas que não são paroquiais e nos oratórios, sejam somente celebrados se puderem ser realizados dignamente, isto é, com número conveniente de ministros, com a possibilidade de se executar ao menos algumas partes em canto, e uma suficiente freqüência de fiéis. Senão, conviria que as celebrações fossem realizadas somente na igreja paroquial e em outras igrejas maiores. Um domingo antes da Páscoa é celebrado o Domingo de Ramos.


DOMINGO DE RAMOS


No Domingo de Ramos, da Paixão do Senhor, a Igreja entra no mistério do seu Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado. O Domingo de Ramos foi instituído, desde o século IV, como uma maneira de recordar a entrada de Jesus de Nazaré na cidade de Jerusalém. Vários outros costumes foram empregados ao Domingo de Ramos, porém foi somente na segunda metade do século VII que o Vaticano restaurou a ordem dos Domingos da Quaresma. Atualmente, a Celebração de Ramos tem dois momentos: o primeiro, em que é feita a Bênção dos Ramos e, o segundo, onde é realizada uma missa, sendo que neste momento é feita uma reflexão sobre a Morte e Ressurreição do Senhor. Ao final da Celebração, os ramos de oliveira ou palmeira são abençoados e levados pelos fiéis para serem colocados em uma cruz nas suas casas ou sobre alguma tumba no cemitério, como um sinal de compromisso com Cristo e simbolizando a força da vida e a esperança da ressurreição. O Domingo de Ramos não é um dia apenas de contemplação, mas sim, um dia de se entregar ao caminho de Cristo e se alegrar com a chegada dele em sua vida. É nesse Domingo que a Igreja vive dois mistérios da vida de Jesus: o primeiro é representado pela procissão de ramos e relembra a entrada de Cristo em Jerusalém; o outro é a Paixão de Jesus, que vai continuar sendo celebrado durante a Semana Santa. Na Bíblia a chegada de Jesus a Jerusalém é contada nos Evangelhos de São Mateus 21, 1-11; São Marcos 11, 1-11; São Lucas 19, 28-44 e São João 12, 12-19.




SEGUNDA, TERÇA E QUARTA-FEIRA SANTAS



A Segunda e Terça-feira da Semana Santa não remontam aos primeiros tempos da liturgia da Igreja Católica. Porém, na Quarta-feira Santa duas celebrações faziam parte da programação: pela manhã, uma reunião comunitária simples com a liturgia da palavra e, ao anoitecer, uma missa. Segundo os princípios da Igreja, esses três dias são uma preparação para o Tríduo Sacro, ou seja, para os dias da Crucificação, Morte e Ressurreição de Jesus.




QUINTA-FEIRA SANTA



O significado da Quinta-feira vem ao longo dos séculos, evoluindo, principalmente devido às reformas litúrgicas introduzidas pela Igreja. Na Igreja Romana, até o século VII, a Quinta-feira Santa marcava o fim da Quaresma e do jejum penitencial, e o início do jejum na espera da Ressurreição do Senhor, a partir da Sexta-feira. Durante a manhã, a Igreja Romana só realizava a reconciliação dos penitentes e não havia a Ceia do Senhor. A partir do século VII, em Roma, eram realizadas três missas, sendo uma pela manhã, outra ao meio-dia e outra à noite. Em meados do século V, o ritual do Lava-pés passou a ser realizado em Jerusalém. A liturgia da Quinta-feira Santa ainda sofreu dois acréscimos, um deles foi a criação de um "tabernáculo provisório" com a função de transportar o que restou da espécies sagradas, seguindo um ritual de honra. Esse tabernáculo foi considerado pela devoção popular como sendo o sepulcro de Cristo. O outro acréscimo estabeleceu que o altar não deveria conter toalhas, flores e ornamentos a fim de representar o Despojamento de Cristo na Cruz. Alguns séculos depois as reformas continuaram. Uma celebração eucarística foi acrescentada ao início da noite, pelo Papa Pio XII, em 1955, representando a Ceia do Senhor. A benção dos santos óleos, realizada na manhã da Quinta-feira tornou-se um dia sacerdotal em que os sacerdotes renovam suas promessas. A cerimônia do Lava-pés foi uma outra celebração exigida pelo Concílio de Toledo (634) e recorda o gesto de Jesus em lavar os pés de seus discípulos, e a dizer: "Sede assim uns com os outros" - significando que devemos servir uns aos outros, com total humildade, gratuidade e amor. Ao final da missa da Quinta-feira Santa há a cerimônia de adoração ao Santíssimo Sacramento, geralmente com o tradicional canto em latim Tantum Ergo, ou Pange Língua em latim ou em português.




SEXTA-FEIRA SANTA


Na Sexta-feira Santa (também conhecida como Sexta-feira da Paixão ou Sexta-feira Maior) a Igreja celebra esse dia como a Morte do Senhor. É um dia de respeito, silêncio e simplicidade quando se deve recordar e compreender a dor e o sofrimento de Jesus, e refletir sobre a absolvição de todos os pecados da humanidade. Atualmente, não se celebra a Eucaristia porque a Igreja não realiza missas ou qualquer sacramento nesse dia. A celebração é dividida em Paixão Proclamada, com a liturgia da palavra; Paixão Invocada, com a solene oração universal, realizada pela Igreja para as comunidades do mundo inteiro; Paixão Venerada, com a adoração da cruz, local onde está centrada as dores de Jesus; e Paixão Comungada, com a comunhão eucarística. É nesse dia também que se lê o relato da Paixão e se faz as procissões da Via-Sacra - ou Caminho da Cruz, com as suas quinze estações, em grandes preces pela Igreja pelo mundo, e a seguir, a adoração da Cruz.




SÁBADO SANTO



É chamado de Vigília Pascal, ou Sábado de Aleluia. No início do cristianismo, o Sábado Santo não tinha liturgia, e a eucaristia não era celebrada. Nesse dia, havia apenas o último exorcismo solene feito pelo bispo. No século II, a Vigília Pascal era marcada pela celebração da palavra, o batismo e a celebração eucarística. A partir do século IV, teve início à celebração do Sacratíssimo Tríduo do Senhor Crucificado, Sepultado e Ressuscitado. A utilização da expressão Tríduo Pascal só passou a ser usada em 1930. Mais tarde, no século VII, a Vigília Pascal passou a ter início na tarde do Sábado e a eucaristia era celebrada no começo da noite. As leituras começavam a partir das duas horas da tarde, havia a benção do fogo e o canto "Exulted". Por se passar em plena luz do dia, essa celebração passou a ter um caráter negativo, pois falava em "feliz noite". Assim o Papa Pio V proibiu a celebração da eucaristia durante à tarde, e algumas pessoas passaram a realizar a Vigília no Sábado cedo. A fim de extinguir o conceito da festa, o Papa Urbano VIII acabou com a popularidade da Vigília. Todas essas proibições fizeram com que as celebrações sofressem mudanças radicais com a reforma litúrgica de Pio XII e o Vaticano II. Antes da reforma, a primeira parte da liturgia era reservada quase somente ao clero, aos ministros e a um pequeno grupo de convidados. Somente depois das reformas, as celebrações tomaram outro caráter. Segundo antiqüíssima tradição, esta noite deve ser comemorada em honra do Senhor, e a Vigília que nela se celebra, em memória da noite santa em que Cristo ressuscitou, deve ser considerada a mãe de todas as santas Vigílias (Sto. Agostinho). Pois nela, a Igreja se mantém de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, e celebra-se com os sacramentos a Iniciação cristã. Toda a celebração da Vigília Pascal se realiza de noite; mas de maneira a não começar antes do início da noite e a terminar antes da aurora do Domingo. Esta Vigília é o cume do ano litúrgico. A noite do Sábado Santo passou a ter as seguintes partes:


A Celebração da Luz - Realiza-se perante a fogueira acesa, na qual se acende o círio pascal. A reunião dos fiéis ao redor da fogueira manifesta a participação comunitária. A antiga tradição de acender a fogueira através do atrito entre pedras tem a ver com a alusão a Cristo, que é a pedra angular e que, do túmulo escuro de pedras, nasce como luz para o mundo.


A Celebração do Círio - O Círio Pascal nasce da tradição de iluminar a noite com tochas de fogo ou muitas lâmpadas. Elas representam o Senhor ressuscitado como luz nas trevas humanas. Seguir o Círio Pascal em procissão tem grande valor simbólico, pois representa o seguimento, pois representa o seguimento de Jesus, que se apresenta como a luz do mundo e lembra o povo de Israel que seguia Moisés na escuridão em busca da libertação, iluminando somente pela fé em Javé.


A Liturgia da Palavra - Nove leituras bíblicas, sendo sete do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento (epístola e evangelho), que podem ser diminuídas por razões pastorais. Todas estas leituras são entremeadas por salmos ou cânticos, que devem ter, além da proclamação de seu conteúdo específico, a função de dinamizar e animar a assembléia celebrante.


A Liturgia Batismal - A Igreja, desde os primeiros séculos, ligou a celebração do batismo à noite pascal, pois esta foi sempre a celebração, por excelência, da realização do batismo na comunidade cristã primitiva.


A Liturgia Eucarística - É o coração da vigília pascal. Embora as circunstâncias das comunidades urbanas sejam menos propícias, por questão de transporte e mesmo de violência, muitas comunidades rurais ou de bairros realizam um ágape ou uma confraternização após a celebração da vigília, para comemorar e celebrar de forma festiva este acontecimento fundamental da fé cristã. Quando preparado pela equipe de liturgia ou pelos membros da comunidade, deve-se estimular a participação de todos, pois este evento constitui parte integrante da celebração.




DOMINGO DE PÁSCOA



No início do cristianismo, como a Celebração Pascal celebrada no Sábado Santo durava até a madrugada não existia uma liturgia própria para o Domingo. Somente após a reforma de 1955 foi que o Domingo de Páscoa passou a ter um caráter verdadeiro. Em uma celebração muito alegre, a comunidade se reúne para exaltar Jesus Cristo que venceu as barreiras da Morte e convida todos a Ressurreição.



PÁSCOA

A Páscoa é a principal festa do ano litúrgico cristão, comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo, no terceiro dia após a Crucificação. É também a época que os judeus comemoram a libertação do seu povo do jugo egípcio.


A festividade da páscoa foi fixada pelo Concílio de Nicéia (325 d.c.) no primeiro domingo após a lua cheia que se seguir ou anteceder o dia 21 de março. Se a lua cheia cai em 20 de março, a seguinte será então a de 18 de abril (29 dias após). Se este dia for um domingo, a Páscoa, será então a 25 de abril. Assim, a festa da Páscoa oscila entre 22 de março e 25 de abril, e de sua data dependem as datas de todas as outras festas móveis: Paixão, Ramos, Ascensão, Pentecostes, Trindade e a festa de Deus (Corpo de Deus ou do Santíssimo Sacramento).





Suas origens remontam aos primeiros tempos do cristianismo e é provavelmente, a mais antiga comemoração cristã que celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. O nome Páscoa vem do aramaico pasha, em hebraico pesah. O seu significado etimológico é incerto. Alguns procuram-no em raiz egípcia que significa “golpe” ou “ferida”. Há quem prefira ligar a palavra ao siríaco, que significaria “ser feliz”. Entretanto o significado geralmente aceito é o que adquiriu no hebraico bíblico: “saltar”, “passar adiante”. No livro de êxodo a palavra relaciona-se à noite em que Javé feriu os primogênitos do Egito e “poupou” ou “saltou” as casas dos israelitas cujas traves das portas estavam pintadas com o sangue do cordeiro pascal.

30 de jan. de 2008

A verdadeira Páscoa (Teatro)

Esta história aconteceu às vésperas do dia da Páscoa, tudo porque dois símbolos da Páscoa resolveram se achar grandes e poderosos demais. Vamos ver!

COELHO: Ora, amigo ovo de chocolate, a Páscoa sem mim não vale nada! Eu sou a Páscoa! Sem mim as crianças não tem Páscoa. Tudo fica sem graça...

OVO: Mas você é mesmo muito vaidoso! Vaidoso e burro! Responda-me: o que as pessoas compram pra dar na Páscoa? Claro que é ovo de chocolate. Às vezes compram um ou outro coelhinho de pelúcia ou chocolate. Mas, eu sou o campeão nas vendas. Ovos coloridos, recheados... Eu sou muito mais Páscoa que você!

COELHO: Aí que você se engana seu ovinho mixuruca! Quando você aparece nas propagandas de TV eu sempre apareço junto, como se fosse eu que o levasse, o que é muito estranho, pois tem criança achando que coelho bota ovo. Isso é muito desconcertante! Outro dia foi uma luta explicar para o Luisinho que "Coelho e ovo" andam juntos só por simbolizarem a mesma coisa.

OVO: É nisso você tem razão: nós dois estamos na frente nessa época da Páscoa. Não tem ovo sem coelho e nem coelho sem ovo. Então proponho um acordo, porque tem muita gente ganhando dinheiro as nossas custas e para nós dois não sobra nada, nadica de nada! Vamos nos unir e cobrar das televisões, das fábricas de chocolate, todas as vezes que nos usarem! Nós vamos ficar bilionários.

COELHO: É mesmo, senhor ovo, estou até precisando de algum trocado, Ih, mas olha só quem está chegando... são os outros símbolos da Páscoa.

(O GIRASSOL VAI À FRENTE E FALA)

A experiência do confiar

A fé é o nível mais elevado que o homem pode atingir. Compreender que acima do ser humano existe um Deus significa aceitar o ciclo vital como algo superior a ele mesmo e que a vida deve ser respeitada.
Perguntas como "quem sou, de onde vim, para onde vou" só a fé pode responder. Diante das situações limites como a morte, as limitações humanas, o inesperado o que é o homem sem a fé?
A fé se desenvolve ao longo do desenvolvimento do homem. Entre a fé indiferenciada de um bebê e a fé madura de um adulto existe um caminho que não está pronto, mas deve ser traçado, construído, experimentado e revisto. Essa construção acontece em cada etapa do desenvolvimento da criança por meio de suas experiências e relacionamentos.
A experiência de confiar abrange a relação com quem cuida da criança. É a base para abrir-se ao encontro como o outro e com Deus. As sementes da confiança, coragem, esperança e amor são plantadas no ser humano junto com o leite materno, fundem-se de uma forma indiferenciada nas experiências vivenciadas desde o ventre da mãe. Logo, o amor é a primeira forma de evangelizar: a criança amada terá muito mais facilidade de confiar em si, nos outros e em Deus.
Já a criança pequena que sofre privações como ameaças de abandono, rejeição e inconsistências, terá dificuldades em acreditar. Esta fase está relacionada a tudo que virá acontecer mais tarde no desenvolvimento da fé.
É a confiança básica, nas bases da estrutura emocional do ser humano, que permitirá, depois, com muito mais facilidade, uma entrega total a Deus. Se compararmos o ser humano a uma árvore, o que recebemos na primeira infância, podemos chamar de "tronco", o que vem depois, são somente galhos e enxertos.
Logo, a eficácia da evangelização de uma criança está relacionada com a coerência em que nós, pais e educadores, vivemos o que pregamos e no amor que a ela dedicamos.


Hyde Flávia – Coord. Nacional do Ministério para crianças da RCC no Brasil


29 de jan. de 2008

Workshop ensina como evangelizar crianças

O workshop para o Ministério para as Crianças no Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios teve início com animação da equipe de Uberlândia-MG. A coordenadora diocesana, Daniela, exemplificou de várias maneiras como falar querigmaticamente sobre o amor de Deus e sobre os outros temas do querigma a partir de brinquedos lúdicos.


Ane Rose, coordenadora do Ministério para as Crianças de Brasília, apresentou a Coroinha do Menino Jesus que é composta por doze contas, as mesmas representando cada idade de Jesus de um aos doze anos. Essa é uma forma de se rezar com as crianças buscando cura interior, pois ao conduzir as passagens da infância de Jesus fala-se às crianças sobre o seu crescimento ou o que é típico a cada idade, baseado nas teorias de desenvolvimento infantil.


Após o intervalo, Daniela, coordenadora da Diocese de Uberlândia, partilhou mais sobre o querigma para crianças, como pedir a efusão do Espírito Santo com a dinâmica do balão, a caixa de presente, a historinha do carrinho entre outras. Falou também sobre a Língua de Santo Antônio, que é uma relíquia da Igreja, e representando o Santo e sua língua, um boneco de E.V.A.. Contou que sua língua continua incorruptível, pois a usava para falar do amor de Deus.


Após o intervalo, Ana Paula coordenadora estadual do Ministério para as Crianças de São Paulo, discorreu sobre a importância de se defender a vida em todos os seus estágios, pois o tema da Campanha da Fraternidade 2008: “Escolhe, pois a vida”, suscita preparar um material querigmático para apresentar este tema às crianças nos Grupos de Oração Infantis.


Assim como com o tema da Campanha deve-se estar em unidade, pesquisar e estudar sobre os documentos da Igreja referentes às crianças. A CNBB designou o ano de 2009 como o ano da catequese e preparou formação através de Documento, este é um material que deve ser lido hoje, assim como os Documentos Calechesi Tradende, Catequese Renovada, Diretório Geral para a Catequese, Criança Mídia de Deus e o imprescindível Documento de Aparecida. Tais documentos devem nortear o trabalho realizado com crianças dentro da Igreja, assim estar-se-á em unidade.


Ressaltou a importância de se ter um cadastro nacional de servos dos Grupinhos e também das coordenações diocesanas e estaduais. E divulgou a cidade que acolherá o próximo Congresso Nacional do Ministério para as Crianças que será em Joinville, Santa Catarina, de 14 a 16 de novembro.


Susan, coordenadora do Ministério para as Crianças na Diocese de Manaus e também coordenadora estadual do Amazonas, partilhou seu testemunho em tais lideranças revelando as dificuldades que tem enfrentado e as vitórias que mostram que este é um projeto do coração de Deus. O encerramento contou com muita oração, louvor e a benção do Frei Nélio também de Manaus.




Débora Magalhães – Ministério para as Crianças – Arquidiocese de São Paulo


Fonte: http://www.rccbrasil.com.br/

26 de jan. de 2008

V Encontro Nacional do Ministério para Crianças

A paz do Menininho Jesus!

Realizou-se entre os dias 15 e 17 de novembro, na TV Século XXI, em Valinhos/SP, o V Encontro Nacional de Evangelizadores de Criança, com o tema “Criança, mídia de Deus”.

Nossa caminhada: O Ministério para Crianças da RCC-Brasil nasceu como um projeto do Ministério para as Famílias, no ano 2000, a fim de valorizar a criança, dentro da família, tornando-a agente de transformação. Além de evangelizar os pequenos por meio dos Grupos de Oração, o Ministério também tem como meta formar servos para evangelização infantil.

Ao longo dos anos, quatro encontros nacionais foram realizados. O primeiro em Divinópolis (MG), em 2003, com o tema "Ensina a criança o caminho que ela deve seguir", (Pv 22,6).

O segundo, em 2004, aconteceu em Goiânia (GO), com o tema "Deixai vir a Mim as criancinhas" (Mt 14,18).

Neste ano especial para o Ministério para Crianças, onde a criança foi tema central no 41º Dia Mundial das Comunicações Sociais, participamos também do CONCCLAT e ECCLA, onde nossos irmão latinos, do Caribe e Estados Unidos, se alegraram com nosso método pioneiro de evangelizar criança através de cores, brinquedos, jogos, cantigas de roda.

Agora queremos dar um passo além. É hora de evangelizar, já que Jesus aponta a criança como modelo para entrarmos no céu. Se Maria, em Lourdes e Fátima, convoca as crianças como mensageiras do Reino, o Ministério para Criança adere e diz: CRIANÇA, MÍDIA DE DEUS.

Estiveram presentes: Dom Bruno Gamberini, bispo da Arquidiocese de Campinas; Marcos Volcan, presidente da RCC-Brasil; Padre Eduardo Douguerty, Associação do Senhor Jesus; Padre Marcos Borges Silva, Diocese de Uberlândia(MG); Beatriz S. Vargas, secretária do Conselho Nacional; Hyde Flávia, coordenadora Nacional do Ministério para Crianças; Wilson e Marli; coordenadores Nacionais do Ministério para Famílias; Rosana e Paulo, Missão Arca de Noé; Ivna Sá, jornalista e professora universitária; Biblincando e coordenadores estaduais do Ministério.


Nos 40 anos da RCC é hora dos pequeninos fazerem parte deste exército de evangelizadores.

Hyde Flávia (Coordenadora Nacional do Ministério para Crianças da RCC)

Momento de Louvor

Tia Adelita (Cantinho da Criança) e Hyde Flávia

Teatro (Turma do Zezinho - MG)

Grupo de Oração para Crianças (Cantinho do Céu - SP)

Querigma em Animação de Festas Infantis (André - MG)

Querigma da Roça (Antunes Noberto - PI)

Seminário de Vida no Espírito Santo para Crianças (Daniela - MG)

Acampamento para Crianças (Filhos de Davi - MG)

Missa celebrada por Dom Bruno Gamberinni (Bispo da Arquidiocese de Campinas)

Marcos Volcan (Presidente do Conselho Nacional da RCC), Wilson e Marli (Coordenadores Nacionais do Ministério para Família) num momento de oração pelos servos do Ministério para Crianças
Hyde Flávia, Marcos Volcan e Beatriz S. Vargas (Secretária do Conselho Nacional)

Momento de Adoração na Noite Carismática

Pregação do Pe. Evaristo de Biasi na Noite Carismática

Tia Adelita e eu

21 de jan. de 2008

Encontro Estadual do Ministério para crianças em Ribeirão Preto/SP

Realizou-se de 24 a 26 de agosto de 2007, em Ribeirão Preto (SP), o I Encontro Estadual do Ministério para Crianças. Participaram do encontro, além dos 60 servos, 130 membros da RCC das dioceses do estado.


O encontro realizou-se no salão da Paróquia Cristo Ressuscitado e os participantes ficaram alojados no Colégio Vita e Pax, vizinho ao local.

Já na celebração eucarística de abertura D. Joviano de Lima Júnior, sss, arcebispo da arquidiocese dizia “podíamos tomar como tema para o Encontro estas palavras de Felipe (evangelho do dia Jo1,45-51): "VINDE e VEDE!", chamou os servos deste ministério de “anjos, mensageiros”, manifestou o seu desejo de que todos “nunca se cansem de proclamar a alegria da mensagem da salvação”, e que esse encontro fosse um momento de partilha para que crianças possam evangelizar crianças. Pe Marcos, que é vigário da paróquia foi o concelebrante. Ao final da celebração um momento de descontração onde os fantoches representando os celebrantes crianças entrevistaram os dois.
Hyde Flávia, coordenadora nacional do Ministério para Crianças, foi a pregadora oficial do evento. Relembrou o I Congresso Nacional do Ministério e enfatizou que o estado de São Paulo é referência para todo o Brasil e que este ministério é feito de gente que o constrói palmo a palmo, de “gente que dá a vida”. Contou a história do Menino Jesus de Praga, patrono deste ministério e questionou: onde vocês têm encontrado as nossas crianças? Como as têm encontrado nas famílias, escolas, em “escombros”? Hyde em outros momentos apresentou o ministério, seus objetivos (resgatar a descendência eleita, ouvir a criança), suas metas (exército de crianças evangelizando e mudando a sua realidade), a necessidade de que esse trabalho se amplie, e que o material usado esteja sempre em comunhão com a Igreja. Salientou a moção para o ministério: evangelizar por meio de brincadeiras, cantigas de roda, jogos, dinâmicas, abordou com detalhes a evangelização e levou os participantes a experiências profundas de oração, cura interior e descontração através de uma evangelização na linguagem apropriada à criança.
Foram apresentados alguns dos trabalhos realizados no estado:

1. Ana Paula e Gilmar, de Limeira – como formar Grupos de Oração para crianças, e a técnica de contar histórias.
2. Pedrinha (RP) apresentou um vídeo sobre o crime de aborto. Citou II Mc 8,1-6. Conclamou a que todos possam contribuir na formação de crianças santas. “Deus vai suscitar uma legião de homens daqui, além fronteiras”.
3. A Equipe Pedacinho do Céu apresentou o Teatro de Fantoches que encantou a todos.

4. No sábado à noite os participantes puderam voltar a ser crianças com os momentos de evangelização realizados pelos grupos das dioceses de Marília e Piracicaba (Santa Bárbara). Um trabalho realizado com um alto grau de qualidade, testemunhando que o Senhor capacita aqueles que Ele chama.

5. O Colégio São Francisco de Assis, mantido pela Associação Missão Arca de Noé, na cidade de Cruzeiro (SP), tem como lema “Escola e Família integradas na construção do homem novo”. Rosana que é pedagoga e dirige o Colégio, partilhou a história da escola desde a fundação, suas dificuldades, encontros e desencontros, e como esta obra nascida do coração de Deus, revelada e assumida por um grupo de pessoas, venceu as barreiras e pode hoje testemunhar seu trabalho na formação de crianças.

6. Antonio, da Comunidade Maria Mãe de Deus, São José dos Campos, representou a Editora ComDeus, falou do seu chamado, trabalho, e apresentou as publicações da editora especialmente direcionadas à evangelização de crianças.
7. Maria Marta, do Ministério de Comunicação Social do estado pregou sobre o tema para o Dia Mundial das Comunicações (maio/2007): “As crianças e os meios de comunicação social – um desafio para a educação”.


8. Representantes da diocese de Piracicaba também partilharam sua experiência com Grupos de Oração para crianças.

Estiveram presentes ainda as crianças do Terço Mirim Nossa Senhora de Fátima, do Parque Avelino Palma (RP), para conduzir a oração do terço. Este grupo conta com a freqüência de aproximadamente 30 crianças (chega a 50 nas festividades) e tem como coordenador Júlio César G. de Souza.Na celebração eucarística do sábado foi usada a liturgia própria para a celebração com crianças.

Ao final, Ana Paula, coordenadora estadual do Ministério testemunhou o seu chamado e fez o direcionamento para o estado, que estaremos disponibilizando em breve. Aguarde.

Fonte: http://www.rccsp.org.br/

4 de jan. de 2008

15 Coisas Simples que qualquer Pai ou responsável pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais

São Pequenas coisas que tem um grande efeito. A maioria dessas coisas custam pouco ou nada e podem ser feitas sem alterar o ritmo de sua rotina diária.


1. Escute-os e preste mais atenção aos seus problemas ou probleminhas;


2. Leia com eles;


3. Conte-lhes histórias da família;


4. Limite seu tempo de ver televisão;


5. Tenha sempre livros e outros materiais de leitura espalhados pela casa;


6. Ajude-os a encontrar "aquelas palavras" no dicionário;


7. Motive-os a usar e consultar uma Enciclopédia;


8. Compartilhe suas histórias, Poemas e Canções favoritas com eles;


9. Leve-os à Biblioteca para que tenham seu próprio cartão de acesso aos livros;


10. Leve-os aos Museus e Lugares Históricos, sempre que possível;


11. Discuta as novidades do dia ou o que achar que mais interessante com eles;


12. Explore as coisas junto com eles e aprenda sobre plantas, animais, história e geografia;


13. Ache um lugar sossegado para eles estudarem;


14. Faça sempre uma revisão nas suas tarefas de casa;


15. Mantenha sempre contato com seus professores.


Fonte:U.S. Department of Education/Helping Your Child Get Ready For School series

3 de jan. de 2008

A HISTÓRIA DE SAMUEL


Elcana era casado com Ana, que era estéril (I Sm 1,5). Um dia no Templo Ana chorava suplicando a Deus o dom da maternidade. O sacerdote Heli achou que Ana estava bêbada e foi chamar sua atenção. "Não é assim, meu senhor, respondeu Ana, eu sou uma mulher aflita; não bebi nem vinho, nem álcool, mas derramo a minha alma na presença do Senhor. Não tomes a tua escrava por uma pessoa frívola, porque é a grandeza de minha dor e de minha aflição que me fez falar até aqui." Heli respondeu: "Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda o que lhe pedes".
Não é esta a missão dos evangelizadores de criança transformar aflições em esperança?

Ana consagra seu filho a Deus, na verdade a vocação de Samuel começa com a vocação de sua mãe à maternidade. Assim, depois de um ano, Ana se apresenta no templo com seu filho no colo. Quando ele é desmamado Ana leva seu filho para morar com Heli e Samuel passa a dormir na parte mais sagrada do Templo e tem a função de manter o fogo que havia caído do céu acesso.
Não é esta a missão de cada criança manter acessa a chama do amor em seus lares?

Uma vez por ano Ana tecia uma túnica e levava para Samuel. A túnica sempre ficava pequena.Os pais nunca acham que seus filhos cresceram.
Não seria o papel do evangelizador alerta-los?

A voz de Deus há muito tempo não era ouvida. "Os filhos de Heli eram maus; não conheciam o Senhor" I Sm 2,12. "O menino Samuel crescia na companhia do Senhor" I Sm 2,21 b.
Jesus também crescia em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens.
Um dia estava Samuel dormindo quando escutou chamar seu nome. Correu até Heli pensando ser ele que o chamava. Heli pediu a Samuel que voltasse a se deitar. "Pela terceira vez o Senhor chamou Samuel, que se levantou e foi ter com Heli: Eis me aqui, tu me chamaste. Compreendeu então Heli que era o Senhor quem chamava o menino. "Vai e torna a deitar-te disse-lhe ele, e se ouvires que te chama de novo, responde: "Falai, Senhor que vosso servo escuta!
Não seria o papel do evangelizador de Criança ensinar a distinguir a voz de Deus da voz dos homens?