30 de jan. de 2008

A verdadeira Páscoa (Teatro)

Esta história aconteceu às vésperas do dia da Páscoa, tudo porque dois símbolos da Páscoa resolveram se achar grandes e poderosos demais. Vamos ver!

COELHO: Ora, amigo ovo de chocolate, a Páscoa sem mim não vale nada! Eu sou a Páscoa! Sem mim as crianças não tem Páscoa. Tudo fica sem graça...

OVO: Mas você é mesmo muito vaidoso! Vaidoso e burro! Responda-me: o que as pessoas compram pra dar na Páscoa? Claro que é ovo de chocolate. Às vezes compram um ou outro coelhinho de pelúcia ou chocolate. Mas, eu sou o campeão nas vendas. Ovos coloridos, recheados... Eu sou muito mais Páscoa que você!

COELHO: Aí que você se engana seu ovinho mixuruca! Quando você aparece nas propagandas de TV eu sempre apareço junto, como se fosse eu que o levasse, o que é muito estranho, pois tem criança achando que coelho bota ovo. Isso é muito desconcertante! Outro dia foi uma luta explicar para o Luisinho que "Coelho e ovo" andam juntos só por simbolizarem a mesma coisa.

OVO: É nisso você tem razão: nós dois estamos na frente nessa época da Páscoa. Não tem ovo sem coelho e nem coelho sem ovo. Então proponho um acordo, porque tem muita gente ganhando dinheiro as nossas custas e para nós dois não sobra nada, nadica de nada! Vamos nos unir e cobrar das televisões, das fábricas de chocolate, todas as vezes que nos usarem! Nós vamos ficar bilionários.

COELHO: É mesmo, senhor ovo, estou até precisando de algum trocado, Ih, mas olha só quem está chegando... são os outros símbolos da Páscoa.

(O GIRASSOL VAI À FRENTE E FALA)

A experiência do confiar

A fé é o nível mais elevado que o homem pode atingir. Compreender que acima do ser humano existe um Deus significa aceitar o ciclo vital como algo superior a ele mesmo e que a vida deve ser respeitada.
Perguntas como "quem sou, de onde vim, para onde vou" só a fé pode responder. Diante das situações limites como a morte, as limitações humanas, o inesperado o que é o homem sem a fé?
A fé se desenvolve ao longo do desenvolvimento do homem. Entre a fé indiferenciada de um bebê e a fé madura de um adulto existe um caminho que não está pronto, mas deve ser traçado, construído, experimentado e revisto. Essa construção acontece em cada etapa do desenvolvimento da criança por meio de suas experiências e relacionamentos.
A experiência de confiar abrange a relação com quem cuida da criança. É a base para abrir-se ao encontro como o outro e com Deus. As sementes da confiança, coragem, esperança e amor são plantadas no ser humano junto com o leite materno, fundem-se de uma forma indiferenciada nas experiências vivenciadas desde o ventre da mãe. Logo, o amor é a primeira forma de evangelizar: a criança amada terá muito mais facilidade de confiar em si, nos outros e em Deus.
Já a criança pequena que sofre privações como ameaças de abandono, rejeição e inconsistências, terá dificuldades em acreditar. Esta fase está relacionada a tudo que virá acontecer mais tarde no desenvolvimento da fé.
É a confiança básica, nas bases da estrutura emocional do ser humano, que permitirá, depois, com muito mais facilidade, uma entrega total a Deus. Se compararmos o ser humano a uma árvore, o que recebemos na primeira infância, podemos chamar de "tronco", o que vem depois, são somente galhos e enxertos.
Logo, a eficácia da evangelização de uma criança está relacionada com a coerência em que nós, pais e educadores, vivemos o que pregamos e no amor que a ela dedicamos.


Hyde Flávia – Coord. Nacional do Ministério para crianças da RCC no Brasil


29 de jan. de 2008

Workshop ensina como evangelizar crianças

O workshop para o Ministério para as Crianças no Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios teve início com animação da equipe de Uberlândia-MG. A coordenadora diocesana, Daniela, exemplificou de várias maneiras como falar querigmaticamente sobre o amor de Deus e sobre os outros temas do querigma a partir de brinquedos lúdicos.


Ane Rose, coordenadora do Ministério para as Crianças de Brasília, apresentou a Coroinha do Menino Jesus que é composta por doze contas, as mesmas representando cada idade de Jesus de um aos doze anos. Essa é uma forma de se rezar com as crianças buscando cura interior, pois ao conduzir as passagens da infância de Jesus fala-se às crianças sobre o seu crescimento ou o que é típico a cada idade, baseado nas teorias de desenvolvimento infantil.


Após o intervalo, Daniela, coordenadora da Diocese de Uberlândia, partilhou mais sobre o querigma para crianças, como pedir a efusão do Espírito Santo com a dinâmica do balão, a caixa de presente, a historinha do carrinho entre outras. Falou também sobre a Língua de Santo Antônio, que é uma relíquia da Igreja, e representando o Santo e sua língua, um boneco de E.V.A.. Contou que sua língua continua incorruptível, pois a usava para falar do amor de Deus.


Após o intervalo, Ana Paula coordenadora estadual do Ministério para as Crianças de São Paulo, discorreu sobre a importância de se defender a vida em todos os seus estágios, pois o tema da Campanha da Fraternidade 2008: “Escolhe, pois a vida”, suscita preparar um material querigmático para apresentar este tema às crianças nos Grupos de Oração Infantis.


Assim como com o tema da Campanha deve-se estar em unidade, pesquisar e estudar sobre os documentos da Igreja referentes às crianças. A CNBB designou o ano de 2009 como o ano da catequese e preparou formação através de Documento, este é um material que deve ser lido hoje, assim como os Documentos Calechesi Tradende, Catequese Renovada, Diretório Geral para a Catequese, Criança Mídia de Deus e o imprescindível Documento de Aparecida. Tais documentos devem nortear o trabalho realizado com crianças dentro da Igreja, assim estar-se-á em unidade.


Ressaltou a importância de se ter um cadastro nacional de servos dos Grupinhos e também das coordenações diocesanas e estaduais. E divulgou a cidade que acolherá o próximo Congresso Nacional do Ministério para as Crianças que será em Joinville, Santa Catarina, de 14 a 16 de novembro.


Susan, coordenadora do Ministério para as Crianças na Diocese de Manaus e também coordenadora estadual do Amazonas, partilhou seu testemunho em tais lideranças revelando as dificuldades que tem enfrentado e as vitórias que mostram que este é um projeto do coração de Deus. O encerramento contou com muita oração, louvor e a benção do Frei Nélio também de Manaus.




Débora Magalhães – Ministério para as Crianças – Arquidiocese de São Paulo


Fonte: http://www.rccbrasil.com.br/

26 de jan. de 2008

V Encontro Nacional do Ministério para Crianças

A paz do Menininho Jesus!

Realizou-se entre os dias 15 e 17 de novembro, na TV Século XXI, em Valinhos/SP, o V Encontro Nacional de Evangelizadores de Criança, com o tema “Criança, mídia de Deus”.

Nossa caminhada: O Ministério para Crianças da RCC-Brasil nasceu como um projeto do Ministério para as Famílias, no ano 2000, a fim de valorizar a criança, dentro da família, tornando-a agente de transformação. Além de evangelizar os pequenos por meio dos Grupos de Oração, o Ministério também tem como meta formar servos para evangelização infantil.

Ao longo dos anos, quatro encontros nacionais foram realizados. O primeiro em Divinópolis (MG), em 2003, com o tema "Ensina a criança o caminho que ela deve seguir", (Pv 22,6).

O segundo, em 2004, aconteceu em Goiânia (GO), com o tema "Deixai vir a Mim as criancinhas" (Mt 14,18).

Neste ano especial para o Ministério para Crianças, onde a criança foi tema central no 41º Dia Mundial das Comunicações Sociais, participamos também do CONCCLAT e ECCLA, onde nossos irmão latinos, do Caribe e Estados Unidos, se alegraram com nosso método pioneiro de evangelizar criança através de cores, brinquedos, jogos, cantigas de roda.

Agora queremos dar um passo além. É hora de evangelizar, já que Jesus aponta a criança como modelo para entrarmos no céu. Se Maria, em Lourdes e Fátima, convoca as crianças como mensageiras do Reino, o Ministério para Criança adere e diz: CRIANÇA, MÍDIA DE DEUS.

Estiveram presentes: Dom Bruno Gamberini, bispo da Arquidiocese de Campinas; Marcos Volcan, presidente da RCC-Brasil; Padre Eduardo Douguerty, Associação do Senhor Jesus; Padre Marcos Borges Silva, Diocese de Uberlândia(MG); Beatriz S. Vargas, secretária do Conselho Nacional; Hyde Flávia, coordenadora Nacional do Ministério para Crianças; Wilson e Marli; coordenadores Nacionais do Ministério para Famílias; Rosana e Paulo, Missão Arca de Noé; Ivna Sá, jornalista e professora universitária; Biblincando e coordenadores estaduais do Ministério.


Nos 40 anos da RCC é hora dos pequeninos fazerem parte deste exército de evangelizadores.

Hyde Flávia (Coordenadora Nacional do Ministério para Crianças da RCC)

Momento de Louvor

Tia Adelita (Cantinho da Criança) e Hyde Flávia

Teatro (Turma do Zezinho - MG)

Grupo de Oração para Crianças (Cantinho do Céu - SP)

Querigma em Animação de Festas Infantis (André - MG)

Querigma da Roça (Antunes Noberto - PI)

Seminário de Vida no Espírito Santo para Crianças (Daniela - MG)

Acampamento para Crianças (Filhos de Davi - MG)

Missa celebrada por Dom Bruno Gamberinni (Bispo da Arquidiocese de Campinas)

Marcos Volcan (Presidente do Conselho Nacional da RCC), Wilson e Marli (Coordenadores Nacionais do Ministério para Família) num momento de oração pelos servos do Ministério para Crianças
Hyde Flávia, Marcos Volcan e Beatriz S. Vargas (Secretária do Conselho Nacional)

Momento de Adoração na Noite Carismática

Pregação do Pe. Evaristo de Biasi na Noite Carismática

Tia Adelita e eu

21 de jan. de 2008

Encontro Estadual do Ministério para crianças em Ribeirão Preto/SP

Realizou-se de 24 a 26 de agosto de 2007, em Ribeirão Preto (SP), o I Encontro Estadual do Ministério para Crianças. Participaram do encontro, além dos 60 servos, 130 membros da RCC das dioceses do estado.


O encontro realizou-se no salão da Paróquia Cristo Ressuscitado e os participantes ficaram alojados no Colégio Vita e Pax, vizinho ao local.

Já na celebração eucarística de abertura D. Joviano de Lima Júnior, sss, arcebispo da arquidiocese dizia “podíamos tomar como tema para o Encontro estas palavras de Felipe (evangelho do dia Jo1,45-51): "VINDE e VEDE!", chamou os servos deste ministério de “anjos, mensageiros”, manifestou o seu desejo de que todos “nunca se cansem de proclamar a alegria da mensagem da salvação”, e que esse encontro fosse um momento de partilha para que crianças possam evangelizar crianças. Pe Marcos, que é vigário da paróquia foi o concelebrante. Ao final da celebração um momento de descontração onde os fantoches representando os celebrantes crianças entrevistaram os dois.
Hyde Flávia, coordenadora nacional do Ministério para Crianças, foi a pregadora oficial do evento. Relembrou o I Congresso Nacional do Ministério e enfatizou que o estado de São Paulo é referência para todo o Brasil e que este ministério é feito de gente que o constrói palmo a palmo, de “gente que dá a vida”. Contou a história do Menino Jesus de Praga, patrono deste ministério e questionou: onde vocês têm encontrado as nossas crianças? Como as têm encontrado nas famílias, escolas, em “escombros”? Hyde em outros momentos apresentou o ministério, seus objetivos (resgatar a descendência eleita, ouvir a criança), suas metas (exército de crianças evangelizando e mudando a sua realidade), a necessidade de que esse trabalho se amplie, e que o material usado esteja sempre em comunhão com a Igreja. Salientou a moção para o ministério: evangelizar por meio de brincadeiras, cantigas de roda, jogos, dinâmicas, abordou com detalhes a evangelização e levou os participantes a experiências profundas de oração, cura interior e descontração através de uma evangelização na linguagem apropriada à criança.
Foram apresentados alguns dos trabalhos realizados no estado:

1. Ana Paula e Gilmar, de Limeira – como formar Grupos de Oração para crianças, e a técnica de contar histórias.
2. Pedrinha (RP) apresentou um vídeo sobre o crime de aborto. Citou II Mc 8,1-6. Conclamou a que todos possam contribuir na formação de crianças santas. “Deus vai suscitar uma legião de homens daqui, além fronteiras”.
3. A Equipe Pedacinho do Céu apresentou o Teatro de Fantoches que encantou a todos.

4. No sábado à noite os participantes puderam voltar a ser crianças com os momentos de evangelização realizados pelos grupos das dioceses de Marília e Piracicaba (Santa Bárbara). Um trabalho realizado com um alto grau de qualidade, testemunhando que o Senhor capacita aqueles que Ele chama.

5. O Colégio São Francisco de Assis, mantido pela Associação Missão Arca de Noé, na cidade de Cruzeiro (SP), tem como lema “Escola e Família integradas na construção do homem novo”. Rosana que é pedagoga e dirige o Colégio, partilhou a história da escola desde a fundação, suas dificuldades, encontros e desencontros, e como esta obra nascida do coração de Deus, revelada e assumida por um grupo de pessoas, venceu as barreiras e pode hoje testemunhar seu trabalho na formação de crianças.

6. Antonio, da Comunidade Maria Mãe de Deus, São José dos Campos, representou a Editora ComDeus, falou do seu chamado, trabalho, e apresentou as publicações da editora especialmente direcionadas à evangelização de crianças.
7. Maria Marta, do Ministério de Comunicação Social do estado pregou sobre o tema para o Dia Mundial das Comunicações (maio/2007): “As crianças e os meios de comunicação social – um desafio para a educação”.


8. Representantes da diocese de Piracicaba também partilharam sua experiência com Grupos de Oração para crianças.

Estiveram presentes ainda as crianças do Terço Mirim Nossa Senhora de Fátima, do Parque Avelino Palma (RP), para conduzir a oração do terço. Este grupo conta com a freqüência de aproximadamente 30 crianças (chega a 50 nas festividades) e tem como coordenador Júlio César G. de Souza.Na celebração eucarística do sábado foi usada a liturgia própria para a celebração com crianças.

Ao final, Ana Paula, coordenadora estadual do Ministério testemunhou o seu chamado e fez o direcionamento para o estado, que estaremos disponibilizando em breve. Aguarde.

Fonte: http://www.rccsp.org.br/

4 de jan. de 2008

15 Coisas Simples que qualquer Pai ou responsável pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais

São Pequenas coisas que tem um grande efeito. A maioria dessas coisas custam pouco ou nada e podem ser feitas sem alterar o ritmo de sua rotina diária.


1. Escute-os e preste mais atenção aos seus problemas ou probleminhas;


2. Leia com eles;


3. Conte-lhes histórias da família;


4. Limite seu tempo de ver televisão;


5. Tenha sempre livros e outros materiais de leitura espalhados pela casa;


6. Ajude-os a encontrar "aquelas palavras" no dicionário;


7. Motive-os a usar e consultar uma Enciclopédia;


8. Compartilhe suas histórias, Poemas e Canções favoritas com eles;


9. Leve-os à Biblioteca para que tenham seu próprio cartão de acesso aos livros;


10. Leve-os aos Museus e Lugares Históricos, sempre que possível;


11. Discuta as novidades do dia ou o que achar que mais interessante com eles;


12. Explore as coisas junto com eles e aprenda sobre plantas, animais, história e geografia;


13. Ache um lugar sossegado para eles estudarem;


14. Faça sempre uma revisão nas suas tarefas de casa;


15. Mantenha sempre contato com seus professores.


Fonte:U.S. Department of Education/Helping Your Child Get Ready For School series

3 de jan. de 2008

A HISTÓRIA DE SAMUEL


Elcana era casado com Ana, que era estéril (I Sm 1,5). Um dia no Templo Ana chorava suplicando a Deus o dom da maternidade. O sacerdote Heli achou que Ana estava bêbada e foi chamar sua atenção. "Não é assim, meu senhor, respondeu Ana, eu sou uma mulher aflita; não bebi nem vinho, nem álcool, mas derramo a minha alma na presença do Senhor. Não tomes a tua escrava por uma pessoa frívola, porque é a grandeza de minha dor e de minha aflição que me fez falar até aqui." Heli respondeu: "Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda o que lhe pedes".
Não é esta a missão dos evangelizadores de criança transformar aflições em esperança?

Ana consagra seu filho a Deus, na verdade a vocação de Samuel começa com a vocação de sua mãe à maternidade. Assim, depois de um ano, Ana se apresenta no templo com seu filho no colo. Quando ele é desmamado Ana leva seu filho para morar com Heli e Samuel passa a dormir na parte mais sagrada do Templo e tem a função de manter o fogo que havia caído do céu acesso.
Não é esta a missão de cada criança manter acessa a chama do amor em seus lares?

Uma vez por ano Ana tecia uma túnica e levava para Samuel. A túnica sempre ficava pequena.Os pais nunca acham que seus filhos cresceram.
Não seria o papel do evangelizador alerta-los?

A voz de Deus há muito tempo não era ouvida. "Os filhos de Heli eram maus; não conheciam o Senhor" I Sm 2,12. "O menino Samuel crescia na companhia do Senhor" I Sm 2,21 b.
Jesus também crescia em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens.
Um dia estava Samuel dormindo quando escutou chamar seu nome. Correu até Heli pensando ser ele que o chamava. Heli pediu a Samuel que voltasse a se deitar. "Pela terceira vez o Senhor chamou Samuel, que se levantou e foi ter com Heli: Eis me aqui, tu me chamaste. Compreendeu então Heli que era o Senhor quem chamava o menino. "Vai e torna a deitar-te disse-lhe ele, e se ouvires que te chama de novo, responde: "Falai, Senhor que vosso servo escuta!
Não seria o papel do evangelizador de Criança ensinar a distinguir a voz de Deus da voz dos homens?

1 de jan. de 2008

Dez Mandamentos Para os Pais em 2008



Diga o que a criança deve fazer, em vez de dizer “não faça isso”.
Educar é corrigir. Corrigir é substituir uma forma de reação inconveniente por uma adequada. Dizer apenas “não faça isso” é dar uma ordem negativa. A criança tem prazer na ação. Para desviá-la da ação inconveniente é preciso sugerir-lhe a ação conveniente, a fim de não privá-la do prazer de agir.

Não diga que uma coisa é má apenas porque lhe aborrece.
A qualificação de uma coisa em boa ou má é importante para a criança na formação da as capacidade de julgamento. Não deve ser feita com fundamento apenas na tendência afetiva momentânea de quem faz. Se é má, cumpre dar a razão de modo compreensível para a criança, e esta razão deve estar na coisa em si e não no agrado que nos causa.
Não fale da criança em sua presença, nem pense que ela não escuta, não observa, nem compreende.
A criança se sente objetivo da atenção dos adultos, quer quando a elogiam, quer quando a censuram, desenvolve uma excessiva estima de si mesma, que a levará a procurar essa atenção de qualquer maneira, e a sofrer quando não a consegue.
Não interrompa o que uma criança está fazendo, sem avisá-la previamente.
A criança tem prazer na ação. Interrompe-la subitamente é causar-lhe violenta emoção de natureza inibidora. Se é necessário interrompê-la proceda de modo que se evite a emoção de surpresa.

Não manifeste inquietação quando a criança cai, ou não quer comer, etc. Faça o que for necessário sem se agitar e alarmar-se.
A inquietação alarmada em torno de qualquer episódio da via de uma criança serve, apenas, para ampliar o tom emocional do acontecimento. Cumpre, ao contrário, considerar as coisas com naturalidade, para que nela se desenvolva a capacidade de dominar suas próprias emoções.


Ocupe-se dos interesses e necessidades da criança, em vez de somente demonstrar amor acariciando-a constantemente.
O carinho físico é agradável para quem o dá e recebe, mas pode não corresponder aos interesses e necessidades reais da criança: Deus, amor, aceitação, significado, apreciação, segurança, pertencer, ensino, elogios, disciplina e etc.

Vá passear com a criança, em vez de levá-la para passear.
A criança, por suas deficiências naturais, é uma dependente. Quanto mais cedo se anular em seu espírito tal sentimento de dependência tanto mais rapidamente se completará o sentimento de que se basta a si mesma. “Levá-la para passear” é colocá-la na dependência da iniciativa alheia. “Ir com ela passear” é associar-la à iniciativa e à ação, o que lhe dará mais prazer.

Não faça sermões morais à criança pequena.
As expressões de conteúdo moral são incompreensíveis para a criança pequena, porque são abstratas. Os “discursos” e “sermões” que as contenham valem somente como expressão inteligível de uma estado de espírito que ela não compreende e que a alarma.

Sempre cumpra as suas promessas.
Para a criança, prometer é começar a realizar. Se a promessa não se cumprir, haverá uma frustração como se a criança houvesse sido privada de alguma coisa, o que se dá em seu espírito origem à descrença.

Sempre diga a verdade para a criança.
A mentira até pode ser aceita socialmente, mas para a criança é uma desilusão e destrói a autoridade como fonte de conhecimentos e fonte da verdade.

26 de dez. de 2007

A verdadeira história de Papai Noel




Lá pelo ano de 275, nasceu na cidade de Lycia, na Ásia, um menino chamado Nicolau, cuja família era muito rica. Desde pequeno, cultivava em seu coração a bondade e o amor ao próximo. Nicolau ficava pensando o que ele poderia ser quando crescesse, pois queria ajudar muitas pessoas. Conta-se que desde jovem gostava das leituras religiosas. Tornou-se sacerdote e depois Bispo de Mira (na Turquia), assim ele pode ajudar muita gente. Herdou dos pais uma grande fortuna e um espírito profundamente cristão, o que fez com que, ao ficar órfão, dividisse tudo que herdara entre os pobres.


Na tradição, conta-se de tudo sobre a sua vida. Teria sido responsável pela ressurreição de várias pessoas, pelo fim de um furacão que ameaçava destruir um navio e outros feitos extraordinários. Nos invernos rigorosos ele enchia um saco de provisões, roupas e brinquedos e saía distribuindo aos pobres, para que o frio e a falta de comida desta estação não fossem tão rudes para com os carentes Também costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Daí teria nascido o mito de que ele não deixava nenhuma casa sem presentes e nenhuma criança sem brinquedo ou comida. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Ele tinha barba grande e, como era Bispo, muitas de suas roupas eram vermelhas, assim é representado como um velhinho muito bondoso, de barbas brancas, roupa vermelha e carregando um saco de presentes às costas.


São Nicolau morreu em Mira, no ano 342. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo. Nos Estados Unidos, após uma campanha publicitária da Coca-Cola a tradição do velhinho de barba comprida e roupas vermelhas que anda num trenó puxado por renas ganhou força. A figura do Papai Noel que conhecemos hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1881.


Nicolau nos ensina a fazer o bem gratitamente, sem buscar reconhecimento, como Jesus ensinava: "Não pratiquem as boas obras de vocês diante dos homens só para serem elogiados por eles. Fazendo assim, vocês não terão a recompensa do Pai de vocês que está no Céu." (Mateus 6, 1-4)


Vamos pedir a intercessão de São Nicolau para que tenhamos um coração generoso e bondoso como o dele!

18 de dez. de 2007

Carta ao Papai Noel






Querido Papai Noel,


Escrevo-lhe esta carta, não para pedir presentes, mas para sugerir-lhe que seja uma presença diferente, neste NATAL.


Sinceramente espero que não estranhe o fato da carta ser um tanto longa. Acontece que há muitos anos venho pensando neste assunto. Lendo um texto do "Pe. Zezinho", achei por bem escrever-lhe diretamente.


Desculpe-me se a carta não chegar às suas mãos enluvadas, acompanhada de um presente material. Tenho certeza de que o ANIVERSARIANTE tem alguma surpresa divina mais condizente com a sua condição humana e com a sua profissão temporária - a de ser Papai Noel durante dois meses.


Sei que a culpa não é toda sua, querido Papai Noel, pois fizeram muito barulho e propaganda a seu respeito, a tal ponto que algumas pessoas nem mais se lembram do que comemoram no dia 25 de dezembro. É triste verificar que muitos não mais recordam a linda história daquela noite santa nem a contam às crianças.


A data não é bem essa, eu sei, mas os cristãos cristianizaram a celebração de 25 de dezembro, que a princípio era a festa do deus SOL - o solstício de dezembro. Agora é a festa de JESUS, o Sol de nossa vida.


Penso que vai concordar com a minha sugestão e, com o seu jeito carinhoso de papai e vovô, pode ajudar a devolver a admiração, o amor, a esperança e as homenagens natalinas para o verdadeiro dono da festa - o aniversariante, JESUS.


Sabemos que tanto os pequenos quanto os adultos gostam muito de ouvir histórias.


Sugiro-lhe que aproveite esta chance e, com sua voz macia e sonora, peça para as crianças sentarem no seu colo ou no chão.... para ouvirem o que tem a contar. Garanto que os adultos também vão ficar curiosos, pois todos, mesmos crescidos, conservamos um coração de criança.


Entre, com tranqüilidade em seu coração de criança, recorde seus sonhos, expectativas e tudo o que aprendeu e viveu na juventude e idade adulta. Conte a história daquela noite santa: fale de Jesus, de seus pais, das estrelas, dos anjos, dos pastores, dos animais e toda aquela cena cheia de mistério e graça ... Era uma noite silenciosa, lembra? Os anjos cantavam e Deus se fez presente para nós. Procure, agora, escutar o recado de Deus.


Presentes? Será que as crianças precisam ser boas e se comportarem bem para ganhar presentes? Isso é chantagem! Deus costuma dar presentes para todo o mundo: a noite, o dia; o sol, a chuva; as flores, os pássaros; rios, águas... milhares de presentes. É só prestar atenção para identificá-los e acolhe-lhos . Ele nunca pergunta se somos bonzinhos e obedientes. Você poderia imitar esse jeito generoso de Deus que é Pai-Mãe-Amor, não acha?


Pais costumam dar o que têm de melhor para seus filhinhos, pois são sempre os melhores filhos do mundo.


Está bem assim, Papai Noel? Espero que ainda se lembre das histórias que lhe contavam quando criança. Sei que suas preocupações são muitas e que, talvez, o Natal represente dinheiro extra para a sua família.
Tudo bem que os pais lhe tragam as crianças esperando ouvir aquelas costumeiras perguntas: O que você quer ganhar nesse Natal? Você se comportou bem? Estudou bastante e passou de ano? Obedeceu aos pais? Depois entrega um pirulito ou algumas balas aos pequenos de olhos arregalados.


Já pensou se as crianças não recebem dos pais o que lhe pediram?!


Não me leve a mal, mas... ainda bem que eu, bem pequenina, vi meu pai pulando a janela do quarto para colocar uma boneca embaixo de minha cama. Ô, feliz descoberta!


Dou-lhe mais uma sugestão e espero que, pelo menos em parte, lhe agrade:


Continue sim, o seu trabalho mas, de uma forma nova: cuide também de seu coração, da dimensão espiritual e afetiva. As crianças são muito sensíveis e vão notar sua alegria e o brilho que vem de dentro e se expande em seu olhar. Vamos lá, Papai Noel!


Continue na Festa do Aniversário de JESUS - o Natal!


Encontre um jeito ou peça até para o colocarem no Presépio, mas ao lado dos Reis magos ou de outros personagens.


Em silêncio, deixe que a luz ilumine primeiro o Menino Jesus, seus pais e o berço, depois, faça morada em seu coração e, progressivamente, ilumine todos os seus pensamentos e ações.


Antes de sair de casa para o seu trabalho, pare um pouco e entre em sintonia com o Deus da Vida que, um dia, veio palmilhar o nosso chão, veio amorosamente ensinar-nos a viver como irmãos.


Além desta carta, envio-lhe este recado que escrevi para muitas pessoas, mas penso não tê-lo enviado a você:


"Encontre um tempo a mais para recordar e passar adiante a história do Menino Deus, que veio viver a nossa vida e a nossa história.


Conserve as tradições vivas. Recorde os Natais da infância, da juventude, da idade adulta, e também os dos anos dourados...
e agradeça a Ele, o aniversariante Jesus.


E escreva também. Visite ou presenteie, se puder. Nesse tempo que é tão especial, muita gente espera e merece ser lembrada.
Partilhe os bens materiais e espirituais.


Um Natal muito santo, alegre e fraterno, a todos!"


Querido Papai Noel, sinceramente espero que esta carta chegue em suas mãos, faça-o refletir sobre o assunto e encontre eco em seu coração. Ah, lembre-se daquela canção: "Botei meu sapatinho na janela do quintal. Papai Noel deixou-me um presente de Natal". Sei que não é segredo para você nem para tantas pessoas solidárias que procuram ajudar aos mais carentes, por ocasião do Natal.


Há muitas crianças e adultos que não têm calçados, muito menos para colocá-los na janela. Mesmo assim, conservam a esperança de que este Natal lhes traga um pouco mais do conforto e da dignidade a que têm direito.
Aceite o meu abraço natalino e a minha gratidão por ter feito parte dos meus sonhos de criança, mesmo que por pouco tempo. Talvez não tenha a oportunidade de responder a esse meu recado; não faz mal, fico feliz da mesma forma. Guarde esta minha carta com carinho ou repasse-a para outra pessoa.


(Recebi por e-mail)