10 de out de 2014

Semana das Crianças: Brincadeiras a serviço da evangelização

 Quando falamos de dinâmicas nos reportamos ao brincar. A brincadeira ocorre primeiramente no plano da imaginação, entretanto para que isto aconteça é preciso apropriar-se de elementos da realidade atribuindo significados. Isto ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade. A brincadeira é uma imitação transformada, no plano das emoções e das ideias, de uma realidade vivenciada anteriormente.
Quando brinca, a criança recria e repensa a sua realidade e ou ações “acontecidas” sabendo que estão brincando. Por meio das brincadeiras, podemos observar e constituir uma visão total da criança, de suas individualidades, assim como a utilização de recursos afetivos e sociais utilizados pela criança. Através do brincar e com o auxílio do evangelizador, a criança elabora de forma pessoal e independente, suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais.
Segundo Elias (2008, Módulo Serviço Apostila: Ministério para as Crianças): "O brincar é uma atividade que deve ser levado a sério. O brincar está para a criança assim como a fala está para o adulto. O brincar é meio eficaz para a estruturação do conhecimento, da afetividade, e da espiritualidade do ser humano. Todas estas dimensões são existentes na criança, o que deve nos levar à consciência de que a infância não é uma lacuna no processo de desenvolvimento.” (Elias 2008, p.37)
Segundo o autor, brincar é uma forma de a criança contar algo de seu mundo interior. Devemos com sensibilidade observar, escutar e decodificar, para inferir nas dificuldades emocionais e de socialização apresentadas pela criança, pois brincar é um meio que a criança utiliza de recursos internos e externos, construindo consciência do mundo que o cerca. É uma atividade que transporta tudo que há em sua volta para a fantasia, portanto não é um passatempo.

Quando ela nasce não tem consciência de mundo, do outro, e dela própria, mas é capaz de descobrir se houver quem lhe apresente, neste sentido o outro sempre se fará necessário.
Hyde Flávia (2008) define 4 características que a criança apresenta ao brincar:
  • Brincar é uma linguagem da criança;
  • Ao brincar a criança passa de passivo a ativo, é criativo gerando saúde emocional;
  • Aumenta a capacidade intelectual, é o início da aprendizagem;
  • O brincar faz tomar consciência de si e do outro, promovendo a socialização.
Para a criança, o brincar é sério, importante, ela investe emocionalmente, ressignifica algo do mundo externo e coloca a serviço de seu desejo através da fantasia. A brincadeira no Ministério para crianças é utilizada não como pretexto, mas sim como contexto, ou seja, a mesma está relacionada ao tema que será desenvolvido.
- PRETEXTO: utilizar a brincadeira como forma de somente diversão ou ocupar o tempo, simplesmente divertir-se, não que isto não seja benéfico, mas a brincadeira pode alcançar objetivos mais amplos;
- CONTEXTO: as brincadeiras estão relacionadas ao tema gerador, apresentar a proposta do plano de Deus por meio de brincadeiras coletivas, das cantigas de roda e jogos cooperativos, brincar é comunicar-se.

DEZ MANDAMENTOS DO FACILITADOR DE JOGOS
1. Todos são iguais;
2.  Todos devem participar, com oportunidades e responsabilidades iguais. Por isso, para maior proveito pessoal e grupal, ninguém deve recusar tarefas;
3.  Não expor as pessoas, declarar “guerra” ao medo do ridículo e ao medo de errar; afinal, tudo é aprendizagem;
4.  Durante os momentos de reflexão, ressalte os aspectos positivos. Eles sempre existem;
5.  Em grupo, fale o suficientemente claro e alto para que todos possam ouvi-lo e entendê-lo. Seja simples e objetivo;
6.  Todos merecem ser ouvidos. Evite conversas paralelas;
7.  Respeite e aproveite opiniões diferentes como fatos enriquecedores do grupo;
8.  Antes de responder, saiba ouvir;
9.  Evite formas sutis de influenciar opiniões alheias ou de “manipular” o silêncio dos inibidos;
10. Coloque seu coração em tudo o que for fazer.

ALGUNS TOQUES NA PREPARAÇÃO E APLICAÇÃO DOS JOGOS:
  • Conhecer as necessidades do grupo, idade e número de pessoas, contexto e opiniões;
  • Conhecer todos os passos do jogo para aplicá-lo com segurança;
  • Ter clareza de onde se quer chegar, do objetivo e da função do jogo dentro do processo de evangelização;
  • Reconhecer que este recurso é importante e deve ser levado a sério; portanto, não basta aplicar o jogo sem trabalhar o conteúdo bíblico/catequético proposto;
  • Certificar-se que todo o recurso necessário está disponível;
  • Possibilitar clima de espontaneidade, perceber o nível de relações e entendimento do grupo;
  • Procurar envolver todos os participantes do grupo nos jogos, manter o bom humor, a alegria e a simpatia para com todos;
  • Disciplinar dentro da liberdade do jogo: fazer respeitar as regras, exigir honestidade, ser justo e ter equilíbrio entre as equipes.
  • Saber o momento de parar a atividade. Dentro do contexto bíblico/catequético, o foco é a COOPERAÇÃO e não a COMPETIÇÃO. Quando perceber que os integrantes estão exaltados, somente querendo “ganhar”, é hora de encerrar, mudar os grupos e “acalmar a tempestade”. Essa é uma boa oportunidade para ensinar princípios bíblicos, de vitória e derrota, contentamento e consideração mútua (Filipenses 2,3-4); por outro lado, cuidado para que o jogo não morra por falta de interesse.
  • É importante evitar esgotamentos físicos e situações bruscas que possam levar alguém a se machucar ou a constrangimentos;
  • Valorizar os sentimentos e as reações de cada um.
(Fonte: Bellini. Rogério: Jogos & Brincadeiras para a catequese. Paulus. 2010).

FONTE: RCCBRASIL

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