1 de dez de 2010

Nossa Senhora das Graças (Teatro)


NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA

NARRADOR: A paz de Jesus!

NARRADOR: No ano de 1830, em Paris, Catarina Labouré tinha entrado há alguns poucos meses na Congregação das Filhas da Caridade e se entregando inteiramente a Deus, ela cuidava das pessoas carentes e dos doentes como se cuidasse do próprio Jesus.

NARRADOR: Na noite do dia 27 de Novembro Irmã Catarina adormeceu com um grande desejo:

IRMÃ CATARINA: - Há tanto tempo sinto vontade de ver a Santíssima Virgem; talvez possa vê-la esta noite!

NARRADOR: Ela sempre teve um grande amor à Nossa Senhora desde sua infância, perdeu sua mãe aos 9 anos e no mesmo dia correu e pegou uma imagem de Maria e chorando falou: “ Agora a Mãe Santíssima é a minha mãe!
E no seu quarto ela adormeceu em um sono profundo, e de repente escutou alguém a chamar:
AÇÃO: (Irmã no fundo com um colchão e travesseiro. Luz da frente da capela apagada, luz apenas nos fundos.)

ANJO:  - Irmã, Irmã!
AÇÃO: E despertando surpresa, ele continuou:

ANJO:  - Se vista depressa e vamos à capela. A Virgem Santíssima a espera.

IRMÃ CATARINA: - Mas vão me escutar!

ANJO:  - Fique tranqüila já são onze horas e todos estão dormindo.

NARRADOR: Irmã Catarina acompanhou o anjo, vestido com uma roupa branca que parecia carregar um raio de luz, de tão resplandecente, por onde passava iluminava.
AÇÃO: (Eles vão próximo ao altar e a luz se acende. Uma bonita cadeira, no altar)

NARRADOR: Ao chegar à capela fica surpresa: todas a luzes estão acesas e já é quase meia noite.
AÇÃO: (A criança conduz a irmã até o altar e ali se encontra uma cadeira. E ela se ajoelha, e a criança fica de pé ao lado. E enquanto está ajoelhada apaga-se a luz do altar. Nossa Senhora aparece em cima do altar e irmã levanta lentamente a cabeça. Nossa Senhora sorri com os olhos e senta-se na cadeira)

ANJO:  - Irmã, eis a Santíssima Virgem”.

IRMÃ CATARINA: - É mesmo a Santíssima Virgem quem acaba de senta-se na cadeira?

ANJO:  - Eis a Santíssima Virgem!

NARRADOR: A irmã não duvida mais.
(Ela apóia as mãos sobre os joelhos da Santíssima Virgem)

NOSSA SENHORA: - Minha filha, Deus quer te dar uma missão.  E contar sobre minhas aparições as pessoas.

NOSSA SENHORA: - Os tempos são maus, coisas ruins acontecerão na França, o rei perderá seu trono. Mas vinde ao pé do altar e as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que pedirem com confiança e fervor.
(Nossa senhora tem olhar triste e preocupado. Santíssima tem lágrimas nos olhos)

NOSSA SENHORA: - São dias tristes, haverá morte. O Arcebispo de Paris será atacado, e a Cruz de Jesus será desprezada.

NOSSA SENHORA: - O mundo inteiro ficará triste, minha filha. Mas eu estarei com vocês.

NARRADOR: E assim a Santíssima Virgem desaparece e a irmã volta ao seu dormitório, pensando em tudo que aconteceu.
(Irmã volta para o colchão)

NARRADOR: No dia seguinte Irmã Catarina relatou tudo ao seu confessor Pe. Aladel, mas ele não acreditou. Passando-se alguns dias, explodiu uma revolução horrível, que espalhou terror em Paris. Tratava-se do que a Virgem Santíssima tinha falado. Igrejas foram danificadas, crucifixos jogados por terra, sacerdotes perseguidos e maltratados, o Arcebispo de Paris foi forçado a esconder-se. O rei foi destronado e fugiu para o exílio. O Pe. Aladel estava impressionado. E no seu íntimo começou a crer, que a Irmã Catarina falava a verdade, mas manteve cautela.
(Irmã Catarina, vai para frente do altar,  ajoelha-se e reza)
Passaram-se 4 meses e a Santíssima Virgem apareceu novamente à irmã Catarina. No dia 27 de novembro, no fim da tarde, irmã Catarina rezava na capela e a Virgem Santíssima lhe aparece mais uma vez. Bela na sua maior formosura.
(Irmã Catarina rezando e Nossa Senhora aparece em pé no altar em cima de um globo, pisando em uma serpente. Ao lado um quadro de São José.)

NARRADOR: A Santíssima estava tão linda que sua beleza era impossível descrever. Em suas mãos tinha anéis com pedras preciosas, destas pedras saíam raios de luz, que cintilavam de todos os lados.
(Levar anéis para Nossa Senhora)

NOSSA SENHORA: - Este globo que vê representa o mundo inteiro, a França e cada pessoa. Os raios, tão belos são as graças que derramo sobre as pessoas que me pedem. Essas pedras dos meus anéis representam as graças que se esquecem de pedir.

NARRADOR: Irmã Catarina ali sabia como era agradável rezar à Santíssima Virgem, como Ela era generosa, quantas graças concede às pessoas que pedem e quanto alegrava-lhe conceder essas graças.
E em torno da Virgem formou-se um arco, onde estava escrito: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.”

NOSSA SENHORA: _Catarina quero que cunhe uma medalha conforme esse modelo, (todas as crianças levantam as placas - medalhas) todas as pessoas que a usarem no pescoço receberão grandes graças.

NARRADOR: E assim, fizeram as medalhas de forma ovalada, do outro lado um M de Maria, em cima de uma Cruz e abaixo deles dois corações de Jesus e de Maria, o primeiro rodeado de espinhos e o segundo atravessado por uma espada.
(E a Virgem vai desaparecendo deixando o coração de Catarina cheio de bons sentimentos, alegria e amor).
Após um mês Nossa Senhora apareceu, dessa vez com o globo na mão e atrás do altar (Nossa Senhora em cima do altar com um globo na mão) Nossa Senhora apareceu irradiante, de seus anéis saiam raios de luz.

NOSSA SENHORA: - Catarina você não me verá mais, apenas ouvira minha voz durante suas orações.

NARRADOR: E Catarina permaneceu no convento durante alguns meses, depois foi enviada para cuidar dos humildes e idosos em um asilo.  E Nossa senhora cumpriu as suas promessas e sempre falava com ela  no  fundo do seu coração, mesmo não aparecendo mais. E insistia para que se mandasse fazer e divulgar as medalhas.
E assim começam a distribuição das medalhas em Paris. Logo após aparece uma epidemia de cólera, causando morte em muitas pessoas, pois não existia cura e assim surgiram os primeiros milagres da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
(Crianças levantam as medalhas)
Uma pequena criança de 8 anos, não tinha recebido a medalha, contagio-se e adoeceu seriamente, uma irmã deu-lhe a medalha e ela melhorou... assim a medalha foi chamada de “Milagrosa”. E assim aconteceram mais curas e conversões através da NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA.
(Irmã, com uma bengala, curvada...ajoelha-se em frente Jesus)

NARRADOR: Irmã Catarina, com 70 anos, sabendo que estava perto de encontrar com Deus, falava sempre:

IRMÃ CATARIRA: - Não basta levar a medalha sem ter oração e sacrifícios. É preciso ter confiança. Deus tudo pode. 


Contribuição da Giseli, de Cássia/MG. Obrigada, Gi! Que Deus lhe abençoe!

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