1 de set de 2009

Setembro, mês da Bíblia

Nela, vamos encontrar os desejos e as intenções de Deus para conosco.
"Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4,4).
Como no fim deste mês, dia 30, celebramos a festa de São Jerônimo, o grande tradutor da Sagrada Escritura, todo o mês de setembro foi dedicado à Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus redigida sob a moção do Divino Espírito Santo.
A Bíblia não é um livro só, mas um conjunto de 73 livros, redigidos por autores diferentes em épocas, línguas e locais diversos, num espaço de tempo de cerca de mil e quinhentos anos. Sua unidade se deve ao fato de ter sido todos eles inspirados por Deus, que vem a ser portanto o seu autor principal e garantia da sua inerrância. É o livro sagrado por excelência, inspirado e escrito para o nosso bem.
“Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Tim 3, 16-17).
Mas a Bíblia não é um livro de ciências humanas. Ela não foi escrita, diz Santo Agostinho, “Não para nos dizer como vai o Céu, mas como se vai ao Céu!”
É um livro de ciência divina. Além disso, a Bíblia não é um livro fácil de ser lido e interpretado. São Pedro, falando das Epístolas de São Paulo, nos diz que “nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (II Ped 3, 16).
Por isso, o mesmo São Pedro nos adverte: “Sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus”. Assim, o ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo que disse aos Apóstolos e seus sucessores “até a consumação dos séculos”: “Ide e ensinai a todos os povos tudo o que vos ensinei... quem vos ouve a mim ouve”. O ponto central da Bíblia, convergência de todas as profecias, é Jesus Cristo, Alfa e Omega, princípio e fim. O Antigo Testamento é preparação para a sua vinda, e o Novo a realização do seu reino. O Novo estava latente no Antigo e o Antigo se esclarece no Novo.
Artigo Publicado no Jornal Folha da Manhã em 06/09/2006
Autor: Dom Fernando Arêas Rifan. Bisbo Titular de Cedamusa. Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.

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