3 de fev de 2015

Como explicar o sacramento da Confissão às crianças?

O livro do Gênesis, no capítulo 3, é muito claro ao dizer que o pecado e a morte entraram no mundo por meio da escolha errada de Adão e Eva de desobedecer uma ordem de Deus.

Isso dá a oportunidade de explicar às crianças que, através desse pecado, todo tipo de coisas feias associadas ao pecado entraram no mundo, e que todos os seres humanos no futuro se viram afetados por este pecado e suas consequências.

Em outras palavras, o pecado é quando agimos como nosso próprio deus ao invés de deixar que Deus seja nosso Senhor. As crianças entendem bem que o pecado traz sofrimentos.

É importante salientar que o pecado é algo além da questão de um mau comportamento. Que entendam que o pecado vem do coração (Mt 15, 18-19). Ou seja, que o pecado, mais que uma ação específica, é uma atitude do coração que dá lugar a esta ação.


Que compreendam que suas ações revelam como estão seus corações.

Antes de angustiar as crianças dizendo-lhes constantemente: "Não faça isso, é pecado", é preciso falar-lhes da bondade de Deus e de como todos precisamos procurar ser bons filhos do Senhor e dar-lhe muitas alegrias.

Que as crianças vejam que, apesar dos esforços por comportar-nos bem com o bondoso Deus, às vezes todos nós erramos.

Os pais de família, mais do que ninguém, têm o dever moral de despertar a consciência dos seus filhos para fazer-lhes ver que, acima dos nossos erros, equívocos, faltas (o pecado), está Deus, com seu amor, disposto a nos perdoar.

Dessa maneira, a criança compreenderá, pouco a pouco, que certas ações suas ofendem o Pai do céu, mas que nem tudo está perdido, porque Deus sempre perdoa.

Diante dessa realidade, é importante iniciar a criança na necessidade de sentir certo pesar não só pelas suas más ações, mas também pelas coisas que deveria fazer e não fez.

É assim que se introduz os pequenos no sentido ou noção de pecado, na necessidade do arrependimento e na busca da solução a partir do perdão.

Uma coisa importante é o testemunho dos pais, ou seja, é muito positivo que a criança veja que seus pais se confessam.

Nada pode substituir o exemplo dos pais.

É uma prática louvável que a criança, em sua oração noturna, lembre como foi seu dia e se disponha a dormir em paz, com uma simples oração de arrependimento por algo que não foi bom; que aprenda a dormir com a consciência tranquila.

Assim, as crianças aprendem a fazer seu exame de consciência, a arrepender-se corretamente e a pedir perdão a Deus o mais rápido possível; é um gesto simples e prepara eficazmente para a recepção do sacramento da Penitência.

As crianças precisam aprender que o arrependimento é algo além de dizer o que sentem. É admitir o problema do pecado diante de Deus e verdadeiramente desejar afastar-se de tal pecado.
Alguns adultos se confessam muito mal porque, quando crianças, não aprenderam direito o que é uma ofensa a Deus; então, acusam-se dos pecados dos outros ou contam sua vida, mas não têm uma verdadeira noção de pecado.

A Bíblia, especialmente nos Evangelhos, quando revela o pecado, sempre o apresenta intimamente unido à misericórdia e ao perdão de Deus. Mostra que Jesus não veio condenar, mas salvar.
Jesus nunca aparece para afundar, mas para convidar à conversão, a ser melhores, a ter esperança, criar o homem novo que foi salvo pelo Amor.

Também é preciso fazer a criança ver que o fato de ter pecados não significa que ela é a pior criança do mundo. Os adultos precisam evitar que a criança se sinta mal, neste sentido; ela precisa entender que não deixa de ser amada nem por Deus, nem pela sua família.

A Bíblia ensina que o pecado de Adão e Eva passou à sua descendência. Para que as crianças entendam isso, pode ser útil explicar-lhes que o pecado é como um sobrenome.

Os filhos recebem o sobrenome dos seus pais, que o receberam dos seus pais, que por sua vez receberam dos seus pais, e assim sucessivamente.

Assim como nós não podemos escolher nosso sobrenome, da mesma maneira, nascemos com o pecado, não escolhemos isso, e o pecado nos separa de Deus.

É justo fazer a criança ver que, quando erra o caminho, é preciso voltar atrás e mudar a rota, a exemplo do filho pródigo.

O filho da parábola percebeu que havia errado e voltou para pedir perdão ao seu pai.


Com esta parábola, a criança entenderá que o arrependimento dos erros e pecados conduz a realidades maravilhosas, positivas: deixar de sofrer e sentir a verdadeira alegria do filho que, na casa do pai, é abraçado misericordiosamente por ele.

FONTE: ALETEIA

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