12 de dez. de 2010

Objetos usados na Missa


ÂMBULA


É semelhante ao cálice, mas possui uma tampa. Nele se colocam as hóstias. Após a missa, é guardada no sacrário, juntamente com as hóstias que foram consagradas. 

CÁLICE


É uma taça geralmente revestida de ouro ou prata. Nele se deposita o vinho a ser consagrado. 

CORPORAL


É uma toalhinha quadrada. Chama´se corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (cálice e âmbula), no centro do altar. 

CRUCIFIXO


Sobre o altar ou acima dele, existe um crucifixo para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu sacrifício redentor. Vemos em Mt 26,28, que Jesus deu a seus discípulos o ''sangue da aliança que será derramado por muitos para o perdão dos pecados''. 

FLORES


Em dias festivos pode´se usar flores, não sobre o altar, mas ao lado deste. Sobre o altar usa-se decoração com motivos litúrgicos, tais como o pão e o vinho, o trigo e a uva, além das velas e crucifixo. No tempo da Quaresma não se usa flores; durante o Advento, admite-se seu uso desde que seja com moderação, para não antecipar a alegria do Natal.

GALHETAS

São duas jarrinhas em vidro ou metal. Em uma vai a água e na outra, o vinho. Estão sempre juntas sobre um pratinho no altar. 

LECIONÁRIO


Livro que contém todas as leituras da Bíblia, de acordo com a missa do dia. 

MANUSTÉRGIO

Toalha que serve para enxugar as mãos do sacerdote, durante o ofertório. Costuma acompanhar as galhetas. 

MISSAL

É um livro grosso que contém todo o roteiro do rito da missa, com exceção das leituras que se encontram no lecionário. 

PALA


É uma peça quadrada e dura (um cartão revestido de linho). Serve para cobrir o cálice. 

PATENA



É um pratinho de metal. Sobre ela coloca-se a hóstia maior. 

SANGUÍNEO



É uma toalha branca e comprida, usada para enxugar o cálice e a âmbula. 

VELAS


Sobre o altar ficam duas velas. A chama da vela simboliza a fé que recebemos de Jesus, Luz do Mundo, no batismo e na confirmação. É sinal de que a missa só tem sentido para quem vive a fé. 




HÓSTIA
É feita de pão de trigo. Há uma hóstia grande para o sacerdote e pequenas para o povo. A do sacerdote é grande para que possa ser vista de longe pelo povo durante a elevação e também para ser repartida entre alguns participantes, em geral os ministros. 



VINHO

É vinho puro de uva. Assim como o pão se converte no verdadeiro Corpo de Cristo, também o vinho se converte no verdadeiro Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado. 

ÁGUA 
Trata-se de água natural. É usada para purificar as mãos do sacerdote e para ser misturada com o vinho, simbolizando a união da Humanidade com a Divindade em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula. 



AS VESTES LITÚRGICAS

Para lidar com as coisas santas, o sacerdote se utiliza de sinais sagrados, usando vestes que o distingUem das outras pessoas. As vestes representam o Cristo cheio de glória e simbolizam a comunidade que crê no Cristo ressuscitado. 

ALVA
É uma veste muito semelhante à túnica, sendo toda branca. Simboliza a nova vida, a pureza e a ressurreição. 

AMITO
Usado por alguns sacerdotes, é um pano branco que envolve o pescoço e que é colocado sob a túnica ou a alva. 

CASULA
É colocada sobre todas as vestes e também cobre todo o corpo. A cor da casula varia de acordo com o tempo litúrgico (branca, verde, roxa, vermelha...). É uma veste solene, ampla, usada nos dias festivos como o Natal, a Páscoa e o Corpus Christi. Simboliza a paz e a caridade que devem envolver todos aqueles que se aproximam do altar. 

CÍNGULO
É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. Simboliza a vigilância, lembrando as cordas com as quais Jesus foi amarrado. 

ESTOLA
É uma faixa vertical, separada da túnica, que desce a partir do pescoço do sacerdote em duas partes sobre o peito, uma de cada lado. Sua cor também varia de acordo com o tempo litúrgico. Simboliza o poder conferido ao sacerdote, a caridade, o perdão, a misericórdia e o serviço. 

TÚNICA
É um manto longo, geralmente na cor branca, bege ou cinza clara, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica que Jesus usava, ´sem costura de alto a baixo´, sobre a qual os soldados romanos tiraram a sorte para decidir quem ficaria com ela. 


AS CORES LITÚRGICAS
Quando vamos à Igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão e até mesmo a estola usada pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode variar ou permanecer a mesma. Se acontecer de, no mesmo dia, irmos a duas igrejas diferentes comprovaremos que ambas utilizam as mesmíssimas coisas. Dessa forma, concluímos que as cores possuem algum significado para a Igreja. Na verdade, a cor usada em um certo dia é válida para toda a Igreja, que obedece um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia ´ indicada pelo calendário ´ fica estabelecida determinada cor. Mas o que simbolizam essas cores? 

VERDE
Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum. 

BRANCO
Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc., Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado. 

VERMELHO
Simboliza o fogo purificador, o sangue e o martírio. Usada nas missas de Pentecostes e santos mártires. 

ROXO
Simboliza a preparação, penitência ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.

ROSA
Raramente usada nos dias de hoje, simboliza uma breve ´pausa´ na tristeza da Quaresma e na preparação do Advento. 

PRETO
Também em desuso, simboliza a morte. Usada em funerais, vem sendo substituída pela cor Roxa.


Significados dos gestos e posições na Santa Missa

Sentado: É uma posição cômoda, uma atitude de ficar à vontadepara ouvir e meditar, sem pressa.

De pé: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito. Indica a prontidão e disposição para obedecer. (Posiçãode orante)

De Joelhos: Posição de adoração a Deus diante do Santíssimo Sacramentoe durante a consagração do pão e vinho.

Genuflexão: Éum gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existir o Sacrário.

Inclinação: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é sinal de adoração.

Mãos levantadas: É atitude dos orantes. Significa súplica e entrega a Deus.

Mãos Juntas: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida.

Silêncio: O silêncio ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. Fazer silêncio também é necessário para interiorizar e meditar, sem ele a Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.

11 de dez. de 2010

Onde está escrito na bíblia que ''adorar'' imagem é pecado?

Para tirar essas dúvidas sugiro a leitura do nosso livro "Intercessão dos Santos - imagens e relíquias"

No livro do Êxodo 20,4-5 Deus parece proibir o uso de imagens. Mas porquê essa proibição? Porque podiam ser ocasião a que o povo de Israel as adorassem, como faziam os povos vizinhos dados à idolatria. Os israelitas tendiam a imitar gestos religiosos pagãos e, por isso, muitas vezes caíram na idolatria. Deus queria incutir o conceito de Javé, mostrando que o Senhor era diferente dos deuses dos outros povos.

Tomadas as cautelas contra o perigo da idolatria, Deus não somente permitiu, mas até mandou que se fizessem imagens sagradas. Veja:

* Ex 25,17-22 - Deus manda Moisés colocar 2 querubins de ouro na Arca da Aiança, onde Javé falava com seu povo.

* 1Rs 6,23-28 - No Templo construído por Salomão foram colocados querubins de madeira junto à Arca da Aliança. E as paredes do templo tinha imagens de querubins. Tudo feito com ordem de Deus, conforme vemos em 1Cr 22,6-13, e em Ex 31,1-11.

* 1Rs 7,25.29 - No Templo de Salomão havia também bois de metal, leões, touros e querubins.

* Nm 21,8-9 - Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze, e quem olhasse para ela seria salvo.

No século III, encontramos sinagogas da Palestina com pinturas e figuras humanas. A sinagoga de Dura-Europos, na Babilônia, tinha a representação de Moisés, Abraão e outros.

As antigas catacumbas cristãs apresentavam imagens bíblicas. Noé salvo do dilúvio, Daniel na cova dos leões, o Peixe que simbolizava o Cristo e muitas outras.

A veneração que a Igreja presta às imagens, só é válida na medida em que é oferecida indiretamente àqueles que as imagens representam.

Veja alguns depoimentos sobre o uso das imagens:

- "Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, por essa imagem, a quem se dirige as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os iletrados. Por essas imagens, aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler" (Papa São Gregório Magno).

- "Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais. Uma veneração respeitosa sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus." (Concílio de Nicéia II).

- "Ninguém há tão simples e iletrado que possa desculpar-se de não saber como viver retamente, quando tem diante de si na imagem do Crucificado, um livro ilustrado, escrito, de forma clara e legível, em que todas as virtudes são aprovadas e todos os vícios reprovados." (Jean Gerson).

- "Outrora Deus invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o "visível" de Deus. Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria." (ib I.16).

Fonte: Cléofas

10 de dez. de 2010

O ato de protestar

Mas o que é protestar?


Segundo o dicionário Michaelis: (lat protestari) vtd 1 Afirmar solene e categoricamente; prometer solenemente: Protestou jamais entrar naquela casa. vtd 2 Afirmar o intento de; obrigar-se a; prometer: Protestou iniciar logo a construção. Protestou a todos que se vingaria denunciando-os. vtd 3 Jurar, professar, testemunhar: Protestar amizade. Todos lhe protestam amizade e respeito. vti e vint 4 Reclamar, insurgir-se, levantar-se contra alguma coisa: Não adianta protestar contra o aumento dos impostos. "O moderno assim o exige, embora proteste a ´voz da cabra', sempre a berrar" (Silveira Bueno). vti 5 Fazer valer quando ofendido; pugnar por: Protestar pela dignidade, pelos direitos. vtd 6 Fazer o protesto de (título comercial) por falta de aceite ou de pagamento: Protestar uma letra de câmbio, uma nota promissória, uma duplicata.>>


O homem e a empresa

Certa vez, numa empresa conceituada dentro do mercado, um homem resolveu contestar, em uma das reuniões semanais, o sistema de entregas. Segundo ele, era necessário passar por uma reforma. Com diálogo entre este funcionário, o chefe executivo da empresa (o dono era extremamente ocupado e, extraordinariamente, não compareceu) e todos os outros administradores da empresa. Resolveu-se que algumas coisas dentro do sistema deveriam ser mantidas, mas que algumas sugestões do tal funcionário deveriam ser acatadas. Como o homem que contestou não aceitou a decisão, acabou saindo da empresa, visto que o próprio não suportou que somente algumas mudanças que ele quis colocar fossem aceitas.



Por questões lógicas, o homem que saiu da empresa não poderá mais contestar nada, não poderá mais protestar dentro daquele estabelecimento conhecido.



Percebe-se nesta pequena estória o ato real de protestar. Uma pessoa que não faz parte, seja lá do que for, não poderá fazer mudança nenhuma. Ela pode querer viver essa mudança em si mesmo, ou em algumas pessoas que tenham tristemente acreditado nela. Mas a verdade é que se este homem abrir uma nova empresa, ela não será tão conceituada e pior: se ele não mudar, fazendo diferente do que se fez na empresa anterior, sendo humilde na hora de aceitar as ideias das pessoas; a empresa estará sempre falida, no buraco.


O mais conhecido protestante

Se compararmos a história do homem e a empresa com a de Lutero, percebemos que foi a mesma coisa que aconteceu. Lutero protestou e, como suas contestações não foram aceitas, ele simplesmente desistiu, criando outra denominação.



Nesse momento, Lutero faz o mesmo que o empregado que contesta: ele faz uma ruptura para com a igreja e inventa a sua. Percebe-se claramente que Lutero perde o seu ato de protestar, pois ele saiu da unica igreja que existia naquela época (comparativo aqui com a empresa conceituada) e criou a sua, limitando-se a uma contestação extraigreja (fora da igreja).


O ato de protestar

O verdadeiro ato de protestar consiste em dialogar com as pessoas que fazem parte da empresa, movimento, estabelecimento, seja lá o que for. A Igreja conheceu muitos que protestaram na igreja, mas nem por isso deixaram de ser fieis. São Pedro Julião Eymard é um exemplo de contestação e fidelidade à Igreja (Por várias vezes foi negado a criação da congregação dos sacramentinos). O ato de protestar deixa de existir quando não há fidelidade entre o protestante e o protestado.



Protestar é um ato contínuo de replicar, que deixa de existir quando há separação (pode até existir protesto, mas deixa de ser contínuo e unitivo).



Muitas vezes acontece de, no diálogo, nós descobrirmos que estamos errados e que possa existir um pensamento melhor para ser aproveitado. Protesto de verdade começa dentro de nós mesmos, na hora de recusar a nós mesmos para aceitar o outro, dentro daquilo que é correto na lei natural.


Concluindo

Bom, é isso daí galera!
Caso tenha mais alguma ideia sobre este assunto, ou vocês derem alguma sugestão útil, com certeza editarei o texto e terei o prazer de adicionar.
A sim, caso alguém tenha dúvida: sobre os nossos irmãos separados, muitos não falam na hora de se dirigir a eles como "protestantes", falam sim "evangélicos". Mas se vermos, evangélico é quem vive e professa o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. Então não faz sentido chamar somente nossos irmãos separados de evangélicos, pois todo católico fiel é um evangélico. Por isso prefiro chamar de denominações. "É um irmãos de outra denominação que não a Igreja Católica Apostólica Romana", assim eu digo.


Fonte 

7 de dez. de 2010

Aborto não é aceito por maioria dos brasileiros, indica pesquisa


Leonardo Meira, com colaboração de Nicole Melhado
Da Redação, com informações da pesquisa Vox Populi e iG


Vox Populi
Gráfico com opinião dos entrevistados sobre aborto
A grande maioria dos brasileiros continua sendo contrária à legalização do aborto. De acordo com pesquisa do Instituto Vox Populi – encomendada pelo Portal iG – divulgada neste domingo, 5, 82% dos entrevistados são contra mudanças na normativa jurídica que regula o tema.

Do total de 2.200 pessoas entrevistadas, 1.760 acreditam que a legislação deve continuar da forma atual. Somente 14% dos entrevistados (308) são favoráveis à descriminalização da prática e 4% (88) não possuem uma opinião formada sobre o assunto ou não responderam.

Para o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, o resultado corresponde aos sentimentos dos brasileiros, não somente por causa da influência religiosa no país, mas por suas convicções éticas e morais a respeito da vida. “Este é um dado muito positivo. Mostra que muitas pessoas, mesmos as não religiosas, são sensíveis a este tema e acreditam que o ser humano não é um objeto que se possa expor”, salienta o cardeal.

Dom Odilo destaca ainda que a luta contra o aborto não é uma questão apenas religiosa, mas diz respeito a preservação dos direitos humanos, e a Igreja tem cumprido bem seu papel nesta luta. “Esse resultado nos anima a continuar nossos esforços para influênciar a cultura dos brasileiros em favor da vida e da ética”, enfatiza. 


Mais que uma questão religiosa

As regiões Norte e Centro-Oeste concentram a maior taxa de pessoas que defendem a manutenção da prática na lista de crimes do Código Penal brasileiro – 89% do total. Já o Sudeste apresenta o menor índice, ainda assim elevado, onde 77% são contra a interrupção da gravidez.

A pesquisa também salientou que a defesa da descriminalização do aborto é mais perceptível na opinião de moradores de grandes cidades (19%) do que na de habitantes de pequenos municípios (9%).

O índice de rejeição à prática do aborto é maior entre eleitores com nível superior e alcança seu cume entre eleitores que se dizem religiosos (86% dos evangélicos são contrários). No entanto, não há mudanças substanciais nos quesitos gênero, idade ou renda.

Os altos patamares de rejeição à prática do aborto são os mesmos entre eleitores de Dilma e Serra (82%) e são constatados tanto entre eleitores religiosos quanto entre os que dizem não ter religião (78%), indicativo de que o tema não está necessariamente vinculado a sentimentos religiosos.

Para 72% das pessoas, o futuro governo da presidente Dilma Rousseff não deveria sequer propor alguma lei que descriminalize o aborto – a posição é compartilhada por católicos (73%), evangélicos (75%) e membros de outras religiões (69%).


União homossexual e uso de drogas
O Vox Populi mostra que a união civil entre homossexuais não deveria ser permitida no País na opinião de 60% da população, contra 35% que defende esse direito.

A rejeição não afeta exclusivamente entrevistados que se declaram religiosos. 56% dos que afirmam não ter religião também se dizem contra a união civil entre gays, apesar de o maior índice ser constatado entre evangélicos: 78%.

A pesquisa também indicou que praticamente nove em cada dez brasileiros (87%) são contra a descriminalização do uso de drogas. A posição é compartilhada por pessoas pertencentes a diferentes religiões, idades, escolaridade e preferências políticas.

Fonte: Canção Nova

6 de dez. de 2010

Ele está chegando...


Você está se preparando para o Natal? Lembre-se de fazer a Novena de Natal! Começa no dia 16 e vai até o dia 24 de dezembro. Veja aqui.

aqui há um texto de Consagração ao Menino Jesus no Natal.

Ele está chegando...vamos nos preparar!

Fonte: Borboletas ao luar

2 de dez. de 2010

Decoração de Natal - Respondendo a pergunta da Ju Fidelis

Toda decoração de Natal que vemos por aí tem uma simbologia, o problema é que nós não conhecemos esses símbolos e tudo se torna vazio.

Por exemplo: a árvore de natal simboliza esperança na vida eterna que Cristo nos trouxe, vida nova em Jesus Cristo que nasce no Natal, mas a gente vê por aí árvores de natal feita de galhos secos e de tantos outros materiais que não nos lembram vida (e agora também tem até árvores de outras cores, né?).

Conhecendo o significado de cada símbolo temos consciência do que estamos fazendo ao colocar bolas coloridas na árvore, usar as cores vermelha, verde e dourada, os sinos, as luzes, etc... Daí tudo passa a ter sentido.

Eu particularmente não gosto de Papai Noel em minha decoração, pois acho que é puro consumismo (tenho um pequenininho, de resina, que ganhei, então coloco ele na estante), mas uso a árvore verde, com bolas coloridas, laços, uma guirlanda na porta, luzes e o principal: o presépio!


Aqui o Pe. Reginaldo explica sobre alguns símbolos:

E aqui no blog também já postei sobre isso:

1 de dez. de 2010

Vamos recristianizar o Natal!

VAMOS RECRISTIANIZAR O NATAL!

É Natal! Época de festas. Que maravilha! É o momento de montarmos a árvore e o presépio.
Tempo de comércio movimentado e aberto até mais tarde. É preciso pensar nos presentes e ir às compras: vamos comprar brinquedos, comprar roupas novas, sapatos novos (que bom que tem décimo terceiro!!!).

É Natal! Época de comidas típicas! A televisão vai começar aquela maratona das mesmas matérias: que roupa vestir, que maquiagem fazer, o que preparar para a ceia, e depois vai nos ensinar como perder os quilos extras adquiridos nos dias de fartura, vai dar dicas de como curar a ressaca... Tudo tão apropriado...

SERÁ???

Olhemos bem à nossa volta. Por que a festa que deveria ser sinônimo de simplicidade, singeleza, transformou-se neste festival de consumismo? Por que tanto estresse? Por que tanta correria? Por que tanto nervosismo?

Olhemos a expressão de cansaço dos funcionários das lojas e supermercados, que têm que atender com solicitude e paciência clientes estressados, mal-humorados! Olhemos para as ruas e os shoppings tomados por uma grande multidão afoita!

Olhemos para as ceias: comidas e troca de presentes!

E o mundo fica vermelho e branco. Basta dar um passo e damos de cara com o Papai Noel: nas vitrines, nos supermercados, nas farmácias, nos postos de gasolina. Por todos os cantos lá está o “bom velhinho”. O grande personagem da festa. O quê? O grande personagem da festa? Mas que heresia!
Sim, uma grande heresia que infelizmente vem sendo propagada cada vez mais.

Um dia, eu vi uma reportagem na TV na qual uma criancinha era questionada sobre o que era o Natal, e ela não hesitou em responder: “é a festa do Papai Noel” (assim, como para tantas e tantas outras crianças a Páscoa é a festa do coelhinho).

Nada mais natural do que ela pensar assim, porque para onde quer que olhemos lá está ele, parado, dançando, cantando...

Não, eu não vou discutir a figura do Papai Noel, até porque dizem que lá na origem (das origens) ele tem inspiração cristã. Seria um bispo generoso. Mas a lógica que faz dele hoje um personagem tão famoso é essa? A caridade cristã? Sinceramente, duvido. E cá entre nós, está certo isso? Está certo o Natal se transformar numa data tão comercial e o Papai Noel ser o grande destaque?

E JESUS? Que lugar Ele tem em seu próprio aniversário? Seria mais um personagem para decorar o presépio? É nisso que se transformou o nosso Natal? O que está acontecendo conosco? Por que deixamos as coisas chegarem a este ponto? 

Que lastimável! Uma festa Santa, ser marcada desta forma pelo consumismo, bebedeiras, mortes no trânsito. Festa marcada pelo estresse, cansaço, esgotamento total. E o pior de tudo: lamentavelmente, é preciso dizer que isso ocorre em muitos lares cristãos, de católicos que frequentam a missa todo domingo.

Temos que mudar isso! Temos que recristianizar o Natal! E não somente o Natal, mas a Páscoa, o dia de 12 de Outubro, de Nossa Senhora Aparecida. O primeiro dia da Semana, o Domingo da Ressurreição, Domingo do Senhor.
Temos que recristianizar a cultura. Viver a Cultura de Pentecostes, na qual o centro é Jesus Cristo, Senhor, Salvador que nos foi dado numa simples manjedoura. Pobre do nascimento à morte. Manso e humilde! Sendo Deus não quis se valer de sua condição.

Não é justo, não é certo que o Seu nascimento tenha perdido o verdadeiro significado. Nossas consciências não podem estar tão anestesiadas. Temos que reagir!

Claro, não vamos conseguir convencer o mundo neste Natal. Mudar um cultura leva um certo tempo. Mas que tal começar por nossas casas, nossas famílias? Que tal fazer da noite de Natal uma verdadeira festa cristã?  Que tal falarmos francamente sobre isso em nossos Grupos de Oração e propormos a mudança?

Temos que ensinar a nossas crianças o valor verdadeiro desta festa. Que ótima oportunidade de evangelizarmos nossos pequenos (e também os adultos).

Aqui, faço uma breve partilha: Eu aprendi sobre Jesus quando era pequena. Minha mãe falava sobre Ele, e com apenas três ou quatro anos de idade (até onde posso lembrar, mas creio que ela falasse antes) eu já sabia que Deus tinha vindo à terra. E aquilo me encantava. Eu ficava imaginado onde Ele tinha morado. O que Ele tinha feito enquanto viveu aqui. Eu queria saber no que Ele tinha tocado, onde tinha pisado. Eu aprendi a amar Jesus quando era criança. E ainda hoje recordo desse sentimento. Ele permaneceu em meu coração esses anos todos e sempre sustentou minha fé. Todas as vezes que eu tive crises de fé, sem exceção, eu me lembrei do que aprendi sobre Jesus quando muito pequena. Sou capaz de me lembrar até mesmo das palavras de minha mãe.
Partilho isso para testemunhar que vale a pena, que é preciso sentar e falar de Jesus para as nossas crianças. Contar a história Dele. Linda história! Elas têm o direito de saber quem é o aniversariante desta festa. Elas têm o direito de conhecer Jesus Cristo!
Jesus tem que ser o centro de tudo em nossas vidas, e tem que ser o centro desta época do ano. Vamos recristianizar o Natal! 

Vamos fazer um grande louvor ao Pai porque há dois mil anos Ele nos enviou seu Filho amado, para que tivéssemos vida. Ele nos deu o maior presente que poderíamos receber. Deu-nos, por meio de Jesus Cristo, acesso irrestrito ao seu Trono, nos resgatando da morte eterna.

Vamos fazer de nossas ceias uma festa cristã. Celebrar o nascimento do nosso Senhor. Vamos fazer programações de Natal em nossos Grupos. Vamos convidar o bairro inteiro. Vamos partilhar mais. Ajudar os irmãos necessitados, mas não apenas doando alimentos e sim falando do Senhor do Natal, porque eles não têm fome apenas de pão. Vamos recristianizar o Natal!

Que isso inquiete em nossos corações... Inquietação santa, necessária!

Que o Espírito Santo nos conduza a vivermos um Santo Natal, honrando e glorificando o Filho Amado do Pai. Nosso Senhor e Salvador que desceu do céu para nos tirar do poder da Morte. A Ele, Jesus, o Senhor, toda honra, toda glória, todo louvor! Amém!

Lúcia Volcan Zolin

Coordenadora nacional do Ministério de Comunicação


Presépio Espiritual - 2º dia

2º dia (02/12)


O TELHADO

Procure que o telhado do estábulo esteja em boas condições, para que o Menino Jesus esteja protegido da chuva e da neve. Fareis isto evitando cuidadosamente qualquer pecado contra a caridade. 



- Jesus, ensinai-me a amar o meu vizinho como a mim mesmo (a).

Nossa Senhora das Graças (Teatro)


NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA

NARRADOR: A paz de Jesus!

NARRADOR: No ano de 1830, em Paris, Catarina Labouré tinha entrado há alguns poucos meses na Congregação das Filhas da Caridade e se entregando inteiramente a Deus, ela cuidava das pessoas carentes e dos doentes como se cuidasse do próprio Jesus.

NARRADOR: Na noite do dia 27 de Novembro Irmã Catarina adormeceu com um grande desejo:

IRMÃ CATARINA: - Há tanto tempo sinto vontade de ver a Santíssima Virgem; talvez possa vê-la esta noite!

NARRADOR: Ela sempre teve um grande amor à Nossa Senhora desde sua infância, perdeu sua mãe aos 9 anos e no mesmo dia correu e pegou uma imagem de Maria e chorando falou: “ Agora a Mãe Santíssima é a minha mãe!
E no seu quarto ela adormeceu em um sono profundo, e de repente escutou alguém a chamar:
AÇÃO: (Irmã no fundo com um colchão e travesseiro. Luz da frente da capela apagada, luz apenas nos fundos.)

ANJO:  - Irmã, Irmã!
AÇÃO: E despertando surpresa, ele continuou:

ANJO:  - Se vista depressa e vamos à capela. A Virgem Santíssima a espera.

IRMÃ CATARINA: - Mas vão me escutar!

ANJO:  - Fique tranqüila já são onze horas e todos estão dormindo.

NARRADOR: Irmã Catarina acompanhou o anjo, vestido com uma roupa branca que parecia carregar um raio de luz, de tão resplandecente, por onde passava iluminava.
AÇÃO: (Eles vão próximo ao altar e a luz se acende. Uma bonita cadeira, no altar)

NARRADOR: Ao chegar à capela fica surpresa: todas a luzes estão acesas e já é quase meia noite.
AÇÃO: (A criança conduz a irmã até o altar e ali se encontra uma cadeira. E ela se ajoelha, e a criança fica de pé ao lado. E enquanto está ajoelhada apaga-se a luz do altar. Nossa Senhora aparece em cima do altar e irmã levanta lentamente a cabeça. Nossa Senhora sorri com os olhos e senta-se na cadeira)

ANJO:  - Irmã, eis a Santíssima Virgem”.

IRMÃ CATARINA: - É mesmo a Santíssima Virgem quem acaba de senta-se na cadeira?

ANJO:  - Eis a Santíssima Virgem!

NARRADOR: A irmã não duvida mais.
(Ela apóia as mãos sobre os joelhos da Santíssima Virgem)

NOSSA SENHORA: - Minha filha, Deus quer te dar uma missão.  E contar sobre minhas aparições as pessoas.

NOSSA SENHORA: - Os tempos são maus, coisas ruins acontecerão na França, o rei perderá seu trono. Mas vinde ao pé do altar e as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que pedirem com confiança e fervor.
(Nossa senhora tem olhar triste e preocupado. Santíssima tem lágrimas nos olhos)

NOSSA SENHORA: - São dias tristes, haverá morte. O Arcebispo de Paris será atacado, e a Cruz de Jesus será desprezada.

NOSSA SENHORA: - O mundo inteiro ficará triste, minha filha. Mas eu estarei com vocês.

NARRADOR: E assim a Santíssima Virgem desaparece e a irmã volta ao seu dormitório, pensando em tudo que aconteceu.
(Irmã volta para o colchão)

NARRADOR: No dia seguinte Irmã Catarina relatou tudo ao seu confessor Pe. Aladel, mas ele não acreditou. Passando-se alguns dias, explodiu uma revolução horrível, que espalhou terror em Paris. Tratava-se do que a Virgem Santíssima tinha falado. Igrejas foram danificadas, crucifixos jogados por terra, sacerdotes perseguidos e maltratados, o Arcebispo de Paris foi forçado a esconder-se. O rei foi destronado e fugiu para o exílio. O Pe. Aladel estava impressionado. E no seu íntimo começou a crer, que a Irmã Catarina falava a verdade, mas manteve cautela.
(Irmã Catarina, vai para frente do altar,  ajoelha-se e reza)
Passaram-se 4 meses e a Santíssima Virgem apareceu novamente à irmã Catarina. No dia 27 de novembro, no fim da tarde, irmã Catarina rezava na capela e a Virgem Santíssima lhe aparece mais uma vez. Bela na sua maior formosura.
(Irmã Catarina rezando e Nossa Senhora aparece em pé no altar em cima de um globo, pisando em uma serpente. Ao lado um quadro de São José.)

NARRADOR: A Santíssima estava tão linda que sua beleza era impossível descrever. Em suas mãos tinha anéis com pedras preciosas, destas pedras saíam raios de luz, que cintilavam de todos os lados.
(Levar anéis para Nossa Senhora)

NOSSA SENHORA: - Este globo que vê representa o mundo inteiro, a França e cada pessoa. Os raios, tão belos são as graças que derramo sobre as pessoas que me pedem. Essas pedras dos meus anéis representam as graças que se esquecem de pedir.

NARRADOR: Irmã Catarina ali sabia como era agradável rezar à Santíssima Virgem, como Ela era generosa, quantas graças concede às pessoas que pedem e quanto alegrava-lhe conceder essas graças.
E em torno da Virgem formou-se um arco, onde estava escrito: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.”

NOSSA SENHORA: _Catarina quero que cunhe uma medalha conforme esse modelo, (todas as crianças levantam as placas - medalhas) todas as pessoas que a usarem no pescoço receberão grandes graças.

NARRADOR: E assim, fizeram as medalhas de forma ovalada, do outro lado um M de Maria, em cima de uma Cruz e abaixo deles dois corações de Jesus e de Maria, o primeiro rodeado de espinhos e o segundo atravessado por uma espada.
(E a Virgem vai desaparecendo deixando o coração de Catarina cheio de bons sentimentos, alegria e amor).
Após um mês Nossa Senhora apareceu, dessa vez com o globo na mão e atrás do altar (Nossa Senhora em cima do altar com um globo na mão) Nossa Senhora apareceu irradiante, de seus anéis saiam raios de luz.

NOSSA SENHORA: - Catarina você não me verá mais, apenas ouvira minha voz durante suas orações.

NARRADOR: E Catarina permaneceu no convento durante alguns meses, depois foi enviada para cuidar dos humildes e idosos em um asilo.  E Nossa senhora cumpriu as suas promessas e sempre falava com ela  no  fundo do seu coração, mesmo não aparecendo mais. E insistia para que se mandasse fazer e divulgar as medalhas.
E assim começam a distribuição das medalhas em Paris. Logo após aparece uma epidemia de cólera, causando morte em muitas pessoas, pois não existia cura e assim surgiram os primeiros milagres da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
(Crianças levantam as medalhas)
Uma pequena criança de 8 anos, não tinha recebido a medalha, contagio-se e adoeceu seriamente, uma irmã deu-lhe a medalha e ela melhorou... assim a medalha foi chamada de “Milagrosa”. E assim aconteceram mais curas e conversões através da NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA.
(Irmã, com uma bengala, curvada...ajoelha-se em frente Jesus)

NARRADOR: Irmã Catarina, com 70 anos, sabendo que estava perto de encontrar com Deus, falava sempre:

IRMÃ CATARIRA: - Não basta levar a medalha sem ter oração e sacrifícios. É preciso ter confiança. Deus tudo pode. 


Contribuição da Giseli, de Cássia/MG. Obrigada, Gi! Que Deus lhe abençoe!