19 de abr. de 2010

Oração de Agradecimento Pela Maternidade


Senhor, agradeço-te imensamente, porque me fizeste entender quão grandiosa é a maternidade, mesmo quando era apenas filha.

Sabes, Senhor, é enorme a gratidão que sinto, em poder colaborar contigo no plano de criação humana.

É gratificante, mesmo com sofrimentos e tribulações, saber e sentir o quanto é maravilhoso e sublime ser mãe!

Obrigada, Senhor, porque pela gestação pude vislumbrar mais nitidamente o mistério da Santíssima Trindade.

Obrigada, também, porque pela maternidade aprendi a amar ainda mais a nossa Mãe Maria Santíssima. Agradeço-te, Senhor, porque posso te ver, te sentir, te perceber, te amar, cada vez mais nos meus filhos.

É maravilhoso sentir que me inspiras sempre a ensinar o teu amor aos meus filhos, e que iluminaste minha vida com o dom da maternidade.

16 de abr. de 2010

Arcebispo argentino adverte que ataques à Igreja Católica procuram minar sua credibilidade

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- O Arcebispo de La Plata, Dom Héctor Aguer, chamou os fiéis a rezarem pelo Papa Bento XVI ante os ataques mediáticos, que só procuram minar a credibilidade e o papel daIgreja "como orientadora do sentido moral da sociedade".

Durante o programa Chaves para um Mundo Melhor, o Prelado assinalou que atrás dos ataques contra o Santo Padre estão "os partidários doaborto, os partidários da anticoncepção radical que provocaram o inverno demográfico na Europa", daeutanásia, da equiparação do matrimônio com as uniões homossexuais, "os que se propõem desbaratar a tradição marcada pelo cristianismo no âmbito da organização familiar e social".

Dom Aguer indicou que não é a primeira vez que se ataca o Papa Bento XVI. Citando o artigo do senador italiano Marcello Pêra, o Prelado advertiu que "esta ‘guerra’ –assim a chamou ele- tenta salpicar de lama a batina branca porque sabe que dessa maneira se está manchando a própria Igreja".

"Diz o Senador Pêra que é uma guerra entre laicismo e cristianismo. Por laicismo, entende uma cultura atéia, emancipada de Deus e dos princípios cristãos que regeram a tradição do Ocidente", indicou.

O Arcebispo acrescentou que "é uma batalha de uma longa guerra. A qual há vários séculos se empreende contra a Igreja, contra Cristo, contra Deus".

Com respeito aos abusos sexuais contra menores, o Prelado argentino afirmou que apenas o fato que exista um destes casos é "muito grave, sem dúvida alguma". Contudo, ele indicou que se está procurando centrar este problema só nos sacerdotes, quando por exemplo "em uma investigação recente, na Alemanha, que abrange de 1995 até 2010, registraram-se 210.000 casos denunciados de abusos de menores; desses casos só 94 implicavam sacerdotes. Isto representa 0,044 por cento".

Dom Aguer advertiu que hoje, com meios mais sofisticados, "esta realidade é aproveitada sistematicamente com outra intenção: o que ela quer é minar a credibilidade da Igreja e sobre tudo o papel da Igreja, como orientadora do sentido moral da sociedade".

13 de abr. de 2010

Muito Mais Que Pedofilia

As notícias sobre pedofilia, envolvendo membros do clero, difundiram-se de modo insistente. Tristes fatos, infelizmente, existiram no passado e existem no presente; não preciso discorrer sobre as cenas escabrosas de Arapiraca... A Igreja vive dias difíceis, em que aparece exposto o seu lado humano mais frágil e necessitado de conversão. De Jesus aprendemos: “Ai daqueles que escandalizam um desses pequeninos!” E de S.Paulo ouvimos: “Não foi isso que aprendestes de Cristo”.


As palavras dirigidas pelo papa Bento XVI aos católicos da Irlanda servem também para os católicos do Brasil e de qualquer outro país, especialmente aquelas dirigidas às vítimas de abusos e aos seus abusadores. Dizer que é lamentável, deplorável, vergonhoso, é pouco! Em nenhum catecismo, livro de orientação religiosa, moral ou comportamental da Igreja isso jamais foi aprovado ou ensinado! Além do dano causado às vítimas, é imenso o dano à própria Igreja.

O mundo tem razão de esperar da Igreja notícias melhores: Dos padres, religiosos e de todos os cristãos, conforme a recomendação de Jesus a seus discípulos: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles, vendo vossas boas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus!” Inútil, divagar com teorias doutas sobre as influências da mentalidade moral permissiva sobre os comportamentos individuais, até em ambientes eclesiásticos; talvez conseguiríamos compreender melhor por que as coisas acontecem, mas ainda nada teríamos mudado.

Há quem logo tem a solução, sempre pronta à espera de aplicação: É só acabar com o celibato dos padres, que tudo se resolve! Ora, será que o problema tem a ver somente com celibatários? E ficaria bem jogar nos braços da mulher um homem com taras desenfreadas, que também para os casados fazem desonra? Mulher nenhuma merece isso! E ninguém creia que esse seja um problema somente de padres: A maioria absoluta dos abusos sexuais de crianças acontece debaixo do teto familiar e no círculo do parentesco. O problema é bem mais amplo!

Ouso recordar algo que pode escandalizar a alguns até mais que a própria pedofilia: É preciso valorizar novamente os mandamentos da Lei de Deus, que recomendam atitudes e comportamentos castos, de acordo com o próprio estado de vida. Não me refiro a tabus ou repressões “castradoras”, mas apenas a comportamentos dignos e respeitosos em relação à sexualidade. Tanto em relação aos outros, como a si próprio. Que outra solução teríamos? Talvez o vale tudo e o “libera geral”, aceitando e até recomendando como “normais” comportamentos aberrantes e inomináveis, como esses que agora se condenam?

As notícias tristes desses dias ajudarão a Igreja a se purificar e a ficar muito mais atenta à formação do seu clero. Esta orientação foi dada há mais tempo pelo papa Bento XVI, quando ainda era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Por isso mesmo, considero inaceitável e injusto que se pretenda agora responsabilizar pessoalmente o papa pelo que acontece. Além de ser ridículo e fora da realidade, é uma forma oportunista de jogar no descrédito toda a Igreja católica. Deve responder pelos seus atos perante Deus e a sociedade quem os praticou. Como disse S.Paulo: Examine-se cada um a si mesmo. E quem estiver de pé, cuide para não cair!

A Igreja é como um grande corpo; quando um membro está doente, todo o corpo sofre. O bom é que os membros sadios, graças a Deus, são a imensa maioria! Também do clero! Por isso, ela será capaz de se refazer dos seus males, para dedicar o melhor de suas energias à Boa Notícia: para confortar os doentes, visitar os presos nas cadeias, dar atenção aos abandonados nas ruas e debaixo dos viadutos; para ser solidária com os pobres das periferias urbanas, das favelas e cortiços; ela continuará ao lado dos drogados e das vítimas do comércio de morte, dos aidéticos e de todo tipo de chagados; e continuará a acolher nos Cotolengos criaturas rejeitadas pelos “controles de qualidade” estéticos aplicados ao ser humano; a suscitar pessoas, como Dom Luciano e Dra. Zilda Arns, para dedicarem a vida ao cuidado de crianças e adolescentes em situação de risco; e, a exemplo de Madre Teresa de Calcutá, ainda irá recolher nos lixões pessoas caídas e rejeitadas, para lavar suas feridas e permitir-lhes morrer com dignidade, sobre um lençol limpo, cercadas de carinho. Continuará a mover milhares de iniciativas de solidariedade em momentos de catástrofes, como no Haiti; a estar com os índios e camponeses desprotegidos, mesmo quando também seus padres e freiras acabam assassinados.

E continuará a clamar por justiça social, a denunciar o egoísmo que se fecha às necessidades do próximo; ainda defenderá a dignidade do ser humano contra toda forma de desrespeito e agressão; e não deixará de afirmar que o aborto intencional é um ato imoral, como o assassinato, a matança nas guerras, os atentados e genocídios. E sempre anunciará que a dignidade humana também requer comportamentos dignos e conformes à natureza, também na esfera sexual; e que a Lei de Deus não foi abolida, pois está gravada de maneira indelével na coração e na consciência de cada um.

Mas ela o fará com toda humildade, falando em primeiro lugar para si mesma, bem sabendo que é santa pelo Santo que a habita, e pecadora em cada um de seus membros; todos são chamados à conversão constante e à santidade de vida. Não falará a partir de seus próprios méritos, consciente de trazer um tesouro em vasos de barro; mas, consciente também de que, apesar do barro, o tesouro é precioso; e quer compartilhá-lo com toda a humanidade. Esta é sua fraqueza e sua grandeza!

Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

Artigo publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, ed. 11. 04.2010

3 de abr. de 2010

CNBB perplexa com ataques frequentes e sistemáticos contra Papa

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) saiu em defesa de Bento XVI neste momento em que o pontífice sofre ataques no contexto dos escândalos de abusos sexuais na Igreja. Em nota oficial pronunciada nessa quarta-feira, o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, recorda que “o povo católico de todo o mundo acompanha, com profunda dor no coração, as denúncias de inúmeros casos de abuso sexual de crianças e adolescentes praticado por pessoas ligadas à Igreja, particularmente padres e religiosos”.

“É de se lamentar, no entanto – prossegue a nota –, que a divulgação de notícias relativas a esses crimes injustificáveis se transforme numa campanha difamatória contra a Igreja Católica e contra o Papa.”

“Deixam-nos particularmente perplexos os ataques frequentes e sistemáticos, ao Papa Bento XVI, como se o então Cardeal Ratzinger tivesse sido descuidado diante dessa prática abominável ou com ela conivente.”

Segundo a CNBB, uma “análise objetiva dos fatos e depoimentos dos próprios envolvidos nos escândalos revela a fragilidade dessas acusações”.

“O Papa, ao reconhecer publicamente os erros de membros da Igreja e ao pedir perdão por esta prática, não merecia esse tratamento, que fere, também, grande parte do povo brasileiro, que sofre com esses momentos difíceis, e reza pelas vítimas e seus familiares, pelos culpados, mas também pelas dezenas de milhares de sacerdotes que, no mundo todo, procuram honrar sua vocação.”

“No momento em que a Igreja Católica e a própria pessoa do Santo Padre sofrem duros e injustos ataques, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil manifesta sua mais profunda união com o Papa Bento XVI e sua plena adesão e total fidelidade ao Sucessor de Pedro”, assinala a nota da CNBB.


CELAM

A presidência do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) também expressou nessa quarta-feira, em nota, sua solidariedade a Bento XVI.

“Ao contrário do que alguns setores da imprensa têm publicado, a atitude do então Cardeal Ratzinger em relação a casos de abusos sexuais praticados por alguns membros do clero sempre foi muito firme”, afirma o texto assinado por Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente do CELAM.


“As agressões injustas que Sua Santidade tem sofrido nos levam à contemplação do Cristo, que morreu de forma tão incompreensível na Sexta-Feira Santa, e à união com a Virgem Maria, no silêncio de sua dor no Sábado Santo, na certeza da participação na Vida do Ressuscitado para sermos, cada vez mais, Seus fiéis discípulos missionários”, afirma a nota.

Fonte: Zenit

2 de abr. de 2010

O ESCÂNDALO DOS PADRES


Margarida Hulshof – Do livro “A Noiva do Cordeiro”
Maio de 2002

Ouvi um padre explicar, certa vez, que o demônio age em nossa vida da seguinte forma: primeiro “vende” o pecado como um bem atraente e não apenas inofensivo, como também absolutamente indispensável à nossa felicidade. Foi o que fez a serpente com Eva no Paraíso, e é o que faz a propaganda hoje. Depois que sucumbimos e caímos na armadilha, porém, o mesmo tentador passa a escarnecer de nós, de nossa ignorância, fraqueza e devassidão. Joga em nossa cara a idiotice que cometemos, e trata então de nos garantir que somos absolutamente incorrigíveis e indignos do amor e do perdão de Deus, até que, julgando estar irremediavelmente perdidos, optamos por permanecer no pecado e afundar de vez.

Assim tem agido a sociedade e a mídia com relação aos recentes escândalos sobre casos de pedofilia envolvendo padres: primeiro promovem por todos os meios o erotismo, a mercantilização do corpo e dos vícios, a baixaria de todo tipo como sendo a expressão máxima da liberdade, da criatividade e da auto-realização. Quando o sexo livre tornou-se demasiadamente livre para ser estimulante, passou-se a promover o homossexualismo, e, agora que este também já não escandaliza ninguém, promove-se então a pedofilia (exploração sexual de crianças), como a última conquista do progresso humano.

As meninas são vestidas e maquiadas de forma sensual e provocante, e ensinadas a dançar de forma escandalosamente erótica, diante dos aplausos dos adultos. Os meninos, cada vez mais cedo, começam a ver seu valor medido (entre os próprios adultos), pela capacidade de conquista. Descobre-se “evidências científicas” das necessidades sexuais das crianças, e começa-se já a passar a absurda idéia de que a prática do sexo (seja de que forma for), é indispensável para o seu saudável desenvolvimento psico-afetivo. Faz sucesso no rádio (e entre as crianças!) uma música na qual uma moça zomba do sujeito que se recusou a aceitar suas propostas de sexo quando ela era criança, e, como castigo, agora que ela cresceu, só pode “babar”. Nas novelas e nos filmes, não se perde uma só oportunidade de mostrar os conflitos afetivos que “destroem” a vida dos pobres padres impedidos de realizar-se afetivamente por culpa de uma igreja despótica e neurótica.

Promove-se tudo isso no mais alto grau e por todos os meios, deixando pouquíssimas chances para que alguém possa fugir da “contaminação” inconsciente. E depois, quando os pobres padres – que são humanos como qualquer pessoa – começam a cair na armadilha, simula-se um fingido horror, como se estivéssemos diante de uma monstruosidade absolutamente injustificável.

É claro que é mesmo uma monstruosidade injustificável. Mas, para a sociedade pervertida que se deleita em divulgar esses fatos, tal “surpresa escandalizada” não passa de uma hipocrisia sem tamanho.

O que a mídia pretende com essa atitude não é, evidentemente, defender a pureza e a virtude do clero. O verdadeiro objetivo é destruir a imagem da Igreja, a sua credibilidade. A santidade incomoda num mundo pervertido, porque o denuncia. Que se acabe, pois, com qualquer resquício de virtude, que se desfaça qualquer esperança concreta nesse sentido, para que todos acreditem que não há outro caminho para a felicidade a não ser a devassidão, o prazer imediato a qualquer custo. Que fique “provado” que a Igreja não passa de uma estrutura mentirosa e hipócrita que defende uma mensagem absolutamente irreal, obviamente com fins escusos e interesseiros, já que a virtude autêntica não existe. Um jornal apregoava: “A Igreja está desmoronando!” E muitos vão acreditando...

É assim que o demônio age. Tem tanta gente por aí com medo de bruxas, terremotos, fogo e escuridão, achando que a Igreja vive a esconder segredos aterrorizantes (mais uma estratégia do demônio para desviar as atenções), quando a verdadeira ameaça está perto de nós, está dentro de nós, livremente acolhida em nossa casa e, sem que nos demos conta, começando pouco a pouco a ser aceita como necessidade absoluta e direito essencial.

O caminho mais fácil e imediato para destruir a Igreja é atacar o celibato do clero. A manchete de um noticiário de TV anunciava, outro dia, que “a Igreja já admite a possibilidade de extinguir o celibato”. Fiquei atenta para ver se era isso mesmo que diziam os padres e bispos entrevistados, e vi que nenhuma de suas declarações autorizava essa interpretação. Olha como se distorce as coisas... e o povo vai engolindo sem perceber.

Muitos católicos esclarecidos estão caindo nessa armadilha de culpar o celibato pelos pecados do clero, como se, extinto o celibato, tudo ficasse resolvido. Que ingenuidade! Jamais se corrige uma fraqueza compactuando com ela e tornando-a legítima. Se alguma coisa boa puder resultar de toda esta situação, não será a extinção do celibato, mas sim a consciência de que algo precisa ser feito – e com urgência – no sentido de investir mais seriamente na formação dos futuros sacerdotes e na seleção dos candidatos ao seminário, exigindo deles maturidade psico-afetiva e uma vida em plena coerência com a vocação livremente assumida.

Como Deus escreve certo por linhas tortas, mais uma vez Satanás será derrotado ali mesmo onde pensa triunfar, como aconteceu no Monte Calvário. Esses escândalos ajudam a abrir os olhos da Igreja para uma lacuna que, de outra forma, talvez permanecesse encoberta: é preciso voltar a valorizar a santidade, a radicalidade do seguimento de Cristo. Para ser sinal, é preciso ser diferente, ser separado do mundo, viver no mundo sem pertencer a ele, colocar efetivamente Deus no centro de nossa vida, priorizar os valores do espírito sobre os do corpo, como condição essencial para a santidade e mesmo para a felicidade.

A verdadeira plenitude humana está em configurar-se a Jesus Cristo. A castidade não é uma prisão, uma violência, uma escravidão, mas é, ao contrário, crescimento e libertação, para aqueles que são chamados por Deus a ser sinal das realidades eternas neste mundo passageiro. Eles não são simplesmente privados de algo, mas recebem algo muito melhor em troca. Esse “algo melhor” é que não tem sido devidamente valorizado e buscado... e precisa ser redescoberto.

Não é só a castidade dos padres que está em questão. Neste nosso mundo em que o compromisso de fidelidade matrimonial virou piada, seria absurdo esperar que os padres casados fossem fiéis ao seu casamento (caso este fosse autorizado), se algo mais não fosse feito paralelamente a isso.

A mesma radicalidade se exige na vida cristã como um todo: na vida matrimonial, no relacionamento entre amigos e namorados, na conduta dos políticos, empresários e comerciantes, na moda, na educação das crianças, e assim por diante. É tudo parte de um mesmo contexto: somos todos chamados a ser santos, cristianismo “pela metade” não é cristianismo. Os recentes escândalos devem levar todos nós a um exame de consciência sobre o tipo de Igreja e de fé que cada um de nós tem desejado e está ajudando a construir. Somos todos co-responsáveis. Não haverá padres santos sem cristãos santos...

Diante dos fatos recentes, nossa atitude deve ser serena e lúcida. Analisando com objetividade, vemos que a situação real é bem diferente da imagem apregoada pela mídia. Muitos padres são vítimas de calúnias, muitas acusações são mentirosas, e outras referem-se a deslizes isolados e não repetidos. Os padres efetivamente corrompidos são minoria.

Há focos de pecado sendo propositalmente infiltrados nos seminários e conventos, já há muitos anos, com o objetivo de corromper o clero e os religiosos, promovendo assim a destruição da Igreja a partir de dentro. Isso não é desculpa, mas ajuda a compreender que o “vírus” do mal vem de fora, não é algo já implícito na própria estrutura da Igreja, como nos querem fazer crer.

A mensagem de Cristo nada perdeu de sua atualidade, está apenas enfrentando provações, como sempre acontece aos que escolhem a “porta estreita”. Só precisamos redescobrir o Evangelho e contar mais com a graça de Deus e menos com nossas frágeis forças. Pecar é humano, mas Cristo nos convida a vencer o pecado, com a força dele. Não é utopia, ou então Cristo seria uma mentira. A mentira está, ao contrário, em pensar que a santidade é ilusão, como quer o mundo...

Símbolos da Páscoa

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1 de abr. de 2010


A vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros na vida.

Nenhum encontro nosso deveria ser estéril para aqueles que se aproximam de nós.

Temos sempre algo para dar: um pouco de alegria e muita esperança;

um pouco de verdade e muito otimismo;

um pouco de ânimo e acolhimento a este mundo desnorteado, violento, de coração vazio; cansado de frustração e tédio.

Apesar de tudo, temos sempre alguém para dar.

Que eu nunca deixe partir, no mesmo estado que encontrei, aqueles que de mim se aproximarem.

Que, ao regressarem, se sintam melhores, mais realizados, mais plenos e mais felizes.

"Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um verdadeiro amigo"


(Antoine Saint-Exupéry)