4 de fev. de 2010

AS BEM AVETURANÇAS

OBJETIVOS

SABER que a verdadeira felicidade só a encontramos em Jesus.
SENTIR desejo de ter um coração puro, manso, pacífico, misericordioso como o de Jesus.
RESPONDER se esforçando para promover a paz, o amor, o perdão em casa, na escola, nas brincadeiras, etc.

A MENSAGEM
Nunca encontraremos a felicidade nas coisas que este mundo tem para oferecer. Só Deus é a fonte da nossa felicidade.

VERSÍCULO
“Ó Deus, cria em mim um coração puro” Salmo 51, 12a

Palavrinha de Deus: Mateus 5, 3-12
Jesus percorria toda Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças. Uma grande multidão vinha de toda parte e o acompanhava. Ele tinha muita compaixão dessa gente que era como ovelhas sem pastor.
Um dia, vendo aquela multidão, Jesus subiu numa montanha. Todos se aproximaram dele e Ele ensinava:
“Felizes os têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus.
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os mansos, porque possuirão a terra.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia.
Felizes os puros de coração, porque verão Deus.
Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Felizes vocês se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de mentira contra vocês, por causa de mim. Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no Céu”.

Estou certo(a) de que todos vocês já experimentaram a alegria de fazer bolinhas de sabão. É incrível como algo tão simples pode trazer tanta felicidade a tantas pessoas. Não só as crianças, mas também adolescentes, adultos e idosos sorriem e se divertem soprando bolinhas e tentando pegá-las.

Há apenas um problema com a felicidade que temos quando fazemos bolinhas de sabão: não dura! No momento que tocamos na bolha, ela estoura. Às vezes nós corremos atrás da bolha, mas ela está quase sempre fora do nosso alcance e logo que toca o chão, ela estoura.

Acho que também acontece assim na vida de muitas pessoas. Um monte de gente está correndo atrás da felicidade, mas, como as bolinhas de sabão, a felicidade está quase sempre longe do nosso alcance. Ou, quando pensamos que a temos, nossa bolinha pode estourar. Quais são as coisas que as pessoas correm atrás em sua busca de felicidade?

Dinheiro – Muitas pessoas pensam que o dinheiro lhes trará a felicidade, mas não traz. Uma vez que ele acaba, a felicidade acaba também.

Comida – Vivemos em uma época em que muitas pessoas procuram a felicidade na comida. Elas comem porque estão tristes ou deprimidas e pensam que a comida vai fazê-los se sentir melhor, mas não faz. Depois que elas comem ainda se sentem infelizes, e pior é que cada vez engordam mais, estão acima do peso normal, o que as torna ainda mais infelizes.

Diversão – Muitas pessoas pensam que rir e se divertir é a mesma coisa que ser feliz, mas não é. Muitas pessoas estão rindo pelo lado de fora, mas chorando por dentro.

Popularidade – Algumas pessoas acham que ser popular, conhecer muitas pessoas, lhes trará felicidade. Elas farão e dirão qualquer coisa para que as pessoas gostem dela, mas a popularidade não dura muito tempo. Hoje as pessoas gostam de você e amanhã já não gostam mais. Não existe felicidade duradoura na popularidade.

Jesus sabia que as pessoas costumam procurar a felicidade nos lugares errados. Ele até sugeriu que poderíamos estar mais felizes se fôssemos pobres, com fome, chorando ou se não fossemos vistos com simpatia pelos outros. Por que Jesus falou isso?

Quando nós somos pobres é muito mais fácil para nós confiarmos em Deus para suprir tudo o que precisamos, em vez de depender de nossa própria riqueza.
Quando temos fome de Deus e de Sua justiça (justiça = fazer a vontade de Deus), percebemos que só Ele pode satisfazer nossa fome.
Quando choramos, nós podemos confiar em Deus para nos confortar e aliviar a nossa dor.
Quando pensamos que não temos amigos, temos um amigo em Jesus. Jesus é um amigo que nunca nos deixará.
Você quer encontrar a felicidade em sua vida? Não gaste seu tempo perseguindo bolinhas de sabão. Olhe para o Pai do Céu. Ele é a fonte da verdadeira felicidade.



Receita para fazer BOLINHAS DE SABÃO:

Material: 1 recipiente transparente com tampa (de maionese, por exemplo)
Um copo de medição
Detergente líquido
Glicerina (compra-se em farmácia)
Lave bem o recipiente e encha-o com 1 xícara de água. Derrame 1/3 da água, complete com 1/3 de detergente líquido e 1 colher (sopa) de glicerina. Feche o recipiente e vire-o algumas vezes para misturar tudo. Não agite para não fazer espuma. (As bolinhas ficarão melhores se puder esperar por 24h antes de usar o líquido).


Recorte e dobre. Cole em um pirulito em formato de coração e dê como lembrancinha para as crianças:



2 de fev. de 2010

Teatro das Bem-Aventuranças

Teatro elaborado por: Alessandra Rennó Mouallem.

Catequista da Com. N. Senhora do Sagrado Coração de Itajubá-MG

Historinha para ilustrar o evangelho de Mt 5, 1-12

Personagens:

A=Aninha / L=Luizinho (dois adultos fantasiados de crianças)

A: Bom dia crianças... (espera resposta...)

Bom dia Luizinho

L: Bom dia (Luizinho fala bem desanimado)

A: Ô Luizinho, você tá parecendo tão triste e desanimado...

L: É... hoje eu tô triste mesmo.

A: Mas o que aconteceu com você?

L: É lá em casa...

A: O que aconteceu na sua casa?

L: Briguei com meu irmão, e quando minha mãe foi falar comigo acabei respondendo pra ela... E até palavrão eu falei... Ai que raiva do meu irmão... grrr Ele é muito chato mesmo... É ele que me irrita demais.

A: ô Luizinho então é isso que tá te deixando triste assim? Às vezes a gente faz coisas que não deveria fazer. E no fundo a gente sabe que está fazendo errado. E acaba ficando triste, desanimado...

L: E é tão ruim quando a gente se sente assim...

A: É Luizinho, mas Jesus veio para que nós não precisássemos nos sentir assim. Jesus convida quem está cansado e triste para aprender com Ele.

L: Como assim?

A: É, Luizinho, hoje, por exemplo, no Evangelho, Jesus nos ensina uma receita de felicidade.

L: Receita de felicidade?? Como assim?

A: É. Alguém sabe o que significa ser bem aventurado como Jesus falou no evangelho?

(espaço para as crianças participarem.)

Bem aventurado quer dizer felizes...

Quem quer ser feliz?

L: Eu quero (Luizinho levanta a mão bem rápido)

A: Eu também! (Aninha levanta a mão também) E vocês crianças?

L: Então vamos rever uma parte dessa receita e tentar entender o que Jesus vem nos ensinar...

(Aparecem no telão algumas bem aventuranças e cada hora uma criança lê no microfone. Pode-se fazer cartazes também)

Felizes os pobres de coração (Jesus nos ensina a ser humildes)

Felizes os que choram, pois Jesus consola. (Jesus nos ensina a enfrentar nossos problemas com otimismo )

Felizes os mansos (Jesus nos ensina a sermos calmos)

Felizes os misericordiosos (Jesus nos ensina a sermos caridosos)

Felizes os limpos de coração (Jesus nos ensina a sermos honestos e puros)

Felizes os pacificadores (Jesus nos ensina a procurarmos a paz e não a guerra)

A: Sabe o que é Luizinho? Jesus, com seu amor tão grande por nós, quer ver a gente feliz. E Ele sabe que só seremos felizes quando seguirmos Seus ensinamentos.

Deixa-me perguntar para alguma criança aqui...

Quando você briga em casa ou na escola, você se sente feliz?

(deixar responder)

Não, né... Ninguém é feliz com raiva no coração... Por isso Jesus nos ensina para perdoar, pois Ele sabe que só assim você será feliz...

Entendeu Luizinho?

L: Entendi e gostei muito. Jesus é demais!!! Toda essa conversa me deu uma vontade de rezar...

A: Então vamos rezar todos juntos...

Eu falo e vocês repetem...

Jesus querido, eu quero ser feliz seguindo os seus ensinamentos, mas às vezes é tão difícil... Por isso eu lhe peço Jesus, vem nos ensinar, vem nos ajudar a fazer a vontade do pai, como você nos ensinou, a seguir a sua receita de felicidade. Eu amo seus ensinamentos. Eu te amo, meu Deus querido! Amém.

1 de fev. de 2010

Super Novidade!!!

Neste final de semana estive participando do Encontro Nacional de Formação, em Lorena/SP. Aos poucos irei colocando as novidades aqui no blog.

Adquiri um cd com uma irmã do Ministério para Crianças lá, é esse aqui:



Este cd é fruto da Comunidade Pescadores que pertence a Igreja Católica Apostólica Romana e evangeliza desde 1994, tendo como carisma a utilização da música para o louvor e adoração. Entre os projetos do grupo está a evangelização de crianças sob a orientação da professora Tatiane Jardim. Licenciada em Música e pós graduada em Educação Infantil e Séries Iniciais. Atualmente é coordenadora Arquidiocesana do Ministério para as Crianças da RCC em Londrina/PR, dirige o Coral Infantil Anjos do Céu da Paróquia Sagrados Corações e é professora de educação musical.

É simplesmente MARAVILHOSO!!! Músicas lindas, fáceis e tratam dos temas que trabalhamos no Ministério como, por exemplo, os temas do querigma.

Queremos evangelizar as crianças do jeito que elas merecem... com o melhor, não é verdade???!!! Então não pense duas vezes para comprar esse cd (custa apenas R$ 10,00).

Se vc tiver interesse em adquirir este cd aqui estão os contatos:

Tatiane Jardim
tati.jardim@hotmail.com

Cláudia Pechin
claudia_pechin@yahoo.com.br

VALE MUITO A PENA!

Quem somos nós

27 de jan. de 2010

Consulte



“Consulte não a seus medos,
mas a suas esperanças e sonhos.
Pense não sobre suas frustrações,
mas sobre seu potencial não usado.
Preocupe-se não com o que você
tentou e falhou, mas com aquilo
que ainda é possível a você fazer.”


Papa João XXIII

15 de jan. de 2010

Restante da Apostila nº 1

Vou precisar formatar meu computador e não estou conseguindo salvar os arquivos, então vamos lá, PRESENTE PARA VOCÊS: 


Tema: Epifania - Manifestação do Senhor

Para os evangelizadores: Nesta 2ª semana vamos levar as crianças a pensar sobre aquilo que damos a Deus. Devemos dar o nosso melhor, a melhor oração, a melhor leitura bíblica, a melhor Missa, os melhores gestos de amor, enfim, tudo o que fizermos para Deus devemos fazer com alegria, assim como ensinou S. João Bosco.

Acolhida: Fazer um momento descontraído de acolhida, preparando o coração das crianças para louvar a Deus, pedir a intercessão de Nossa Senhora e invocar a Santíssima Trindade cantando.

Oração de entrega: Prepare o coração das crianças para oração, medite com elas: tenho feito as coisas da melhor maneira que eu posso, ou tenho feito tudo de qualquer jeito? Tenho rezado bem?... Leve as crianças a rezarem umas pelas outras.

Terço: Inicie cantando uma parte de uma música para Maria. Reze com as crianças o Creio, Pai Nosso, 3 Ave Maria e Glória. Nesta semana vamos meditar o 2º Mistério Gozoso (ou Mistério da Alegria) – Maria visita sua prima Isabel. Mostre a gravura do mistério e deixe que elas comentem o que aquela cena representa. Reze com elas um Pai Nosso, 10 Ave Maria e o Glória. Após isso entregue para cada criança a ilustração do mistério para elas colorirem. Coloque o nome da criança no desenho e guarde para ser entregue junto com as outras ilustrações que formarão os Mistérios Gozosos.

Louvor: Cante um ou dois louvores com as crianças.

Palavrinha de Deus: Os magos visitam Jesus (Mateus 2, 9-12)

Atividade: Uma das atividades anexas

Oração Final: Ore com as crianças pedindo a graça de ser cheios do Espírito Santo e assim poder fazer tudo bem feito, fazer o melhor para Deus e para os irmãos. Sugira um compromisso dessa semana anotar tudo o que fizerem de bom para Deus e trazer na próxima semana.





Tema: Batismo de Jesus



Para os evangelizadores: Neste encontro vamos agradecer a Deus por nos fazer sermos seus filhos amados, filhos em que Ele põe toda sua afeição, todo seu amor!

Acolhida: Fazer um momento descontraído de acolhida, preparando o coração das crianças para louvar a Deus, pedir a intercessão de Nossa Senhora e invocar a Santíssima Trindade cantando.

Oração de entrega: Prepare o coração das crianças para oração, peça que elas agradeçam a Deus pelo dia do seu batismo, pelos seus padrinhos, seus pais. Leve as crianças a rezarem umas pelas outras.

Terço: Inicie cantando uma parte de uma música para Maria. Reze com as crianças o Creio, Pai Nosso, 3 Ave Maria e Glória. Nesta semana vamos meditar o 3º Mistério Gozoso (ou Mistério da Alegria) – Nasce Jesus na gruta de Belém. Mostre a gravura do mistério e deixe que elas comentem o que aquela cena representa. Reze com elas um Pai Nosso, 10 Ave Maria e o Glória. Após isso entregue para cada criança a ilustração do mistério para elas colorirem. Coloque o nome da criança no desenho e guarde para ser entregue junto com as outras ilustrações que formarão os Mistérios Gozosos.

Louvor: Cante um ou dois louvores com as crianças.

Palavrinha de Deus: Jesus foi batizado por João Batista (Lucas 3, 15-16;21-22)

Atividade: Uma das atividades anexas

Oração Final: Ore com as crianças pedindo a graça de ser cheios do Espírito Santo, o Espírito Santo que elas receberam no dia em que foram batizadas, valorize a presença do Espírito Santo nelas! Compromisso dessa semana: Entrevista com os pais:




1 – Que dia fui batizado?   _________________
2– Onde foi? ___________________________
3 – Qual o nome do padre que me batizou? _______________
4 – Quem escolheu meu nome? Por que? 
_______________________________________
5 – Nome dos meus padrinhos: __________________



 Tema: O Primeiro Milagre de Jesus



Para os evangelizadores: Nesta 4ª semana falaremos sobre o 1º milagre que Jesus realizou. Vamos levar as crianças a saber que milagres acontecem ainda hoje.

Material: Cartazes coloridos (Anexo), jarra com água, jarra com suco de uva, copos descartáveis,  atividade para colorir e fazer colagem (anexo)

Acolhida: Receba as crianças com atenção e alegria, pergunte como foi a semana delas, fazendo-as se sentirem importantes. Converse com elas, escute o que elas têem a dizer. Inicie fazendo o sinal da cruz cantando.

Oração de entrega: Prepare o coração das crianças para oração, peça que elas falem o que Deus pode fazer na vida delas. Leve as crianças a rezarem umas pelas outras.

Terço: Inicie cantando uma parte de uma música para Maria. Reze com as crianças o Creio, Pai Nosso, 3 Ave Maria e Glória. Nesta semana vamos meditar o 4º Mistério Gozoso (ou Mistério da Alegria) – Maria e José levam o Menino Jesus para ser apresentado no templo. Mostre a gravura do mistério e deixe que elas comentem o que aquela cena representa. Reze com elas um Pai Nosso, 10 Ave Maria e o Glória. Após isso entregue para cada criança a ilustração do mistério para elas colorirem. Coloque o nome da criança no desenho e guarde para ser entregue junto com as outras ilustrações que formarão os Mistérios Gozosos.

Louvor: Cante um ou dois louvores com as crianças.

Palavrinha de Deus: O 1º Milagre de Jesus (Jo 2, 1-11)

Atividade: Atividades anexa. Milagres que eu tenho visto/milagres que eu quero ver.

Oração Final: Ore com as crianças pedindo a graça de ser cheios do Espírito Santo, para que Deus realize milagres na vida delas e dos seus familiares.




Santo do Mês: Santa Genoveva

Era uma vez uma menina francesa, que nasceu no ano de 422... Ponha tempo nisso!



Nasceu numa cidadezinha perto de Paris, chamada Nanterre.
Os pais dela se chamavam Severo e Gerôncia... Poxa, que nomes!!!
Quando Genoveva tinha 8 anos, aconteceu que dois bispos, Dom Germano e Dom Lupo, foram enviados como missionários franceses para a Inglaterra.
Pois é... E o que isto tem a ver com a nossa história?
É que a cidadezinha da Genoveva era caminho para os bispos e o povo foi todo às ruas, para se despedir dos missionários. Foi aí que, no meio da multidão, Dom Germano viu aquela menininha sardenta, de mãos dadas com os pais. Chegou para eles e disse, sem mais nem menos:
- Felizes são vocês, porque possuem essa menina. Ela será grande diante de Deus. E atraídos pela virtude dela, muitos pecadores abandonarão o caminho de pecado e seguirão a Jesus Cristo.
Então, ele baixou-se para ficar do tamanho da menina e deu um recado de Jesus a ela (É que o bispo sabia escutar Jesus no coração, este é um dom do Espírito Santo). Disse:
- Genoveva, fuja da vaidade do mundo e procure a felicidade em praticar coisas boas...
Deu a ela uma medalha que tinha a Cruz e disse:
- Leve esta medalhinha como lembrança minha. Sabe, eu convido você, por amor a Jesus, a ser diferente das outras meninas, a não se enfeitar de colarzinhos, anéis, brinquinhos de ouro e pedrinhas coloridas. É porque Jesus quer enfeitar você de coisas muito mais bonitas, de uma beleza que a gente só acha no céu. Mas para isto, você precisa não ligar mais para os enfeites deste mundo.
Genoveva deu a palavra:
- Ta bom!
Depois, o Bispo foi embora, mas tinha lançado o desafio... Agora dependia da Genoveva ser santa ou não.



GENOVEVA LEVOU A SÉRIO


A menina levou a coisa muito a sério, tanto que todos os dias queria ir à Igreja, ainda mais agora, pois já sabia que Jesus era seu amigo.
Mas o que a fazia ir tanto à Igreja?
Ficava lá, aos pés do Sacrário, de joelhos, adorando Jesus, contando seus segredinhos a Ele.
A mãe, dona Gerôncia, foi implicando com aquilo, tanto que um dia ficou brava de verdade e disse:
- Hoje, você não vai!
Genoveva, então, chorando disse à mãe:
- Mas mãe, com a graça de Deus, quero cumprir com a palavra que dei a Dom germano. Irei à Igreja para merecer a honra que ele prometeu, da parte de Jesus.
Dona Gerôncia ficou tão irritada, que “lascou” um tapão no rosto da menina.
Na mesma hora, para espanto dela, a mulher ficou cega.
Só se curou, porque a menina, todos os dias com a mãozinha, fazia o sinal da Cruz sobre um pouco de água, que tirava da fonte, pedindo a Jesus que curasse a mãe,gua, que tirava da fonte, pedindo a Jesus que curasse a mãe, afinal ela já havia aprendido a lição: Agora Genoveva podia ir à igreja sempre que quizesse. Dona Gerôncia foi lavando os olhos com aquela água por um ano e nove meses, até poder ver novamente.


O TEMPO PASSOU...
Com 15 anos, Genoveva descobriu que não tinha vocação para o casamento, queria viver só em oração, trabalhando para Jesus no meio do povo e fez isso mesmo. Mais tarde acabou acontecendo o que dom germano tinha falado dela: uma vez conseguiu convencer o povo a confiar em Deus e não fugir, quando um inimigo da França, o terrível Átila, rei dos Hynos, e seu exército iam invadir Paris.
E ele não invadiu mesmo, por medo do "flagelo de Deus", pois Jesus disse à menina que "não ia deixar barato", se Átila inventasse de invadir a cidade onde morava a amiga Dele.
Depois que Átila foi embora, aconteceu por lá uma fome terrível. Não é que Genoveva emprestou um navio, foi até o rio Sena e o encheu de comida, que conseguiu ganhar pedindo para o povo de lá do outro lado do rio?! Depois fez a alegria dos parisienses, quando distribuiu os alimentos.
A mocinha, por graça de Deus, mandava até no rei da França, o rei Clóvis, conseguindo dele que desistisse de condenar à morte os prisioneiros.
Depois que ela morreu e foi morar no céu, aconteceu uma peste em Paris. Esta peste estava matando muita gente. O povo todo ficou doente. Foi então que alguém lembrou de genoveva, logo o povo de Paris começou começou a rezar assim:
- Santinha, por favor, peça a Jesus que dê um jeito por aqui.
De um dia para o outro, todos ficaram curados. É por isso que escolheram Santa Genoveva como a santa padroeira de Paris!
Quem diria que aquela menininha sardenta ia dar nisso tudo, hein?!
Só porque Genoveva acreditou em Jesus, deu sua palavra e foi fiel até o fim.

Santa Genoveva, rogai por nós!
Tia Adelita - Com. Canção Nova


Último discurso de Zilda Arns em Porto Príncipe

Leia abaixo o discurso proferido por Zilda Arns, na terça-feira:

"Agradeço o honroso convite que me foi feito. Quero manifestar minha grande alegria por estar aqui com todos vocês em Porto Príncipe, no Haiti, para participar da assembleia de religiosos.
Como irmã de dois franciscanos e de três irmãs da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, estou muito feliz entre todos vocês. Dou graças a Deus por este momento.
Na realidade, todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da Paz nas famílias e nas nações. A construção da Paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social.
A Paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância" (Jo 10.10).
Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa Igreja, ser como Ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos. Deste modo, podemos formar a massa crítica das comunidades cristãs e de outras religiões, em favor da proteção da criança desde a concepção, e mais excepcionalmente até os seis anos, e do adolescente. Devemos nos esforçar para que nossos legisladores elaborem leis e os governos executem políticas públicas que incentivem a qualidade da educação integral das crianças e saúde, como prioridade absoluta.
O povo seguiu Jesus porque ele tinha palavras de esperança. Assim, nós somos chamados para anunciar as experiências positivas e os caminhos que levam as comunidades, as famílias e os pais a serem mais justos e fraternos.
Como discípulos e missionários, convidados a evangelizar, sabemos que força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade. Todo esse caminho necessita de comunicação constante para iluminar, animar, fortalecer e democratizar nossa missão de fé e vida. Cremos que essa transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Esse desenvolvimento começa quando a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de Paz e Esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.
Não é por nada que disse Jesus: "... se vocês não ficarem iguais a estas crianças, não entrarão no Reino dos Céus" (MT 18,3). E "deixem que as crianças venham a mim, pois deles é o Reino dos Céus" (Lc 18, 16).
Hoje vou compartilhar com vocês uma verdadeira história de amor e inspiração divina, um sonho que se fez realidade. Como ocorreu com os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), "Jesus caminhava todo o tempo com eles. Ele foi reconhecido a partir do pão, símbolo da vida." Em outra passagem, quando o barco no Mar da Galileia estava prestes a afundar sob violentas ondas, ali estava Jesus com eles, para acalmar a tormenta. (Mc 4, 35-41).
Com alegria vou contar o que "eu vi e o que tenho testemunhado" há mais de 26 anos desde a fundação da Pastoral da Criança, em setembro de 1983.
Aquilo que era uma semente, que começou na cidade de Florestópolis, no Estado do Paraná, no Brasil, se converteu no Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presente em 42 mil comunidades pobres e nas 7 mil paróquias de todas as Dioceses da Brasil.
Por força da solidariedade fraterna, uma rede de 260 mil voluntários, dos quais 141 mil são líderes que vivem em comunidades pobres, 92% são mulheres, e participam permanentemente da construção de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno, a serviço da Vida e da Esperança. Cada voluntário dedica em média 24 horas ao mês a esta Missão transformadora de educar as mães e famílias pobres, compartilhar o pão da fraternidade e gerar conhecimentos para a transformação social.
O objetivo da Pastoral da Criança é reduzir as causas da desnutrição e a mortalidade infantil, promover o desenvolvimento integral das crianças, desde sua concepção até o seis anos de idade. A primeira infância é uma etapa decisiva para a saúde, a educação, a consolidação dos valores culturais, o cultivo da fé e da cidadania com profundas repercussões por toda a vida.
Um pouco de história
Sou a 12ª de 13 irmãos, cinco deles são religiosos. Três irmãs religiosas e dois sacerdotes franciscanos. Um deles é Dom Paulo Evaristo, o Cardel Arns, Arcebispo emérito de São Paulo, conhecido por sua luta em favor dos direitos humanos, principalmente durante os vinte anos da ditadura militar do Brasil.
Em maio de 1982, ao voltar de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Dom Paulo me chamou pelo telefone à noite. Naquela reunião, James Grant, então diretor executivo da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), falou com insistência sobre o soro oral. Considerado como o maior avanço da medicina no século passado, esse soro era capaz de salvar da morte milhões de crianças que poderiam morrer por desidratação devido a diarreia, uma das principais causas da mortalidade infantil no Brasil e no mundo. James Grant conseguiu convencer a Dom Paulo para que motivasse a Igreja Católica a ensinar as mães a preparar e administrar o soro oral. Isso podia salvar milhares de vidas.
Viúva fazia cinco anos, eu estava, naquela noite histórica, reunida com os cinco filhos, entre os nove e dezenove anos, quando recebi a chamada telefônica do meu irmão Dom Paulo. Ele me contou o que havia passado e me pediu para refletir sobre isso. Como tornar realidade a proposta da Igreja de ajudar a reduzir a morte das crianças? Eu me senti feliz diante deste novo desafio. Era o que mais desejava: educar as mães e famílias para que soubessem cuidar melhor de seus filhos!

Creio que Deus, de certo modo, havia me preparado para essa missão. Baseada na minha experiência como médica pediatra e especialista em saúde pública e nos muitos anos de direção dos serviços públicos de saúde materna-infantil, compreendi que, além de melhorar a qualidade dos serviços públicos e facilitar às mães e crianças o acesso a eles, o que mais falta fazia às mães pobres era o conhecimento e a solidariedade fraterna, para que pudessem colocar em prática algumas medidas básicas simples e capazes de salvar seus filhos da desnutrição e da morte, como por exemplo a educação alimentar e nutricional para as grávidas e seus filhos, a amamentação materna, as vacinas, o soro caseiro, o controle nutricional, além dos conhecimentos sobre sinais e sintomas de algumas doenças respiratórias e como as prevenir.
Me vem à mente então a metodologia que utilizou Jesus para saciar a fome de 5.000 homens, sem contar as mulheres e as crianças. Era noite e tinham fome. Os discípulos disseram a Jesus que o melhor era que deixassem suas casa, mas Jesus ordenou: "Dai-lhes vós de comer". O apóstolo Felipe disse a Jesus que não tinham dinheiro para comprar comida para tanta gente. André, irmão de Simão, sinalou a uma criança que tinha dois peixes e cinco pães. E Jesus mandou que se sentassem em grupos de cinquenta a cem pessoas (em pequenas comunidades). Então pensei: Por que morrem milhões de crianças por motivos que podem facilmente ser prevenidos? O que faz com que eles se tornem criminosos e violentos na adolescência?
Recordei o início da minha carreira, quando me desafiei a querer diminuir a mortalidade infantil e a desnutrição. Vieram a minha mente milhares de mães que trocaram o leite materno pela mamadeira diluída em água suja. Outras mães que não vacinavam seus filhos, quando não havia ainda cesta básica no Centro de Saúde. Outras mães que limpavam o nariz de todos os seus filhos com o mesmo pano, ou pegavam seus filhos e os humilhavam quando faziam xixi na cama. E ainda mais triste, quando o pai chegava em casa bêbado. Ao ouvir o grito de fome e carinho de seus filhos, batiam neles mesmo quando eram muito pequenos. Sabe-se, segundo resultados de pesquisas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cuja publicação acompanhei em 1994, que as crianças maltratadas antes de um ano de idade têm uma tendência significativa para violência, e com frequência cometem crimes antes dos 25 anos.
A Igreja, que somos todos nós, o que devíamos fazer?
Tive a confiança de seguir a metodologia de Jesus: organizar as pessoas em pequenas comunidades; identificar líderes, famílias com grávidas e crianças menores de seis anos. Os líderes que se dispusessem a trabalhar voluntariamente nessa missão de salvar vidas, seriam capacitados, no espírito da fé e da vida, e preparados técnica e cientificamente, em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. Seriam acompanhados em seu trabalho para que não desanimassem. Teriam a missão de compartilhar com as famílias a solidariedade fraterna, o amor, os conhecimentos sobre os cuidados com as grávidas e as crianças, para que estas fossem saudáveis e felizes. Assim como Jesus ordenou que considerassem se todos estavam saciados, tínhamos que implantar um sistema de informações, com alguns indicadores de fácil compressão, inclusive para líderes analfabetos ou de baixa escolaridade. E vi diante de mim muitos gestos de sabedoria e amor apreendidos com o povo.
Senti que ali estava a metodologia comunitária, pois podia se desenvolver em grande escala pelas dioceses, paróquias e comunidades. Não somente para salvar vidas de crianças, mas também para construir um mundo mais justo e fraterno. Seria a missão do "Bom Pastor", que está atento a todas as ovelhas, mas dando prioridade àquelas que mais necessitam. Os pobres e os excluídos.
Naquela maravilhosa noite, desenhei no papel uma comunidade pobre, onde identifiquei famílias com grávidas e filhos menores de seis anos e líderes comunitários, tanto católicos como de outras confissões e culturas, para levar adiante ações de maneira ecumênica, pois Jesus veio para que "todos tenham Vida e Vida em abundância" (João 10,10). Isso é o que precisa ser feito aqui no Haiti: fazer um mapa das comunidades pobres, identificar as crianças menores de 6 anos e suas famílias e líderes comunitários que desejam trabalhar voluntariamente.
Desde a primeira experiência, a Pastoral da Criança cultivou a metodologia de Jesus, que é aplicada em grande escala. No Brasil, em mais de 40 mil comunidades, de 7 mil paróquias de todas as 272 diocese e preladias. Está se estendendo a 20 países, que são, na América Latina e no Caribe: Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Peru, Venezuela, Guatemala, Panamá, República Dominicana, Haiti, Honduras, Costa Rica e México; na África: Angola, Guiné-Bissau, Guiné Conakry e Moçambique; e na Ásia: Filipinas e Timor Leste.
Para organizar melhor e compartilhar as informações e a solidariedade fraterna entre as mães e famílias vizinhas, as ações se baseiam em três estratégias de educação e comunicação: individual, de grupo e de massas. A Pastoral da Criança utiliza simultaneamente as três formas de comunicação para reforçar a mensagem, motivar e promover mudanças de conduta, fortalecendo as famílias com informações sobre como cuidar dos filhos, promovendo a solidariedade fraterna.
A educação e comunicação individual se fazem através da 'Visita Domiciliar Mensal nas Famílias' com grávidas e filhos. Os líderes acompanham as famílias vizinhas nas comunidades mais pobres, nas áreas urbanas e rurais, nas aldeias indígenas e nos quilombos, e nas áreas ribeirinhas do Amazonas. Atravessam rios e mares, sobem e descem montes de encostas íngremes, caminham léguas, para ouvir os clamores das mães e famílias, para educar e fortalecer a paz, a fé e os conhecimentos. Trocam ideias sobre saúde e educação das crianças e das grávidas; ensinam e aprendem. Com muita confiança e ternura, fortalecem o tecido social das comunidade, o que leva à inclusão social.
Motivados pela Campanha Mundial patrocinadas pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1999, com o tema "Uma vida sem violência é um direito nosso", a Pastoral da Criança incorporou uma ação permanente de prevenção da violência com o lema "A Paz começa em casa". Utilizou como uma das estratégias de comunicação a distribuição de seis milhões de folhetos com "10 Mandamentos para alcançar a paz na família", debatíamos nas comunidades e nas escolas, do norte ao sul do país.
As visitas, entre tantas outras ações, servem para promover a Amamentação Materna - que ensina o diálogo e a compartilhar, principalmente quando se dá como alimento exclusivo até os seis meses e se continua dando como alimento preferencial além de um ano, inclusive além dos dois anos, complementarmente com outros alimentos saudáveis. A sucção adapta os músculos e ossos para uma boa dicção, uma melhor respiração e uma arcada dentária mais saudável. O carinho da mãe acariciando a cabeça do bebê melhora a conexão dos neurônios. A psicomotricidade da criança que mama no peito é mais avançada. Tanto é assim que se senta, anda e fala mais rápido, aprende melhor na escola. É fator essencial para o desenvolvimento afetivo e proteção da saúde dos bebês, para toda a vida. A solidariedade desponta, promovida pelas horas de contato direto com a mãe. Durante a visita domiciliar, a educação das mulheres e de seus familiares eleva a autoestima, estimula os cuidados pessoais e os cuidados com as crianças. Com essa educação das famílias se promove a inclusão social.
A educação e a comunicação grupal ocorre mensalmente em milhares de comunidades. Esse é o Dia da Celebração da Vida. Momento dedicado ao fortalecimento da fé e da amizade entre famílias. Além do controle nutricional, estão os brinquedos e as brincadeiras com as crianças e a orientação sobre a cidadania. Nesse dia, as mães compartilham práticas de aproveitamento adequado de alimentos da região de baixo custo e alto valor nutritivo. As frutas, folhas verdes, sementes e talos, que muitas vezes não são valorizados pelas famílias.
Outra oportunidade de formação de grupo é a Reunião Mensal de Reflexão e Evolução dos líderes da comunidade. O objetivo principal desta reunião é discutir e estabelecer soluções para os problemas encontrados.
Essas ações integram o sistema de informação da Pastoral da Criança para poder acompanhar os esforços realizados e seus resultados através de Indicadores. A desnutrição foi controlada. De mais de 50% de desnutridos no começo, hoje está em 3,1%. A mortalidade infantil foi drasticamente reduzida e hoje está em 13 mortos por mil nascidos vivos nas comunidades com Pastoral da Criança. O índice nacional é 2,33, mas se sabe que as mortes em comunidades pobres, onde estão a Pastoral da Criança, é maior que é na média geral. Em 1982, a mortalidade infantil no Brasil foi 82,8 mil nascidos vivos. Estes resultados têm servido de base para conquistar entidades, como Ministério da Saúde, Unicef, Banco HSBC, e outras empresas. Elas nos apoiam nas capacitações e em todas as atividades básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. O custo criança/mês é de menos de US$ 1.
Em relação à educação e à comunicação de massas apresentarei três experiências concretas de como a comunicação é um instrumento de defesa dos direitos da infância.

Materiais impressos
O material impresso foi concebido especificamente para ajudar a formação do líder da Pastoral da Criança. Os instrutores e os multiplicadores servem como ferramenta de trabalho na tarefa de guiar as famílias e comunidades sobre questões de saúde, nutrição, educação e cidadania. Além do Guia da Pastoral da Criança, se colocaram em marcha publicações como o Manual do Facilitador, Brinquedos e Jogos, Comida e as Hortas Familiares, alfabetização de jovens e adultos e mobilização social.
O jornal da Pastoral da Criança, com tiragem mensal de cerca de 280 mil, ou seja 3 milhões e 300 mil exemplares por ano, chega a todos os líderes da Pastoral da Criança. É uma ferramenta para a formação contínua.
O Boletim Dicas abarca questões relacionadas com a saúde e a educação para cidadania. Foi especialmente concebido para os coordenadores e capacitadores da Pastoral da Criança. Cada publicação chega a 7.000 coordenadores.
Para ajudar na vigilância das mulheres grávidas, a Pastoral da Criança criou os laços de amor, cartões com conselhos sobre a gravidez e partos saudáveis. Outros materiais impressos de grande impacto social é o folheto com os 10 mandamentos para a Paz na Família. 12 milhões de folhetos foram distribuídos nos últimos anos.
Além desses materiais impressos, se enviam para as comunidades da Pastoral da Criança material para o trabalho de pesagem das crianças, objetos como balanças e também colheres de medir para a reidratarão oral e sacos de brinquedos para as crianças brincarem no dia da celebração da vida.
Material de som e video
Outra área em que a Pastoral da Criança produz materiais é de som e a produção de filmes educativos. O Show ao vivo da Rádio da Vida, produzido e gravado no estúdio da Pastoral da Criança, chega a milhões de ouvintes em todo o Brasil. Com os temas de saúde, de educação na primeira infância e a transformação social, o programa de rádio Viva a Vida se transmite semanalmente 3.740 vezes. Estamos "no ar" 2.310 horas semanais em todo Brasil. Além disso, o Programa Viva a Vida também se executa em vários tipos de sistemas de som de CD e aparados nas reuniões de grupo.
A Pastoral da Criança também produz filmes educativos para melhorar e dar conhecimento de seu trabalho nas bases. Atualmente há 12 títulos produzidos sobre prevenção da violência contra as crianças, comida saudável, gravidez e participação dos Conselhos Municipais de Saúde, preservação da AIDS e outros.
Campanhas
A Pastoral da Infância realiza e colabora em várias campanhas para melhorar a qualidade de vida das mulheres grávidas, famílias e crianças. Estes são alguns exemplos:
a. Campanhas de sais de reidratação oral
b. Campanha de Certidão de Nascimento: a falta de informação, a distância dos cartórios e a burocracia fazem com que as pessoas fiquem sem certidões de nascimentos. A mobilização nacional para o registro civil de nascimento, que une o Estado brasileiro e a sociedade, para garantir a cada cidadão o nome e os direitos.
c. Campanha para promover o aleitamento materno: o leite materno é um alimento perfeito que Deus colocou à disposição nos primeiros anos de vida. Permanentemente, a Pastoral da Criança promove o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e, em seguida, continuá-lo com outros alimentos. Isso protege contra doenças, desenvolve melhor e fortalece a criança.
d. Campanha de prevenção da tuberculose, pneumonia e hanseníase: as três doenças continuam a afetar muitas crianças e adultos em nosso país. A Pastoral da Criança prepara materiais específicos de comunicação para educar o público sobre sintomas, tratamento e meios de prevenção dessas doenças.
e. Campanha de Saneamento: o acesso à água potável e o tratamento de águas residuais contribuem para a redução da mortalidade infantil. A Pastoral da Criança, em colaboração com outros organismos, mobiliza a comunidade para a demanda por tais serviços a governos locais e usa os meios ao seu dispor para divulgar informações relacionadas ao saneamento.
f. Campanha de HIV/Aids e sífilis: o teste do HIV/Aids e sífilis durante o pré-natal permite a redução de 25% para 1% do risco de transmissão para o bebê. A Pastoral da Criança apoia a campanha nacional para o diagnóstico precoce dessas doenças.
g. Campanha para a Prevenção da morte súbita de bebês "Dormir de barriga para cima é mais seguro": Com a finalidade de alertar sobre os riscos e evitar até 70% das mortes súbitas na infância, a Pastoral da Criança lançou essa grande campanha dirigida às famílias para que coloquem seus bebês para dormir de barriga para cima.
h. Campanha de Prevenção do Abuso Infantil: Com essa campanha, a Pastoral da Criança esclarece as famílias e a sociedade sobre a importância da prevenção da violência, espancamentos e abuso sexual. Essa campanha inclui a distribuição de folheto com os dez mandamentos para a paz na família, como um incentivo para manter as crianças em uma atmosfera de paz e harmonia.
i. Campanha - 20 de novembro, dia de oração e de ação para as crianças: A Pastoral da Criança participa dos esforços globais para a assistência integral e proteção a crianças e adolescentes, em colaboração com a Rede Mundial de Religiões para a Infância (GNRC).
Em dezembro de 2009, completei 50 anos como médica e, antes de 2002, confesso que nunca tinha ouvido falar em qualquer programa da Unicef ou da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou de outra agência da Organização das Nações Unidas (ONU), que estimulasse a espiritualidade como um componente do desenvolvimento pessoal. Como um dos membros da delegação do Brasil na Assembleia das Nações Unidas em 2002, que reuniu 186 países, em favor da infância, tive a satisfação de ouvir a definição final sobre o desenvolvimento da criança, que inclui o seu "desenvolvimento físico, social, mental, espiritual e cognitivo". Este foi um avanço e vem ao encontro do processo de formação e comunicação que fazemos na Pastoral da Criança. Neste processo, vê-se a pessoa de maneira completa e integrada em sua relação pessoal com o próximo, com o ambiente e com Deus.
Estou convencida de que a solução da maioria dos problemas sociais está relacionada com a redução urgente das desigualdades sociais, com a eliminação da corrupção, a promoção da justiça social, o acesso à saúde e à educação de qualidade, ajuda mútua financeira e técnica entre as nações, para a preservação e restauração do meio ambiente. Como destaca o recente documento do papa Bento 16, "Caritas in veritate" (Caridade na verdade), "a natureza é um dom de Deus e precisa ser usada com responsabilidade". O mundo está despertando para os sinais do aquecimento global, que se manifesta nos desastres naturais, mais intensos e frequentes. A grande crise econômica demonstrou a inter-relação entre os países.
Para não sucumbir, exige-se uma solidariedade entre as nações. É a solidariedade e a fraternidade aquilo de que o mundo precisa mais para sobreviver e encontrar o caminho da paz.
Final
Desde a sua fundação, a Pastoral da Criança investe na formação dos voluntários e no acompanhamento de crianças e mulheres grávidas, na família e na comunidade.

Atualmente, existem 1.985.347 crianças, 108.342 mulheres grávidas de 1.553.717 famílias. Sua metodologia comunitária e seus resultados, assim como sua participação na promoção de políticas públicas com a presença em Conselhos de Saúde, Direitos da Criança e do Adolescente e em outros conselhos levaram a mudanças profundas no país, melhorando os indicadores sociais e econômicos. Os resultados do trabalho voluntário, com a mística do amor a Deus e ao próximo, em linha com nossa mãe terra, que a todos deve alimentar, nossos irmãos, os frutos e as flores, nossos rios, lagos, mares, florestas e animais. Tudo isso nos mostra como a sociedade organizada pode ser protagonista de sua transformação. Neste espírito, ao fortalecer os laços que ligam a comunidade, podemos encontrar as soluções para os graves problemas sociais que afetam as famílias pobres.
Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.

Muito Obrigada!
Que Deus esteja convosco!"

Dra. Zilda Arns Neumann
Médica pediatra e especialista em Saúde Pública
Fundadora e Coordenadora da Pastoral da Criança Internacional
Coordenadora Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa


(Uma santa alma, que se encontra, certamente, junto de Deus, a interceder por nós).
Que Deus nos ouça e a acolha.