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12 de mar de 2012
9 de mar de 2012
29 de set de 2011
17 de jul de 2011
Que lindas!
Nossa Senhora de Lourdes
Nossa Senhora da Conceição
Nossa Senhora de Fátima
Nossa Senhora do Carmo
Fonte: http://sermais.blogspot.com/
30 de mai de 2011
1 de dez de 2010
Nossa Senhora das Graças (Teatro)
NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA
NARRADOR: A paz de Jesus!
NARRADOR: No ano de 1830, em Paris, Catarina Labouré tinha entrado há alguns poucos meses na Congregação das Filhas da Caridade e se entregando inteiramente a Deus, ela cuidava das pessoas carentes e dos doentes como se cuidasse do próprio Jesus.
NARRADOR: Na noite do dia 27 de Novembro Irmã Catarina adormeceu com um grande desejo:
IRMÃ CATARINA: - Há tanto tempo sinto vontade de ver a Santíssima Virgem; talvez possa vê-la esta noite!
NARRADOR: Ela sempre teve um grande amor à Nossa Senhora desde sua infância, perdeu sua mãe aos 9 anos e no mesmo dia correu e pegou uma imagem de Maria e chorando falou: “ Agora a Mãe Santíssima é a minha mãe!
E no seu quarto ela adormeceu em um sono profundo, e de repente escutou alguém a chamar:
AÇÃO: (Irmã no fundo com um colchão e travesseiro. Luz da frente da capela apagada, luz apenas nos fundos.)
ANJO: - Irmã, Irmã!
AÇÃO: E despertando surpresa, ele continuou:
ANJO: - Se vista depressa e vamos à capela. A Virgem Santíssima a espera.
IRMÃ CATARINA: - Mas vão me escutar!
ANJO: - Fique tranqüila já são onze horas e todos estão dormindo.
NARRADOR: Irmã Catarina acompanhou o anjo, vestido com uma roupa branca que parecia carregar um raio de luz, de tão resplandecente, por onde passava iluminava.
AÇÃO: (Eles vão próximo ao altar e a luz se acende. Uma bonita cadeira, no altar)
NARRADOR: Ao chegar à capela fica surpresa: todas a luzes estão acesas e já é quase meia noite.
AÇÃO: (A criança conduz a irmã até o altar e ali se encontra uma cadeira. E ela se ajoelha, e a criança fica de pé ao lado. E enquanto está ajoelhada apaga-se a luz do altar. Nossa Senhora aparece em cima do altar e irmã levanta lentamente a cabeça. Nossa Senhora sorri com os olhos e senta-se na cadeira)
ANJO: - Irmã, eis a Santíssima Virgem”.
IRMÃ CATARINA: - É mesmo a Santíssima Virgem quem acaba de senta-se na cadeira?
ANJO: - Eis a Santíssima Virgem!
NARRADOR: A irmã não duvida mais.
(Ela apóia as mãos sobre os joelhos da Santíssima Virgem)
NOSSA SENHORA: - Minha filha, Deus quer te dar uma missão. E contar sobre minhas aparições as pessoas.
NOSSA SENHORA: - Os tempos são maus, coisas ruins acontecerão na França, o rei perderá seu trono. Mas vinde ao pé do altar e as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que pedirem com confiança e fervor.
(Nossa senhora tem olhar triste e preocupado. Santíssima tem lágrimas nos olhos)
NOSSA SENHORA: - São dias tristes, haverá morte. O Arcebispo de Paris será atacado, e a Cruz de Jesus será desprezada.
NOSSA SENHORA: - O mundo inteiro ficará triste, minha filha. Mas eu estarei com vocês.
NARRADOR: E assim a Santíssima Virgem desaparece e a irmã volta ao seu dormitório, pensando em tudo que aconteceu.
(Irmã volta para o colchão)
NARRADOR: No dia seguinte Irmã Catarina relatou tudo ao seu confessor Pe. Aladel, mas ele não acreditou. Passando-se alguns dias, explodiu uma revolução horrível, que espalhou terror em Paris. Tratava-se do que a Virgem Santíssima tinha falado. Igrejas foram danificadas, crucifixos jogados por terra, sacerdotes perseguidos e maltratados, o Arcebispo de Paris foi forçado a esconder-se. O rei foi destronado e fugiu para o exílio. O Pe. Aladel estava impressionado. E no seu íntimo começou a crer, que a Irmã Catarina falava a verdade, mas manteve cautela.
(Irmã Catarina, vai para frente do altar, ajoelha-se e reza)
Passaram-se 4 meses e a Santíssima Virgem apareceu novamente à irmã Catarina. No dia 27 de novembro, no fim da tarde, irmã Catarina rezava na capela e a Virgem Santíssima lhe aparece mais uma vez. Bela na sua maior formosura.
(Irmã Catarina rezando e Nossa Senhora aparece em pé no altar em cima de um globo, pisando em uma serpente. Ao lado um quadro de São José.)
NARRADOR: A Santíssima estava tão linda que sua beleza era impossível descrever. Em suas mãos tinha anéis com pedras preciosas, destas pedras saíam raios de luz, que cintilavam de todos os lados.
(Levar anéis para Nossa Senhora)
NOSSA SENHORA: - Este globo que vê representa o mundo inteiro, a França e cada pessoa. Os raios, tão belos são as graças que derramo sobre as pessoas que me pedem. Essas pedras dos meus anéis representam as graças que se esquecem de pedir.
NARRADOR: Irmã Catarina ali sabia como era agradável rezar à Santíssima Virgem, como Ela era generosa, quantas graças concede às pessoas que pedem e quanto alegrava-lhe conceder essas graças.
E em torno da Virgem formou-se um arco, onde estava escrito: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.”
NOSSA SENHORA: _Catarina quero que cunhe uma medalha conforme esse modelo, (todas as crianças levantam as placas - medalhas) todas as pessoas que a usarem no pescoço receberão grandes graças.
NARRADOR: E assim, fizeram as medalhas de forma ovalada, do outro lado um M de Maria, em cima de uma Cruz e abaixo deles dois corações de Jesus e de Maria, o primeiro rodeado de espinhos e o segundo atravessado por uma espada.
(E a Virgem vai desaparecendo deixando o coração de Catarina cheio de bons sentimentos, alegria e amor).
Após um mês Nossa Senhora apareceu, dessa vez com o globo na mão e atrás do altar (Nossa Senhora em cima do altar com um globo na mão) Nossa Senhora apareceu irradiante, de seus anéis saiam raios de luz.
NOSSA SENHORA: - Catarina você não me verá mais, apenas ouvira minha voz durante suas orações.
NARRADOR: E Catarina permaneceu no convento durante alguns meses, depois foi enviada para cuidar dos humildes e idosos em um asilo. E Nossa senhora cumpriu as suas promessas e sempre falava com ela no fundo do seu coração, mesmo não aparecendo mais. E insistia para que se mandasse fazer e divulgar as medalhas.
E assim começam a distribuição das medalhas em Paris. Logo após aparece uma epidemia de cólera, causando morte em muitas pessoas, pois não existia cura e assim surgiram os primeiros milagres da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
(Crianças levantam as medalhas)
Uma pequena criança de 8 anos, não tinha recebido a medalha, contagio-se e adoeceu seriamente, uma irmã deu-lhe a medalha e ela melhorou... assim a medalha foi chamada de “Milagrosa”. E assim aconteceram mais curas e conversões através da NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA.
(Irmã, com uma bengala, curvada...ajoelha-se em frente Jesus)
NARRADOR: Irmã Catarina, com 70 anos, sabendo que estava perto de encontrar com Deus, falava sempre:
IRMÃ CATARIRA: - Não basta levar a medalha sem ter oração e sacrifícios. É preciso ter confiança. Deus tudo pode.
Contribuição da Giseli, de Cássia/MG. Obrigada, Gi! Que Deus lhe abençoe!
22 de nov de 2010
Vamos fazer um terço de E.V.A.?
A Soninha e o Cláudio Borges fizeram uns tercinhos junto com as crianças da catequese da Comunidade São José do Tabor, localizada na Zona Leste de São Paulo e mandaram as fotos com o passo-a-passo pra gente fazer também!
Material utilizado:
E.V.A.
Tesoura
Agulha
Fitilho
(Dá pra usar fio de silicone ou fio de nylon no lugar do fitilho)
Acho que está bem claro, né?
Louvado seja Deus por esse casal que tanto tem se dedicado à evangelização das crianças na coordenação da Catequese da Comunidade São José do Tabor junto com o Pe. Paulo Roberto, a Sandrinha e o Renato! Obrigada por partilhar esse passo-a-passo com a gente!
Que Deus os abençoe!
13 de set de 2010
A Virgem Maria e o Protestantismo.

As citações abaixo, feitas por Lutero e Calvino, reais fundadores do Protestantismo, e outros teólogos sérios, denotam o verdadeiro respeito, carinho e amor que todo cristão deve nutrir pela Mãe de Jesus:
“Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.”(Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”).
“Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe [para Maria] um carro de ouro e conduzi-la com quatro mil cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: ‘Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano‘. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo e, apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria.”
(idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Pergunte e Responderemos” nº 429).
“Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advémtoda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia.”(idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”)
“Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.
(Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”).
“O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem.(Martinho Lutero, “Artigos da Doutrina Cristã”)
“Maria é digna de suprema honra na maior medida.”
“Um só Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria.”
(“Apologia da Confissão de Fé de Augsburg“, art. IX).
“Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.”(João Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)
“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.”
(Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)
“Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”(John Wesley, fundadador da Igreja Metodista, em carta dirigida a um católico em 18.07.1749)
“Ao ler estas palavras de Martinho Lutero [em "Comentário do Magnificat"], que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: ‘Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau‘.
O racionalismo ignorou por completo o mistério da santidade. O que é santo, é bem diferente do resto; diante do que é santo, só nos podemos quedar em admiração, adorar e prostrar-nos no pó. O que é santo, não é possível compreendê-lo. Diante da exortação, de Martinho Lutero, de que Maria nunca pode ser suficientemente honrada na cristandade, como a mulher suprema, como a jóia mais preciosa depois de Cristo, e sou obrigada a me confessar adepta daqueles que durante muitos anos de sua vida não seguiram esta admoestação de exaltá-la e assim também não cumpriram a exortação da Sagrada Escritura segundo a qual as gerações considerariam Maria bem-aventurada (Lucas 1,48).
Eu não entrei na fila destas gerações. É verdade que também li na Sagrada Escritura como Isabel, mulher agraciada por Deus, falando pelo Espírito Santo e denominando Maria ‘a mãe do meu Senhor’, lhe prestou a maior homenagem, ao lhe dizer como prima mais idosa: ‘Donde me vem a honra de tu entrares em minha casa?!’ Eu, de fato, poderia ter aprendido o procedimento correto com Isabel. Mas eu não prestei homenagem a Maria com pensamento algum, com nenhum sentimento do coração, com palavra alguma, nem com algum canto. E muito menos eu a louvava sem fim, deixando de seguir a orientação de Lutero, quando escreve que jamais chegaríamos a exaltá-la o suficiente.
Minha intenção, ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus. E isto, à medida que, pela Sagrada Escritura, me ia aprofundando no conhecimento de sua vida e dos seus caminhos. Minha sincera intenção, ao escrever este livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador.
Com gratidão gostaria de confessar aqui quanto o testemunho de sua obediência, de sua entrega total de disponibilidade para andar todos os seus penosos caminhos, me foram uma bênção. Pois ela viveu e andou o caminho da humilhação, numa atitude que – no dizer de Lutero, quando escreve a introdução ao Magnificat – nos pode servir de exemplo: ‘A delicada mãe de Cristo sabe ensinar melhor do que ninguém – pelo exemplo de sua prática – como devemos conhecer, louvar e amar a Deus…’
Quanto amor nós, os evangélicos, dedicamos aos apóstolos Paulo e Pedro! Muitas vezes até encontramo-nos num relacionamento individual e espiritual com eles. Nós os honramos e lhe agradecemos por terem andado este caminho de discípulos de Cristo. Agradecemos ao apóstolo Paulo, porque sabemos que, sem ele, a mensagem de Jesus não teria chegado até nós, os gentios. Exaltamos, cheios de gratidão, os mártires de nossa Igreja, cujo sangue foi semente da qual a Igreja tira vida. E nos esquecemos muitas vezes de agradecer a Maria, a mãe de nosso Senhor. Não está ela inserida na ‘nuvem de testemunhas’ que nos circundam (cf. Hebreus 12,1) e cujo testemunho nos deve fortalecer para a luta que temos a sustentar?
Se honramos apóstolos e arcanjos e deles esperamos que sejam nossos guias no caminho, usando seus nomes para denominar comunidades e igrejas nossas, então, como é que poderíamos excluir Maria, que está ligada a Jesus como a primeira e mais íntima e que andou com Ele o caminho da cruz?
A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor, receando com isto reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que acontece é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com Sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado.
É intenção nossa – como Irmandade de Maria – contribuir, em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: ‘Bem-aventurada a que creu!’
Jesus espera de nós que a honremos e amemos. É isto que nos é proposto pela Palavra de Deus e é, portanto, Sua vontade. E somente os que guardam Sua palavra, são os que amam a Jesus de verdade (João 14,23).”
(M. Basilea Schlink, escritora evangélica que escreveu, em 1960, o livro “Maria – o Caminho da Mãe do Senhor” e fundadora da Irmandade Evangélica de Maria, em Darmstadt, Alemanha; fonte: revista “Pergunte e Responderemos”, nº 429).
“Em Lourdes, em Fátima e em outros santuários marianos, a crítica imparcial se encontra diante de fatos sobrenaturais, que tem relação direta com a Virgem Maria, seja mediante as aparições, seja por causa das graças milagrosas solicitadas pela sua intercessão. Estes fatos são tais que desafiam toda a explicação natural.Sabemos ou deveríamos saber que as curas de Lourdes e Fátima são examinadas com elevado rigor científico por médicos católicos e não-católicos. Conhecemos a praxe da Igreja Católica, que deixa transcorrer vários anos antes de declarar alguma cura milagrosa. Até hoje, 1200 curas ocorridas em Lourdes foram pelos médicos consideradas cientificamente inexplicáveis. Todavia a Igreja Católica só declarou milagrosas 44 delas.Nos últimos 30 anos, 11000 médicos passaram por Lourdes. Todos os médicos, qualquer que seja a sua religião ou posição científica, tem livre acesso ao “Bureau des Constatations Medicales”. Por conseguinte, uma cura milagrosa é cercada das maiores garantias possíveis.Qual é, pois, o sentido profundo destes milagres no plano de Deus? Bem parece que Deus quer dar uma resposta irrefutável à incredulidade dos nossos dias. Como poderá um incrédulo continuar a viver de boa fé na sua incredulidade diante de tais fatos? E também nós, cristãos-evangélicos, podemos ainda, em virtude de preconceitos, passar ao lado destes fatos sem nos aplicarmos a um atento exame?Uma tal atitude não implicaria grave responsabilidade para nós? Por que um cristão evangélico pode ter o direito de ignorar tais realidades pelo fato de se apresentarem na Igreja Católica e não na sua comunidade religiosa? Tais fatos não deveriam, ao contrário, levar-nos a restaurar a figura da Mãe de Deus na Igreja Evangélica?Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições. Não nos arriscamos talvez a cometer um erro fatal, fechando os olhos diante de tais realidades e não lhes dando atenção alguma? Cristãos Evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a opor-lhes recusa e indiferença? Continuaremos a nos comportar de modo que o inimigo de Deus nos mantenha em atitude de intencional cegueira?Não deveremos talvez abrir o nosso coração a esta luz que Deus faz brilhar para a nossa salvação? Tal problema evidentemente merece exame, não deve ser afastado de antemão, por preconceito, pelo único motivo de que tais curas são apresentadas pela Igreja Católica. Uma tal atitude acarretaria grave dano para nós mesmos e para o mundo inteiro.Grande responsabilidade nos toca. Temos o direito de examinar tais fatos. Não nos é possível passar ao largo e encampar tudo no silêncio. Hoje, em alguns países, está em causa a existência mesmo do Cristianismo. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus que fala ao mundo, pela mediação de Maria, e dar-lhe as costas, unicamente, porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica. Como quer que seja, não podemos calar por muito tempo sobre tais realidades. Temos que examiná-las, sem preconceito, pois é iminente uma catástrofe.Poderia acontecer que, rejeitando ou ignorando a mensagem que Deus nos faz chegar através de Maria, estejamos recusando a última graça que ele nos oferece para a nossa salvação. É, por isso, um dever muito grave para todos os chefes da Igreja luterana e para outras comunidades cristãs examinar tais fatos e tomar uma posição objetiva. Este dever impõe-se também pelo fato de que a Mãe de Deus não foi esquecida somente depois da Guerra dos 30 anos e na época dos livres pensadores da metade do século XVIII.Sufocando no coração dos evangélicos o culto da Virgem, destruíram os sentimentos mais delicados da piedade cristã. No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica, tal profecia caiu em tão grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma. Ainda uma vez estas reflexões nos impõe o dever de examinar os fatos acima citados e de tirar dos mesmos todas as conclusões pertinentes.”(Manifesto de Dresden – documento redigido por vários teólogos luteranos e
publicado pela revista “Spiritus Domini” n.5, Maio/1982)
Por fim, gostaria de observar àqueles que negam o título de “Mãe de Deus” a Maria, que tanto Lutero quanto Calvino (além da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, é claro) admitiam e professavam essa verdade de fé, como podemos ver nas citações acima.
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